Mostrando postagens com marcador oração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oração. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de abril de 2017

Mãe! Basta que me olhes!



Minha Mãe querida, tão querida!
Agora que vês nos teus braços esse belo Menino, não te esqueças deste servo teu!
Ainda que seja por compaixão, olha para mim!
Bem sei que te custa afastar os olhos de Jesus para voltá-los às minhas misérias,
mas, Mãe, se tu não me olhares, como hão de dissipar-se as minhas penas?
Se não me dirigires o olhar, quem se recordará de mim?
Se tu não me olhares, Jesus, que tem seus olhinhos fixos nos teus, não me olhará!
Mas se tu me olhares, Ele seguirá o teu olhar e me verá!
E, então, bastará que lhe digas “Pobrezinho! Precisa da nossa ajuda”,
e Jesus me atrairá para Si e me abençoará
e eu o amarei e Ele me dará força e alegria, confiança e desprendimento.
Ele me encherá do seu amor e do teu amor e eu trabalharei muito por Ele e por ti!
Farei com que todos te amem e, e amando-te, todos se salvarão.
Mãe! Basta que me olhes!

Santo Alberto Hurtado, S.J.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de Maio - Nossa Senhora de Fátima

"Por fim, meu imaculado coração triunfará."
No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal. 

Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.

Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "ave-maria, santa-maria" etc. Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes.

As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. 

As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé. A pressão das autoridades sobre os meninos era intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981.

Na época, muitos duvidavam das visões das crianças. As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas, em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos.

O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para Nossa Senhora de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal representante da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por ocasião do aniversário dos cinqüenta anos das aparições de Fátima, o papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de Deus.

Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário, acabará destruindo-se a si mesma. Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido. Foi a dor de mãe que a fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos. Por isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

No dia 13 de maio de 2013, o episcopado português consagra a Nossa Senhora de Fátima o pontificado do Papa Francisco, a pedido deste Pontífice.


Fonte: Paulinas

domingo, 17 de março de 2013

"Novena" de São Patrício

Bom, a festa de São Patrício é dia 17/03, resolvi escrever essa novena (totalmente baseada em orações da Igreja ocidental e, principalmente, oriental) porque eu e um amigo somos devotos deste santo e nunca conseguimos encontrar tal novena dedicada a ele. 

O problema é que consegui orações apenas para 6 dias, rs... Mas, se alcançarmos a graça, vamos espalhar a devoção e essa "Novena de seis dias" mesmo!!!   =)



Oração para todos os dias
São Patrício, roga por nós a Cristo, Nosso Deus, pela remissão dos nossos pecados e pela graça que pedimos nesta novena (fazer pedido...). Que teu exemplo de vida desperte em nossos corações a fé e a humildade. Amém.

1º dia
Santo bispo Patrício,
Fiel pastor do rebanho de Cristo,
Tu iluminaste a Irlanda com o fulgor da Boa Nova
E o poder da Trindade!
Agora que estás na presença do Salvador,
Rogai para que ele nos guarde em fé e amor!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


Rezar ao final todos os dias a "Couraça de São Patrício":

Cristo comigo,
Cristo em minha frente,
Cristo atrás de mim,
Cristo em mim,
Cristo abaixo de mim,
Cristo sobre mim,
Cristo à minha direita,
Cristo à minha esquerda,
Cristo quando me deito,
Cristo quando me sento,
Cristo quando me levanto,
Cristo no coração de cada um que pensa em mim,
Cristo na boca de cada um que fala de mim,
Cristo em todo olho que me vê,
Cristo em todo ouvido que me ouve.
Amém!



