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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Nossa Senhora da Estrada

24 de maio, dia de Nossa Senhora da Estrada

O culto a Nossa Senhora da Estrada chegou ao Brasil com os jesuítas.

Já desde os primeiros séculos, os cristãos pediam a proteção da Virgem Maria ao viajarem, pois ela conheceu de perto os perigos das estradas, ao fugir para o Egito, carregando seu filho Jesus nos braços e acompanhada do bom José. Naqueles tempos, viajar pelas estradas era uma aventura arriscada que podia custar a própria vida. A cada passo, uma dificuldade: deserto, mato fechado, pântanos, rios, feras selvagens, bandidos... Nossa Senhora, valei-me! 

A invocação a Nossa Senhora da Estrada teve início no começo do século XIII, na Itália. Um desconhecido colocou um quadro com a imagem de Maria e o menino Jesus, numa velha capelinha à beira da estrada que ligava Roma ao interior e o povo logo o chamou de Nossa Senhora da Estrada.

Os viajantes ficaram surpresos e felizes com aquele quadro e passaram a parar diante da capelinha para orar a Deus, pedindo a sua proteção da Virgem Maria. A divulgação do culto correu rápida alcançando toda a cristandade, do Ocidente e do Oriente. 

Muitas igrejas foram erigidas e colocadas sob a invocação de Nossa Senhora da Estrada, mas a mais antiga foi justamente aquela capelinha que hoje se encontra na Igreja del Gesù, em Roma, confiada pelo Papa Paulo III, em 1541, aos jesuítas. Ao lado desta capela, se instalou santo Inácio de Loyola; aqui ele orou e perto dela veio falecer.

"Pelas estradas da vida, nunca sozinho estás, contigo pelo caminho, Santa Maria vai..."

Ó doce Maria Nossa Mãe Celeste, sê guia dos nossos passos nas Estradas muitas vezes pedregosas de nossa vida, e quando esta chegar ao seu fim, sê para nós porta do céu e mostra-nos o fruto bendito de teu ventre, Jesus (Papa Pio XII).

Nossa Senhora da Estrada, cuidai com carinho de mãe de todos os viajantes. Amém!



segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de Maio - Nossa Senhora de Fátima

"Por fim, meu imaculado coração triunfará."
No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal. 

Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.

Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "ave-maria, santa-maria" etc. Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes.

As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. 

As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé. A pressão das autoridades sobre os meninos era intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981.

Na época, muitos duvidavam das visões das crianças. As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas, em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos.

O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para Nossa Senhora de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal representante da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por ocasião do aniversário dos cinqüenta anos das aparições de Fátima, o papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de Deus.

Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário, acabará destruindo-se a si mesma. Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido. Foi a dor de mãe que a fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos. Por isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

No dia 13 de maio de 2013, o episcopado português consagra a Nossa Senhora de Fátima o pontificado do Papa Francisco, a pedido deste Pontífice.


Fonte: Paulinas

sábado, 11 de maio de 2013

Rosário, oração de Deus dirigida à Mãe

Por Dom Orani João Tempesta, O.Cist. 


RIO DE JANEIRO, 10 de Maio de 2013 (Zenit.org) - Mês de maio, mês de Maria! Grandes são as manifestações de amor e devoção à Santíssima Virgem Maria, Mãe do povo, que está atenta às suas necessidades e vem ao socorro dos seus. Mãe de grande veneração, que atrai multidões aos seus santuários tanto aqui no Brasil como pelo mundo. Terei a alegria de estar no Santuário de Fátima, em Portugal, para consagrar os jovens da JMJ a Maria, juntamente com o desejo do Santo Padre o Papa Francisco de consagrar a ela seu pontificado. 

A oração da Ave Maria, tão bíblica e eclesial ao mesmo tempo, nos situa sempre nesse mistério. Oração de grande beleza, foi sendo proclamada pelo próprio Deus, através do Arcanjo Gabriel: “Ave, cheia de graça! O Senhor esta contigo!” (Lc 1,28), saudação inicial do Mistério da Encarnação, confirmada por Isabel, “Tu és bendita entre as mulheres e é bendito o fruto do teu ventre!” (Lc 1,42) e gerada no coração dos cristãos ao longo dos séculos: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte!”. 

Por esta oração entramos na intimidade com a Trindade Santa; é a saudação que dirigimos a Maria, pois foi a oração proferida pelo próprio Deus. Grandes são os benefícios dos fiéis que recorrem a esta Boa Mãe. Muitos santos pregaram que tendo a Salvação do mundo começado pela Ave-Maria, a salvação de cada alma em particular está ligada a esta oração. (São Luís Maria Grignion de Montfort, T.V.D. n 249). 

São Bernardo de Claraval nos ensina que “clama Maria com fervor, e ela não deixará de lado a tua necessidade, pois ela é misericordiosa ou, melhor, a mãe da misericórdia”. Essa misericórdia foi buscada pelos fiéis leigos, pelo século XII, que teceram o Rosário, exercício de oração composto por dezenas da mais bela oração – a Ave-Maria – que, como Orvalho do Céu, embeleza um rosal, um campo de rosas. 