2º dia
Ó santo bispo Patrício,
taumaturgo, igual aos Apóstolos
e evangelizador do povo irlandês,
Rogai a nosso Deus misericordioso
pela remissão de nossos pecados.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


3º dia
Glorioso sejas Tu, ó Cristo nosso Deus
Que enviaste nosso pai Patrício
Como evangelizador da Irlanda e luminária na Terra
E através dele, guiaste muitos para a fé verdadeira.
Glória a Ti, nosso Deus misericordioso, glória a ti.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


4º dia
Da escravidão tu escapaste para a liberdade à serviço de Cristo:
Ele te enviou para libertar a Irlanda das amarras do demônio,
E plantar a Palavra do Evangelho no coração dos pagãos.
Em tuas jornadas e sofrimentos, foste como o Apóstolo Paulo!
Recebendo a recompensa celestial por teu labor,
Rogai sempre pelo rebanho que tu colheste na terra,
Santo bispo Patrício!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


5º dia
Que Cristo esteja nos corações de todos que pensam em ti,
Cristo nos lábios de todos que oram a ti,
Cristo em todos os olhos que vêem ti,
Cristo em todos os ouvidos que ouvem tuas palavras,
Ó nosso santo pai Patrício.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


6º dia
Enquanto viveste na terra, ó bendito pai Patrício,
tu te puseste sob o nome da Santíssima Trindade,
a Indivisível Trindade que criou o universo.
Agora que estás diante do trono celeste,
roga a Cristo Nosso Deus pela salvação de nossas almas.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

OS NOVE MODOS DE ORAR DE SÃO DOMINGOS



PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL
Castel Gandolfo
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

Hoje a Igreja celebra a memória de são Domingos de Gusmão, Sacerdote e Fundador da Ordem dos Pregadores, chamados Dominicanos. São Domingos foi um homem de oração. Apaixonado por Deus, só teve aspiração pela salvação das almas, em particular daquelas que caíam nas redes das heresias da sua época; imitador de Cristo, encarnou radicalmente os três conselhos evangélicos, unindo à proclamação da Palavra o testemunho de uma vida pobre; sob a guia do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração foi a força que renovou e tornou sempre fecundas as suas obras apostólicas. 

Não deixou escritos sobre a oração, mas a tradição dominicana reuniu e transmitiu a sua experiência viva numa obra intitulada: Os nove modos de rezar de são Domingos. Este livro foi composto entre 1260 e 1288 por um padre dominicano; ele ajuda-nos a entender algo da vida interior do Santo e também a nós, com todas as diferenças, a aprender como rezar. 

Portanto, são nove os modos de rezar segundo são Domingos e cada um deles, que recitava sempre diante de Jesus Crucificado, exprime uma atitude corporal e uma espiritual que, intimamente compenetradas, favorecem o recolhimento e o fervor. Os sete primeiros modos seguem uma linha ascendente, como passos de um caminho, rumo à comunhão com Deus, com a Trindade: são Domingos reza em pé; inclinado para expressar a humildade; estendido no chão para pedir perdão pelos próprios pecados; de joelhos, fazendo penitência para participar nos sofrimentos do Senhor; com os braços abertos fixando o Crucificado a fim de contemplar o Amor Supremo; com os olhos dirigidos ao céu, sentindo-se atraído pelo mundo de Deus. Portanto, são três formas: em pé, de joelhos, estendido no chão; mas sempre com o olhar dirigido para o Senhor Crucificado. Os dois últimos modos, sobre os quais gostaria de refletir brevemente, correspondem a duas práticas de piedade habitualmente vividas pelo Santo. Antes de tudo, a meditação pessoal, na qual a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e reconfortante. No final da recitação da Liturgia das Horas, e depois da celebração da Missa, são Domingos prolongava o diálogo com Deus, sem por limites ao tempo. Sentado tranquilamente, recolhia-se em atitude de escuta, lendo um livro ou fixando o Crucificado. Vivia estes momentos de relação com Deus de modo tão intenso que até exteriormente se podiam notar as suas reações de alegria ou de pranto. Portanto, assimilou em si, meditando, as realidades da fé. As testemunhas narram que, às vezes, entrava numa espécie de êxtase, com o rosto transfigurado, mas imediatamente depois retomava humildemente as suas atividades diárias revigorado pela força que vem do Alto. Também a oração durante as viagens de um convento para outro; recitava as Laudes, a Hora Média, as Vésperas com os companheiros e, atravessando os vales ou as colinas, contemplava a beleza da criação. Então, do seu coração brotava um cântico de louvor e de ação de graças a Deus por tantos dons, sobretudo pela maior maravilha: a redenção realizada por Cristo. 