O Rosário torna-se uma oração de grande estima por parte dos leigos e recomendada constantemente por Papas, como o Papa Beato João Paulo II: “O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade”. Oração de grande valor diante da Virgem Maria, que aos pastorinhos de Fátima, em 19 de agosto de 1917, recomenda “Quero que continueis a rezar o Terço todos os dias. Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores!”. 

São Luís Maria Grignion de Montfort nos ensina que o Rosário, ou o Santo Terço, eleva-nos ao conhecimento de Jesus Cristo, purifica nossas almas do pecado, torna-nos vitoriosos sobre todos os nossos inimigos e fáceis à prática das virtudes. Este santo ainda nos ensina que para conhecer se uma pessoa é de Deus, é preciso verificar se ela gostar de rezar a Ave-Maria e o Terço, pois quem é de Deus sempre gosta e inspira os outros a rezarem. 

Ao contemplarmos os quatro mistérios do Rosário: gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos, contemplamos a vida de Nosso Senhor e a presença discreta, mas atuante, de Maria durante toda a História da Salvação. De fato, sobre o fundo das palavras da Ave-Maria passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo, como nos ensina o Beato João Paulo II. O Rosário é profundamente cristológico, pois nos fala dos mistérios de nossa salvação e é, ao mesmo tempo, contemplativo, junto com Maria. O Papa Francisco esteve já duas vezes em visita a Nossa Senhora na Basílica Romana de Santa Maria Maior, seja no primeiro momento para pedir a Maria pelo seu Pontificado, seja para rezar àquela que “nos ajuda a crescer, a afrontar a vida, a ser livres”. Ele também escolheu iniciar a sua visita ao Brasil com um ato devocional a N. Sra. Aparecida, como ficou claro em sua decisão de vir presidir a Jornada Mundial da Juventude. 

Também nós podemos ver nas palavras da Ave-Maria a contemplação da vida de Cristo e a nossa vida assim iluminada: ao longo do Rosário veremos a presença de Maria desde nosso batismo ao sermos consagrados a Ela, passando pelas aventuras da juventude, nas dificuldades da vida adulta, na vida familiar e como companhia na solidão dos idosos. Ainda citando o Beato João Paulo II, a simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana, marca o Amor de Deus presente na vida dos seus filhos. 

Cânticos, festas, peregrinações e orações marianas como o Rosário são fontes de graças que o próprio Deus nos concedeu, para estarmos mais intimamente ligados a Ele, através de Maria. Como nos diz São Bernardo: Deus vendo que somos indignos de receber as graças diretamente das suas mãos, dá-as a Maria, a fim de que por Ela recebamos tudo o que Ele nos quis dar, “para que a graça regresse ao seu Autor pelo mesmo canal por onde veio”. 

Estamos no Ano da Fé, ano da Graça de Deus, quando Maria se faz presente acolhendo seus filhos dispersos na fé, acolhendo-os na Igreja de seu Filho, na qual Ela é Mãe. Santo Irineu expressa que “o nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou pela incredulidade, a Virgem Maria desligou pela fé”. Observar Maria e seguir seu exemplo é um caminho seguro de fé e de obediência à vontade de Deus. 

Que tenhamos Maria como nossa companheira nesta estrada, santificando-nos pela vida de Cristo, e com o exemplo de Sua Mãe! Como devotos desta Boa Mãe, vamos nos unir a Ela através do Rosário, meditando a Graça de Deus manifestada aos homens pelas mãos de Maria. Contemplemos tão bela face de Maria, Nossa Senhora de Fátima, aquela que vem aos mais simples, mas de coração puro e desapegado. Como os pastorinhos, estejamos atentos ao seu apelo: “Quero que continueis a rezar o Terço todos os dias. Rezai, rezai muito...”. 

† Orani João Tempesta, O. Cist. 
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Fonte: 
Zenit

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mês dedicado a Virgem Maria


Em uma mensagem escrita pelo Papa Francisco na rede social Twitter, destacou a importância de rezar o Terço em família especialmente neste mês de maio dedicado à Santa Mãe de Deus.

No tweet se lê: "Seria maravilhoso, no mês de maio, rezar juntos em família o Terço. A oração faz com que a vida familiar torne-se ainda mais sólida".

Maio é o mês consagrado a Maria, por ser o mês no que não havia nenhuma festa particular, portanto a Igreja Católica alentou esta devoção à Santíssima Virgem, por duas bulas, uma de 21 de março de 1815 e a outra de 18 de junho de 1822, quando Pio VII concede as indulgências aplicáveis às almas do Purgatório.

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Neste mês Mariano, lembramos no dia 13 a Festa de Nossa Senhora de Fátima, no dia 24 a festa de Maria Auxiliadora e no dia 31 festejamos a Visitação de Maria a Santa Isabel.

Na América Latina se celebra Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, terra do Santo Padre.




Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nossa Senhora dos Prazeres

Bem antes da última peste que houve em Lisboa, em 1599, uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha. Essa fonte começou a ser chamada de "santa" porque sua água passou a curar várias enfermidades. Os condes levaram a imagem para sua casa, colocando-a em seu oratório. No entanto, certo dia a mesma imagem desapareceu do seu lugar para ser encontrada sobre um poço. Nossa Senhora manifesta-se, então, a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construirem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres. As pessoas não duvidaram da criança e em pouco tempo a ermida foi erguida. A imagem foi ali depositada e os prodígios começaram a ocorrer.

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.

As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima, que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.

Portugal foi a primeira nação católica a festejar as alegrias de Maria.

No Brasil, Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira da catedral e da diocese de Lages (SC), onde sua festa é celebrada em 15 de agosto. Na arquidiocese de Maceió, da qual também é padroeira, a festa é em 27 de agosto. No estado do Espírito Santo, no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, as sete alegrias de Nossa Senhora são comemoradas no domingo da Pascoela. Existem igrejas dedicadas a esta invocação também em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo, na cidade de Piracicaba. O templo mais famoso é o que se situa nos Montes Guararapes, perto de Recife, que foi reformado e embelezado pelos Monges Beneditinos em 1782.

Senhora dos Prazeres, vinde encher de alegria a nossa vida.
Afastai de nós toda espécie de tristeza.
Rogai por nós, que recorremos a vós!


ORAÇÃO
Composta pelo Pe. Antônio Carlos D’Elboux

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe querida, lembrando-nos de vossas grandes alegrias: a Anunciação do Senhor, a Visita à vossa prima Santa Isabel, o Nascimento do Menino Deus, a Adoração dos Magos ao vosso divino Filho, o Encontro de Jesus no Templo, a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção, queremos pedir vossa intercessão por nós e pelas nossas famílias junto a Deus. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião. Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a sermos bons seguidores de vosso adorado Filho, lendo e refletindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente de nossa Comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar em nossa vida dentro da justiça, colaborando para a construção da paz e da fraternidade. Amém.


Fonte:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Como foste a Belém dar à luz o teu Filho, que é substância do Pai e de carne vestiste, desces ao Tepeyac para gerar o índio ao amor de uma pátria e à fé em Jesus Cristo.

Por rosas a brotar na brancura da neve, tu pedes que se erga um templo na colina; e dás-nos por teu ventre um duplo nascimento, flor de pátria mestiça e fruto do Evangelho.


Crê Diego levar em sua manta rosas, que lança como prova ante os olhos do bispo, mas de uma Rosa só floresce a face escura, sob o mesmo pincel que pinta em luz a aurora.

Dá-nos o trigo e a paz, Senhora e Filha nossa, uma pátria que una ao lar o templo e a escola, um pão que a todos farte e uma fé que os inflame, por tuas mãos em prece e teus olhos de estrela.

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego para que fosse até o Bispo, pedindo que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O Bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Foi quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

O Bispo viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou comigo. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o Santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já dura há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. Pois nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do Bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Disse o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII a 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou à Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Loreto, ora pro nobis!


O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati.

Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de dezembro de 1294.

Por causa dos constantes assaltos que sofriam os peregrinos, a Casa mudou-se para o alto de uma colina e, como aí houve discórdias entre os irmãos proprietários da terra, esta fixou-se, finalmente, no meio da estrada que liga Recanati ao litoral, onde permanece intacta até hoje, protegida por uma imensa igreja construída ao seu redor.

Buscando a verdade dos fatos, autoridades governamentais, eclesiásticas e técnicas da época, nada constataram de fictício ao analisarem as fundações que permaneceram em Nazaré ou a própria casa em Tersatz, apoiada apenas em suas paredes, desafiando explicações técnicas e científicas.

O inexplicável fenômeno da fé, do milagre da "Casa Voadora", sensibilizou os profissionais aviadores que se identificaram com a missão cumprida pelos anjos que transportaram, pelos ares, tão preciosa carga, adotando Nossa Senhora de Loreto como sua Protetora.




Fonte:
Derradeiras Graças

domingo, 7 de outubro de 2012

Nossa Senhora do Rosário

Na terra recordamos teu gozo e tua dor,
ó Mãe, que contemplamos em glória e resplendor.

Ave, quando concebes, visitas, dás à luz,
e levas e recebes no templo o teu Jesus.

Ave, pela agonia, flagelo, espinho e cruz:
a dor da profecia à glória te conduz. 

 
Ave, sobre o teu Filho, o Espírito nos vem;
deixando o nosso exílio, ao céu sobes também.

Cento e cinqüenta rosas, nações, vinde colher;
coroas luminosas à Virgem Mãe tecer.

Louvor ao Pai e ao Filho e ao Espírito também;
dos três, divino auxílio ao nosso encontro vem.

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em 1571, quando se celebrava o aniversário da batalha naval de Lepanto. Segundo consta, os cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o rosário. A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. O Venerável Beda sugerira aos irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem de grãos enfiados em um barbante na recitação dos pai-nossos e ave-marias. Segundo a lenda, em 1328 Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Rosário significa coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora. Os promotores e divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos. Somos hoje, portanto, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo Jesus, associando-nos como Maria Santíssima à encarnação, paixão e gloriosa ressurreição do Filho de Deus.