Queridos amigos, São Domingos recorda-nos que na origem do testemunho da fé, que cada cristão deve dar em família, no trabalho, no compromisso social e também nos momentos de distensão, estão a oração, o contacto pessoal com Deus; só esta relação real com Deus nos dá a força para viver intensamente cada evento, em particular os momentos mais difíceis. Este Santo recorda-nos também a importância das atitudes exteriores na nossa oração. O ajoelhar-se, o ficar em pé diante do Senhor, o olhar fixado no Crucificado, o deter-se e recolher-se em silêncio não são secundários, mas ajudam-nos a colocar-nos interiormente, com todo o nosso ser, em relação com Deus. Gostaria de lembrar mais uma vez a necessidade para a nossa vida espiritual de encontrar diariamente momentos para rezar com tranquilidade; devemos procurar este tempo, especialmente nas férias, deixar um espaço para falar com Deus. Será um modo também para ajudar quem nos está próximo a entrar no raio luminoso da presença de Deus, que traz a paz e o amor dos quais todos temos necessidade. Obrigado!

______________________________________________________


OS NOVE MODOS DE ORAR DE SÃO DOMINGOS
fr. João da Cruz, op (séc. XVI), Crónica de la Orden de Predicadores (Lisboa, 1567)


Primeiro modo

Muitas vezes, segundo alguns religiosos que o viram, colocava-se diante de um altar, inclinando não só a cabeça mas meio corpo, com tanto respeito como se estivesse na presença do Senhor, que o altar representava na sua alma. Entendendo ainda desta humilhação corporal o que diz Salomão: “a oração do que se humilha penetra os céus”, e trazendo à memória a humildade do Filho de Deus, por nós crucificado.


Segundo modo

Outras vezes deitava todo o corpo por terra, rebaixando-se e depreciando-se, como se não fosse digno de estar de pé. Imitando o exemplo dos santos Reis que assim prostrados adoraram o Menino Jesus. E lembrando-se que o próprio Senhor, perto da sua paixão, com a face por terra, rezou ao Pai no horto. E então, dizia as palavras daquele humilde publicano, que não ousava levantar os olhos ao alto: “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”, e o que o profeta David escreve: “A minha alma está prostrada no pó da terra, e o meu coração e as minhas entranhas coladas à terra”.

Terceiro modo

Outras vezes fazia oração em pé, levantado e direito, em especial quando se disciplinava. E então dizia: “A vossa disciplina, Senhor, me castigou, e a vossa disciplina me ensinará”.







Quarto modo

Outras vezes, rezava de joelhos e dizia as palavras do leproso que, nessa posição, pediu a cura ao nosso Redentor: “Senhor, se quiserdes podeis curar-me”. E as que disse Santo Estêvão, quando, enquanto lhe atiravam pedras se colocou de joelhos e disse: “Senhor, recebe o meu espírito”. E, depois disto, clamava tão alto, que os frades ouviam. E dizia fortemente o mesmo que David: “A ti, Senhor eu clamo, não te cales nem deixes de me responder”. E dito isto, descansava assim, de joelhos. E já não se ouvia a sua voz, mas dentro do seu coração falava para si, movendo os lábios, como a mãe de Samuel. E algumas vezes, levantava os olhos e o rosto, como se quisesse subir ao céu, e subitamente se alegrava e limpava as suas lágrimas que lhe corriam dos olhos. Outras vezes levantava-se e voltava a ajoelhar-se, e isto repetia muitas vezes.

Quinto modo

Outras vezes estava em pé e direito, diante do altar, sem se encostar a alguma coisa. E tinha as suas mãos abertas, diante do peito, somo se estivesse lendo algum livro com grande atenção e reverência, e parecia que dentro de si meditava as palavras de Deus e que entendia os mistérios da divina escritura. E algumas vezes tinha os ouvidos atentos, como para ouvir e entender o que lhe diziam, punha as mãos sobre os seus olhos e apertava-os fortemente. Outras vezes levantava as mãos até aos ombros, abertas como as coloca o sacerdote quando diz Missa.

Sexto modo

Outras vezes rezava em pé, de braços estendidos em modo de cruz, e algumas vezes via-se o seu corpo levantado da terra. E chorava fortemente, lembrando-se de quando o nosso Redentor esteve levantado na cruz, preso por três cravos, pedindo ao Pai por nós, com muitas lágrimas, como diz o Apóstolo. E dizia com David: “A ti, Senhor, eu clamo, durante o dia estendo a ti a minhas mãos”.


Sétimo modo

Outras vezes rezava em pé, com os braços estendidos ao alto e as mãos juntas acima da cabeça, como se fossem uma seta, e algumas vezes as abria como se estivesse a receber alguma coisa que lhe enviavam do alto. E dizia como o salmista: “Ouve o grito das minhas súplicas quando te invoco, quando ergo as minhas mãos para o teu santuário”. E então, segundo parecia aos frades, pedia e alcançava de Deus os favores e mercês para a sua Ordem. Mas não demorava muito neste modo de orar, que frequentemente se arrebatava e saía fora de si, mas logo voltava a si como se voltasse de novo ao mundo, ou como quem vinha de um longo caminho.

Oitavo modo

Outras vezes rezava desta maneira. Acabando de ler ou ouvir alguma santa lição, afastava-se para um lugar secreto e meditava no que tinha lido e escutado. E viam-no como se estivesse pregando e disputando com algum companheiro. Umas vezes como se estivesse irado consigo mesmo, outras, risonho e contente, outras, choroso; outras vezes, quieto e descansado, e então ouviam-no dizer o que o profeta dizia: “prestarei atenção ao que me diz o Senhor Deus”.
E era seu costume, antes da oração, ler alguma coisa santa e, acabando de ler, fechava o livro e prestava-lhe reverência, inclinando-se diante dele e beijava-o, sobretudo se eram os Evangelhos. E algumas vezes, acabando de ler, colocava a sua fronte sobre as suas mãos e cobria a cabeça com o escapulário.

Nono modo

Outras vezes rezava caminhando (como dissemos acima) e dizia para si ou ao companheiro o que escreve o profeta Oseias: “vou levá-la a um lugar deserto e falar-lhe ao coração”. E quando ficava sozinho adiantando-se ou ficando para trás, fazia muitas vezes sobre si o sinal da cruz, e mexia muitas vezes a mão, levantada diante do seu rosto, como quem sacode de si mosquitos ou quem enxota moscas.

Estas nove maneiras de orar usava o bem-aventurado Padre, quando e onde o encaminhava o Espírito Santo, como aqueles santos animais que viu o profeta Ezequiel. E quem duvida que admoestaria com poderosas razões aos seus frades a que fizessem o mesmo.

E como se diz da águia, que voa diante dos seus filhos para os incitar a que eles voem, assim o santo varão se coloca como exemplo aos seus súbditos para que rezassem, e para que na sua Ordem perseverasse este santo exercício importantíssimo para conservação de toda a virtude.

Tradução: fr. Filipe, op
Revisão: Maria Torres


Fontes:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Oração e Silêncio




"Muitas vezes rezamos a Deus, para que nos livre de males e tribulações; mas temos a impressão de não ser ouvidos e… desanimamos. Ora, não há grito humano que não seja ouvido por Deus; e é precisamente na oração constante e fiel que compreendemos, com São Paulo, que «os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura de se revelar em nós». A resposta do Pai a seu Filho não foi a libertação imediata dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas precisamente através da cruz e da morte – como expressão do amor supremo – Deus respondeu, para além de todas as expectativas humanas, com a ressurreição.


O Apóstolo dos Gentios apresenta a oração em várias formas, fazendo-a penetrar em todas as realidades, pessoais e comunitárias. Para ele, a oração é antes de tudo o fruto da presença viva do Pai e de Jesus Cristo em nós, por meio do Espírito Santo.

Um elemento que o Apóstolo quer que entendamos é que a oração não deve ser vista simplesmente como uma boa obra feita por nós a Deus, uma ação nossa. Ela é sobretudo um dom, o fruto da presença viva e vivificante do Pai e de Jesus Cristo em nós.