Diz o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae": "O Rosário, de facto, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica,da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor."
 


Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores.
Agora e na hora da nossa morte.
Amém.









Fonte:
Liturgia das Horas
Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SALVE NOSSA SENHORA AUXILIADORA!!!

Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja,
Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos,
Tu, terrível como exército ordenado em batalha,
Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, 

defende-nos do inimigo;
e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso.
Assim seja.
Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis!
Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos. 

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades. 

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu Dom Bosco: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".


Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar 
Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. 
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.
Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa.
Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.


Fonte: CN Notícias

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Santa Bernadette, ora pro nobis!


Santa Bernadette nasceu no dia 7 de janeiro de 1844, no moinho de Boly. Ela, seu pai Francisco e sua mãe Luisa e seus três irmãos, Antonieta Maria (Toinete) João Maria e Justino viviam uma cidade chamada Lourdes, na França, em uma casa muito simples.

Seu pai procurava um trabalho, mas a situação na França neste período era muito difícil, sua mãe lavava roupas de algumas famílias mais ricas. Mesmo com pouca comida e muitas dificuldades,sua família sempre agradecia a Deus e pedia sua proteção.

Bernadette tinha uma saúde muito frágil, e sempre estava doente. Sofria de asma e tinha muita falta de ar, e por isso faltava muito a escola e a catequese, o que fazia que sempre fosse uma criança atrasada em relação aos seus colegas.

No dia 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette, sua irmã e uma colega, foram procurar alguns gravetos para colocar no fogão que servia para o preparo dos alimentos e também para aquecer o pequeno quatro onde moravam.

As meninas viram que próximo ao rio haviam vários gravetos, como estavam na outra margem, Bernadette ficou esperando pois a água estava muito fria e ela havia tossido muito na noite anterior. Enquanto esperava as meninas, ela percebeu uma forte luz vinda da gruta de Messabiele (esta gruta era um local onde todo o lixo da cidade era jogado), de repente, Bernadette estava ajoelhada com os olhos fixos a uma linda e extraordinária imagem, era uma linda senhora vestida de branco com uma fita azul e rosas douradas nos pés. Em silêncio, a Santíssima Virgem faz o sinal da cruz. Bernadette comovida a imitou e recitou o terço.

Quando as meninas voltaram, achavam que Bernadette estava louca ou tinha se encontrado com alguém e não queria falar para elas. Então Bernadette contou que tinha visto uma linda senhora e pediu que não contassem a ninguém. Chegando de volta a sua casa, sua irmã contou a mãe que achava que Bernadette estava ficando maluca, sua mãe ficou muito brava e achou que ela estava inventado porque queria chamar a atenção. Como sua mãe não acreditava nela, seu pai também a proibiu de ir a Messabille, mas vendo que Bernadette sofria com aquela decisão, resolveram permitir que ela fosse até a gruta.
Nossa Senhora apareceu a Bernadette 18 vezes, e pediu que fizéssemos penitência e que Bernadette encontrasse a fonte de água, que curou e cura inúmeras pessoas, e que os padres construíssem lá uma Capela.

Depois das aparições da Mãe de Jesus, Bernadette era sempre procurada pelas pessoas, e como ela era uma criança humilde, foi melhor que fosse morar junto com as Irmãs Religiosas, na sua cidade.

Aos 22 anos, Bernadette entrou no Convento de Saint Gildard, em Nevers, lá ela sofreu muito por ciúmes das Irmãs que não entendiam porque a Santíssima Virgem a tinha escolhido.

Durante a Semana Santa, celebrada do dia 6 ao dia 13 de abril, sua saúde piorou muito e ela sentia muitas dores. Por fim, às 15 horas do dia 16 de abril de 1879, ainda jovem com 35 anos de idade, morreu Bernadette depois de sofrer muito com a saúde tão frágil.

Bernadette viveu como manda o Evangelho e ofereceu exemplos de vida ao mundo viver o conteúdo da mensagem divina recebida por ela na gruta de Messabile.

Em Nevers, uma mãe que o bebê estava muito mal foi ao Convento e levou a coberta do berço da criança, com pretexto de que o bordado não estava terminado. A Madre Superiora pediu a Irmã Bernarda que acabasse o bordado, e a mãe do pequenino doente, já desenganado pelos médicos, passou a coberta sobre o berço, e seu filho ficou logo milagrosamente curado.

Outra vez uma mãe levou a filha pequena que sofria de um mal que a impedia de andar, Irmã Maria Bernarda esta com a criança no colo, mas ela se debateu tanto que quando a menina foi colocada no chão, andou e correu com muita alegria.

Mesmo com estes feitos, Bernardette continuava humilde e não percebia as obras que Jesus operava através de suas mãos e sempre pedia perdão a Deus por seus pecados, e que Deus permitisse que ela fosse uma pessoa melhor.

O corpo de Santa Bernadette se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis. Apenas uma ligeira camada de cera foi passada no rosto para evitar a formação de mofo. Ele está exposto na capela do convento de Saint-Gildard, em Nevers, onde ela faleceu, numa preciosa urna de cristal e metal dourado. Ali, envolvido de imponderáveis sobrenaturais, pode ser visto e venerado por qualquer fiel, como aparece no vídeo abaixo.
 

Senhor, que vos dignastes conceder à jovem Bernadete a graça de ver vossa Santíssima Mãe e com ela conversar e orar, concedei também a mim uma maior devoção para com Maria Santíssima e a graça da boa saúde e disposição.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

Santa Bernadete, rogai por nós!


Fonte:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe

Como toda aparição de Nossa Senhora, a que é venerada hoje é emocionante também. Talvez esta seja uma das mais comoventes, pelo milagre operado no episódio e pela dúvida lançada por um bispo sobre sua aparição a um simples índio mexicano. 

Tudo se passou em 1531, no México, quando os missionários espanhóis já haviam aprendido a língua dos indígenas. A fé se espalhava lentamente por essas terras mexicanas, cujos rituais astecas eram muito enraizados. O índio João Diogo havia se convertido e era devoto fervoroso da Virgem Maria. Assim, foi o escolhido para ser o portador de sua mensagem às nações indígenas. Nossa Senhora apareceu a ele várias vezes. 

A primeira vez, quando o índio passava pela colina de Tepyac, próxima da Cidade do México, atual capital, a caminho da igreja. Maria lhe pediu que levasse uma mensagem ao bispo. Ela queria que naquele local fosse erguida uma capela em sua honra. Emocionado, o índio procurou o bispo, João de Zumárraga, e contou-lhe o ocorrido. Mas o sacerdote não deu muito crédito à sua narração, não dando resposta se iria, ou não, iniciar a construção. 

Passados uns dias, Maria apareceu novamente a João Diogo, que desta vez procurou o bispo com lágrimas nos olhos, renovando o pedido. Nem as lágrimas comoveram o bispo, que exigiu do piedoso homem uma prova de que a ordem partia mesmo de Nossa Senhora. 

Deu-se, então, o milagre. João Diogo caminhava em direção à capital por um caminho distante da colina onde, anteriormente, as duas visões aconteceram. O índio, aflito, ia à procura de um sacerdote que desse a unção dos enfermos a um tio seu, que agonizava. De repente, Maria apareceu à sua frente, numa visão belíssima. Tranqüilizou-o quanto à saúde do tio, pois avisou que naquele mesmo instante ele já estava curado. Quanto ao bispo, pediu a João Diogo que colhesse rosas no alto da colina e as entregasse ao religioso. João ficou surpreso com o pedido, porque a região era inóspita e a terra estéril, além de o país atravessar um rigoroso inverno. Mas obedeceu e, novamente surpreso, encontrou muitas rosas, recém-desabrochadas. João colocou-as no seu manto e, como a Senhora ordenara, foi entrega-las ao bispo como prova de sua presença. 

E assim fez o fiel índio. Ao abrir o manto cheio de rosas, o bispo viu formar-se, impressa, uma linda imagem da Virgem, tal qual o índio a descrevera antes, mestiça. Espantado, o bispo seguiu João até a casa do tio moribundo e este já estava de pé, forte e saudável. Contou que Nossa Senhora "morena" lhe aparecera também, o teria curado e renovado o pedido. Queria um santuário na colina de Tepyac, onde sua imagem seria chamada de Santa Maria de Guadalupe. Mas não explicou o porquê do nome. 

A fama do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando templo após templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos. 

O local se tornou um enorme santuário, que abriga a imagem de Nossa Senhora na famosa colina, e ainda se discute o significado da palavra Guadalupe. Nele, está guardado o manto de são João Diego, em perfeito estado, apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas. Por isso o povo a chama, carinhosamente, de "La Morenita", quando a celebra no dia 12 de dezembro, data da última aparição. 

Foi declarada padroeira das Américas, em 1945, pelo papa Pio XII. Em 1979, como extremado devoto mariano, o papa João Paulo II visitou o santuário e consagrou, solenemente, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.

Nuestra Señora de Guadalupe, ora pro nobis!

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Muitos cientistas têm ido ao México, à Basílica de Guadalupe, para decifrar o enigma do manto (tilma) do índio Juan Diego, onde está gravada a imagem de Maria, e que se encontra exposto para visitação dos fiéis.

1) A TILMA (manto) E A "PINTURA"

a) O primeiro milstério, com o qual se deparam os cientistas, é o material com que foi feito a tilma: uma fibra vegetal, própria do México, que possui uma durabilidade estimada em 20 anos. Depois disso, ela começa a se oxidar e a se deteriorar. Aqui encontra-se o primeiro mistério: o manto está em perfeita conservação já há 500 anos. Fato para o qual os experts não encontram uma explicação lógica.

b) O outro mistério sem uma explicação convincente é a respeito da pintura impressa. Ao longo de muitos anos foram feitas várias investigações científicas, como por exemplo, a de um cientista austríaco (vencedor do prêmio Nobel de Química), em 1936, ou a de um professor em 1954 e, a última, a de dois cientista americanos.