Na oração nós experimentamos, mais do que em outras dimensões da nossa existência, a nossa pobreza, nosso ser criaturas, porque estamos diante da onipotência e da transcendência de Deus. E à medida que avançamos na escuta e diálogo com Deus, para que a oração se torne a respiração diária da nossa alma, mais nós percebemos o sentido de nossas limitações, não só diante das situações concretas de cada dia, mas também na mesma relação com o Senhor. Crescendo em nós a necessidade de confiar, confiar-nos mais e mais a Ele; entendemos que "não sabemos como orar... como convém". E é o Espírito Santo que ajuda nossa incapacidade, ilumina nossas mentes e aquece nossos corações, guiando o nosso dirigir-nos a Deus.

Queridos irmãos e irmãs, São Paulo nos ensina que na nossa oração, devemos abrir-nos à presença do Espírito Santo, que ora em nós com gemidos inexprimíveis, para levar-nos a aderir a Deus com todo nosso coração e com todo nosso ser. O Espírito de Cristo se torna a nossa oração a força da nossa oração "fraca", a luz da nossa oração, "desgastada", o foco da nossa oração "seca", dando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver, confrontando as provações da existência, na certeza de que não estamos sozinhos, abrindo os horizontes da humanidade e da criação "que geme em dores de parto." 

Papa Bento XVI

sábado, 20 de agosto de 2011

Resposta Católica aos perseguidores de Cristo



"Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência", afirmou o Papa Bento XVI, nesta quinta-feira, 18, em sua chegada a Madri, na Espanha, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011.

O Santo Padre agradeceu a hospitalidade de todos que acolheram esses jovens e afirmou que foi ao país para confirmar todos na fé e exortá-los "a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas".

"Não vos envergonheis do Senhor", disse Bento XVI. "Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou", destacou.
 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Catequese de Bento XVI sobre a oração

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
Tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias



Queridos irmãos e irmãs,

nas precedentes Catequeses, detivemo-nos em algumas figuras do Antigo Testamento particularmente significativas para a nossa reflexão sobre a oração. Falei sobre Abraão, que intercede pelas cidades estrangeiras, sobre Jacó, que na luta noturna recebe a bênção, sobre Moisés, que invoca o perdão para o seu povo, e sobre Elias, que reza pela conversão de Israel. Com a catequese de hoje, gostaria de iniciar um novo trecho do percurso: ao invés de comentar particulares episódios de personagens em oração, entraremos no "livro de oração" por excelência, o livro dos Salmos. Nas próximas catequeses, leremos e meditaremos alguns dos Salmos mais belos e mais queridos à tradição orante da Igreja. Hoje, gostaria de introduzi-los falando sobre o livro dos Salmos no seu conjunto.

O Saltério apresenta-se como um "formulário" de orações, uma coleção de cento e cinquenta Salmos que a tradição bíblica dá ao povo de fiéis para que se torne a sua, a nossa oração, o nosso modo de dirigir-se a Deus e de relacionar-se com Ele. Nesse livro, encontra expressão toda a experiência humana com as suas múltiplas faces, e toda a gama dos sentimentos que acompanham a existência do homem. Nos Salmos, entrelaçam-se e expressam-se alegria e sofrimento, desejo de Deus e percepção da própria indignidade, felicidade e sentido de abandono, confiança em Deus e dolorosa solidão, plenitude de vida e medo de morrer. Toda a realidade do crente conflui naquelas orações, que o povo de Israel primeiro e a Igreja depois assumiram como mediação privilegiada da relação com o único Deus e resposta adequada ao seu revelar-se na história. Enquanto orações, os Salmos são manifestações da alma e da fé, em que todos se podem reconhecer e nas quais se comunica aquela experiência de particular proximidade com Deus à qual cada homem é chamado. E é toda a complexidade do existir humano que se concentra na complexidade das diversas formas literárias dos vários salmos: hinos, lamentações, súplicas individuais e coletivas, cantos de agradecimento, salmos penitenciais, salmos sapienciais, e outros gêneros que se podem encontrar nessas composições poéticas.