Estes cientistas dos Estados Unidos estudaram a imagem da Virgem Maria com raios infra-vermelhos, ficando vivamente admirados. De acordo com o laudo que apresentaram, não há qualquer traço de pincel no manto, o qual, nem sequer estava preparado para receber uma pintura. Parece-lhes uma imagem impossível. Continua o laudo: os pigmentos de "tinta" existentes na imagem não têm origem nem no reino animal, nem vegetal e nem mineral; não pertencem a nenhuma categoria existente neste mundo. Também não é uma pintura sintética.

2) OS OLHOS DA IMAGEM

Em seguida os cientistas se dispuseram a estudar os olhos da Virgem de Guadalupe com potentíssimos aparelhos e computadores. Verificaram, então, que dentro dos olhos da imagem existem figuras refletidas - como os olhos de uma pessoa, por exemplo, quando está de frente para uma janela luminosa. Estas figuras são humanas, mais precisamente, são o índio Juan Diego, o bispo, um índio e outras pessoas, todas presentes na sala onde o índio "abriu" o manto para mostrar as rosas.

O LAUDO ESPECÍFICO DOS OLHOS DA VIRGEM MARIA

A córnea direita da imagem mede apenas 8 milímetros e ela reflete imagens, como um espelho, que somente é possível de acontecer com seres VIVOS. Portanto, Maria aparece na tilma como uma pessoa VIVA. Dentro desta córnea foram encontradas as seguintes figuras:

1) Um indígena sentado com a pernas cruzadas; posição típica dos inkas daquela região;

2) O rosto de um ancião com características espanholas; identificado como sendo a face do bispo. Foram comparados quadros pintados com a figura do bispo com a imagem contida na córnea da Virgem e constataram que era realmente o bispo;

3) Um outro espanhol, que, como se sabe, servia de intérprete entre o bispo e Juan Diego;

4) Uma mulher negra. Sabe-se, historicamente, que o bispo libertava os escravos e que havia uma que trabalhava na sede episcopal e que se chamava Maria;

5) Uma família com seis pessoas, dentre elas, crianças. A Igreja vê neste fato uma chamada de atenção de Nossa Senhora para a importância da família, hoje em dia tão atacada;

6) Um índio com a tilma abaixada (esticada) contendo a imagem. Esta figura é a de Juan Diego.

Verificou-se igualmente que todas estas figuras olham para a mesma direção; olham para Juan Diego que traz em si a sagrada estampa da Virgem Maria.

Foram 20 anos de estudos para se chegar a este laudo científico.


Fonte:

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JMJ: itinerário da Cruz e do Ícone da Virgem Maria no Brasil


"Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção". (Papa João Paulo II)

"Ide e fazei discípulos de todas as Nações"

Foi com essas palavras que o Beato João Paulo II entregou aos jovens em Roma, no dia 22 de abril de 1984, aquela que ficaria conhecida como Cruz da Jornada, ou Cruz dos Jovens. Desde então, ela começou a peregrinar mundo afora, sempre levada pela juventude. Em 2003 junto com ela passou a peregrinar também o Ícone de Nossa Senhora.

Pela primeira vez, os dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão peregrinar pelo Brasil. Serão meses num itinerário que percorrerá todo o país e também passará pelos vizinhos do Cone Sul. Ao longo desse trajeto, os jovens terão a oportunidade de reavivar a fé e de sentir o gostinho do que será a JMJ 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro.
A Cruz da JMJ e o Ícone de Maria chegam ao Brasil no dia 18 de setembro e serão recebidos em São Paulo com uma grande festa, o Bote Fé. A partir daí iniciam a peregrinação, que será concluída no Rio de Janeiro. A ideia é que os dois símbolos passem por todos os 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".

Depois do dia 18 de setembro, a Cruz e o Ícone vão peregrinar, até o dia 30 de outubro, pelas sete províncias eclesiásticas do Regional Sul 1 da CNBB, que corresponde ao estado de São Paulo – o mais populoso do país e o que tem o maior número de dioceses, 50. Daí os símbolos seguem para o Regional Leste 2, composto por Minas Gerais e Espírito Santo, onde ficarão ao longo de todo o mês de novembro. No mês seguinte, será a vez do Regional Nordeste 3, composto pelos estados da Bahia e de Sergipe.

A peregrinação seguirá ao longo de todo o ano de 2012. Em dezembro, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Já em Janeiro de 2013 retornam para concluir o itinerário no Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (SP) e, finalmente, no estado do Rio de Janeiro, onde os símbolos chegam em abril de 2013.




















































Fonte: CN Notícias

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Natividade da Virgem Maria


S. Bernardo (1091-1153): Louvores da Virgem Maria

Alegra-te, Adão, nosso pai, e sobretudo tu, Eva, nossa mãe. Fostes ao mesmo tempo os nossos pais e os nossos assassinos; vós que nos destinastes à morte ainda antes de nos terdes dado à luz, consolai-vos agora. Uma das vossas filhas – e que filha! – vos consolará… Vem então, Eva, corre para junto de Maria. Que a mãe recorra à sua filha; a filha responderá pela mãe e apagará a sua falta… Porque a raça humana será agora elevada por uma mulher.

Que dizia Adão outrora? “A mulher que me deste ofereceu-me o fruto da árvore e eu comi.” (Gn 3,12) Eram palavras más, que agravavam a sua falta em vez de a apagarem. Mas a divina Sabedoria triunfou sobre tanta malícia; aquela ocasião de perdoar que Deus tinha tentado em vão fazer nascer, ao interrogar Adão, eis que agora a encontra no tesouro da sua inesgotável bondade. A primeira mulher é substituída por outra, uma mulher sábia no lugar da insensata, uma mulher humilde tanto quanto a outra era orgulhosa.

Em vez do fruto da árvore da morte, ela apresenta aos homens o pão da vida; substitui aquele alimento amargo e envenenado pela doçura dum alimento eterno. Muda então, Adão, a tua acusação injusta em expressão de agradecimento e diz: “Senhor, a mulher que tu me deste apresentou-me o fruto da árvore da vida. Comi dele e o seu sabor foi para mim mais delicioso do que o mel (Sl 18,11), porque por este fruto me devolveste a vida.” Eis porque é que o anjo foi enviado a uma virgem. Ó Virgem admirável, digna de todas as honras! Ó mulher que temos de venerar infinitamente entre todas as mulheres, tu reparas a falta dos nossos primeiros pais, tu dás vida a toda a sua descendência.
Fonte: Ecclesia

domingo, 12 de junho de 2011

Pentecostes com Maria

Posto aqui uma carta dirigida aos missionários do Regnum Christi sobre Pentecostes.

Muito estimados em Jesus Cristo:
Estamos hoje celebrando a solenidade de Pentecostes, pedindo a Deus que esta efusão do Espírito Santo nos encontre bem abertos e dispostos, para que Ele possa renovar nosso coração e nos encher com seus dons. O amor de Deus foi derramado em nós pelo Espírito, como nos diz a Escritura, e este amor é o motor e o que dá sentido a toda nossa vida.
Uma das protagonistas do evento de Pentecostes é, sem dúvida, a Nossa Senhora, com quem os apóstolos perseveraram unidos em oração, na espera do Espírito Santo. Acabamos de celebrar o mês de maio, especialmente dedicado a Ela. E agora gostaria de retomar algumas reflexões sobre a relação de Maria com o Espírito Santo.
P. Álvaro Corcuera, L.C.
"Eu gostaria de convidá-los nesta solenidade para viver um especial espírito de oração e súplica, agarrados à mão de Maria."

É de grande ajuda contemplar Maria, que nos mostra, com o seu exemplo, como viver abertos às inspirações do Espírito Santo, como nos deixar guiar por Ele, como diz são Paulo: “todos os que são guiados pelo Espírito deDeus são filhos de Deus” (Rm 8,14). O evangelista Lucas nos narra que logo que Maria recebeu a inspiração de visitar sua prima, pegou a estrada ‘com prontidão’. Ela vivia cheia de Deus, escutava constantemente a sua voz e correspondia sempre com rapidez e docilidade. Vemo-la caminhando rumo à Ain Karin, dialogando com o ‘doce hóspede da alma’, como um templo vivo da presença de Deus no mundo.
Maria, cheia de graça, deixou que o Espírito fizesse grandes obras nela e através dela. Sua vida foi um canto de louvor a Deus. Ela esteve reunida com os apóstolos no cenáculo enquanto oravam suplicando a vinda do Paráclito, do Consolador que Jesus lhes havia prometido, aquele que os ia conduzir à verdade plena, que lhes ia explicar tantas coisas que Jesus não pôde dizer-lhes porque não podiam carregar o peso. Maria experimentou em si mesma a fecundidade e o poder do Espírito que havia coberto-a com sua sombra. Por isso esteve presente em Pentecostes e está sempre presente na Igreja que pede e suplica: “Vem Espírito Santo!”.
Eu gostaria de convidá-los nesta solenidade para viver um especial espírito de oração e súplica, agarrados à mão de Maria. Peçamos com insistência a Deus que infunda os dons do seu Espírito em cada um de nós, e em toda a Legião de Cristo e Movimento Regnum Christi. Nestes momentos tão particulares da nossa história, precisamos que o Espírito Santo nos leve a Jesus, que a Legião seja cada vez mais de Cristo; que o Movimento seja sempre de Cristo, só d’Ele. Agora que terminou a Visita Apostólica à vida consagrada e as comunidades de legionários estão imersos no processo de reflexão das Constituições, Deus pede que nos abramos ao seu plano, para que a Legião e o Regnum Christi sejam o que Deus quer. Como vai ficar tudo depois deste processo? Ninguém de nós tem a resposta, mas sabemos que Cristo Ressuscitado faz novas todas as coisas (cf. Ap 21, 5) e que em tudo Deus intervém para o bem dos que o amam (cf. Rm 8, 28).
Este processo exige de todos e de cada um de nós um grande desprendimento pessoal. É preciso aceitar que não temos todas as respostas, mas “o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza” (Rm 8, 26). Os dons do Espírito são tão maravilhosos que só um coração vazio de si mesmo pode recebê-los. Não se trata de pedir ao Espírito Santo que siga nossas ideias pessoais, e sim deixarmo-nos guiar por Ele para encontrar sua vontade. “Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8, 26). Escrevia-nos o Delegado Pontifício, “em vez de criar contraposições para fazer triunfar a própria visão, é preciso que cada um olhe também aos outros e esteja aberto e disponível à avaliação dos outros. Da avaliação e contribuições de todos, estamos chamados a um discernimento que nos
María en el Centro Misionero
"Uma alma aberta ao Espírito Santo é uma alma que vive imersa nas virtudes teologais."