Não obstante essa multiplicidade expressiva, podem ser identificados dois grandes âmbitos que sintetizam a oração do Saltério: a súplica, unida ao lamento, e o louvor, duas dimensões correlatas e quase inseparáveis. Porque a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, e isso abre ao louvor e à ação de graças; e o louvor e o agradecimento brotam da experiência de uma salvação recebida, que supõe a necessidade de auxílio que a súplica expressa. Na súplica, o orante se lamenta e descreve a sua situação de angústia, de perigo, de desolação, ou, como nos Salmos penitenciais, confessa a culpa, o pecado, pedindo para ser perdoado. Ele expõe ao Senhor o seu estado de necessidade na confiança de ser escutado, e isso implica um reconhecimento de Deus como bom, desejoso do bem e "amante da vida" (cfr Sl 11,26), pronto a ajudar, salvar, perdoar. Assim, por exemplo, reza o Salmista no Salmo 31: "Junto de vós, Senhor, me refugio. Não seja eu confundido […] Vós me livrareis das ciladas que me armaram, porque sois minha defesa" (vv. 2.5). Já no lamento, portanto, pode emergir algo do louvor, que se prenuncia na esperança da intervenção divina e se faz, depois, explícita quando a salvação divina torna-se realidade. De modo análogo, nos Salmos de agradecimento e de louvor, fazendo memória do dom recebido ou contemplando a grandeza da misericórdia de Deus, reconhece-se também a própria pequenez e a necessidade de ser salvos, que está na base da súplica. Confessa-se assim a Deus a própria condição de criatura inevitavelmente marcada pela morte, ainda que portadora de um desejo radical de vida. Por isso o Salmista exclama, no Salmo 86: "De todo o coração eu vos louvarei, ó Senhor, meu Deus, e glorificarei o vosso nome eternamente. Porque vossa misericórdia foi grande para comigo, arrancastes minha alma das profundezas da região dos mortos" (vv. 12-13). Desse modo, na oração dos Salmos, súplica e louvor entrelaçam-se e fundem-se em um único canto que celebra a graça eterna do Senhor que se inclina sobre a nossa fragilidade.

Exatamente para permitir ao povo de fiéis unir-se a esse canto que o livro do Saltério foi dado a Israel e à igreja. Os Salmos, de fato, ensinam a rezar. Nesses, a Palavra de Deus torna-se palavra de oração – e são palavras do Salmista inspirado –, que se torna também palavra do orante que reza os Salmos. É essa a beleza e a particularidade desse livro bíblico: as orações nele contidas, diferentemente de outras orações que encontramos na Sagrada Escritura, não estão inseridas em uma trama narrativa que especifica o sentido e a função. Os Salmos são dados ao fiel propriamente como texto de oração, que tem como único fim aquele de se tornar a oração de quem os assume e com eles se dirige a Deus. Porque são palavras de Deus, quem reza os Salmos fala a Deus com as palavras mesmas que Deus nos deu, dirige-se a Ele com as palavras que Ele mesmo nos dá. Assim, rezando os Salmos, aprende-se a rezar. São uma escola de oração.

Algo de análogo acontece quando a criança começa a falar, aprende a expressar as próprias sensações, emoções, necessidades com palavras que não lhe pertencem de modo inato, mas que elas aprendem com seus pais e aqueles que vivem ao seu redor. Aquilo que a criança quer expressar é a sua própria experiência, mas o meio expressivo é dos outros; elas pouco a pouco se apropriam desse meio, as palavras recebidas de seus pais tornam-se as suas palavras e através daquelas palavras aprendem também um modo de pensar e de sentir, acessam todo um mundo de conceitos, e nisso crescem, relacionam-se com a realidade, com os homens e com Deus. A língua dos seus pais torna-se então a sua língua, eles falam com palavras recebidas de outros que são então tornadas as suas palavras. Assim acontece com a oração dos Salmos. Esses nos são dados para que aprendamos a dirigir-nos a Deus, a nos comunicar com Ele, a falar com Ele sobre nós com as suas palavras, a encontrar uma linguagem para o encontro com Deus. E, através daquelas palavras, será possível também