leve ao caminho da mudança na continuidade da mesma vida da Congregação”. Precisamos viver muito abertos ao Espírito para progredir neste caminho.


Uma alma aberta ao Espírito Santo é uma alma que vive imersa nas virtudes teologais. A fé nos ensina a descobrir Deus em todos os acontecimentos, também nas contrariedades ou nos próprios limites; a esperança sobrenatural nos tira os medos e desânimos que às vezes nos paralisam e nos da a segurança inquebrantável no triunfo que vem de Deus; a caridade que o Espírito derrama em nossos corações nos enche de amor filial e nos dá as forças para perseguir o ideal, sem importar o cansaço ou as dificuldades. O que mais precisamos como Legião e como Movimento é viver estas virtudes em profundidade. Mas isto não é algo que possamos adquirir com nossa própria vontade, com o simples propósito que nos colocamos. É um dom que Deus nos quer dar se deixamos que o Espírito Santo encha nossos corações e acenda neles o fogo do seu amor.


Precisamos do dom de temor de Deus para que nosso único medo seja não responder ao chamado que Deus nos faz à santidade; o dom de fortaleza para perseverar na luta e combater o bom combate como são Paulo, “tudo posso naquele que me dá força”; precisamos do dom de piedade para ter absoluta confiança em Deus Pai que nos faz ser filhos seus e irmãos, membros de um mesmo corpo; precisamos do dom de conselho para não agir conforme a prudência humana, e sim proceder com santa audácia e nos deixar surpreender pelo Espírito; o dom de ciência para descobrir a mão de Deus na nossa história e o dom de entendimento para nos vermos como Deus nos vê, nos conhecer como Ele nos conhece.
Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a crescer cada dia no discernimento para não permitir que ninguém nos arrebate a paz e a alegria interior, que nenhuma situação nos leve ao desânimo, ao temor ou à desconfiança. Conhecemos já quais são os frutos do Espírito que tanto precisamos: “amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si” (Ga 5, 22). Os pensamentos e sentimentos que se opõe a estes frutos, não vêem do Espírito Santo.
Benedicto XVI
"A Eucaristia –escrevia o Papa Bento– é um 'Pentecostes perpétuo'."


Precisamos que o Espírito Santo nos renove interiormente, como os Apóstolos, para evangelizar sem medo e para que nada nos possa deter nem dividir. Bento XVI ensinava os jovens que “a fecundidade apostólica e missionária não é o resultado principalmente de programas e métodos pastorais sabiamente elaborados e eficientes, mas o fruto da oração comunitária incessante. A eficácia da missão pressupõe, inclusive, que as comunidades estejam unidas, que tenham ‘um só coração e uma só alma’ (cf. At 4, 32)” (Bento XVI, Mensagens aos jovens, Sydney 2008). Eu acho que para dar mais frutos apostólicos Deus nos está pedindo mais oração e mais caridade. Em algumas comunidades e obras de apostolado se organizaram, de modo espontâneo, tempos especiais de adoração ao Santíssimo Sacramento. A Eucaristia –escrevia o Papa Bento– é um “Pentecostes perpétuo”. Aí descobrimos que “aonde não chegam nossas forças, o Espírito Santo nos transforma, nos enche com sua força e nos faz testemunhos plenos do ardor missionário de Cristo ressuscitado” (ibid).

Eu os convido a pedir a graça de que o fogo do Espírito nos renova por dentro e a fazer um exame de consciência sobre nossa abertura e docilidade ao Espírito Santo. Procuramos a graça de abrir mais e mais nosso coração para recebê-lo e para que Ele viva em nós, para que aceitamos interiormente a sua vontade por cima da nossa, deixando de lado o desejo de controlar e dirigir os acontecimentos da nossa própria vida, e permitindo a Deus que tome o controle dela. Junto com esta carta estou enviando-lhes uns textos que talvez possam servir para a sua reflexão pessoal e meditação nestes dias.
Maria, unida em oração aos Apóstolos no Cenáculo, nos acompanhe sempre e obtenha para todos os legionários e membros consagrados do Regnum Christia graça de um novo e contínuo Pentecostes em nossas vidas.

Seu irmão afetuoso em Jesus Cristo,
Álvaro Corcuera, L.C.


Fonte: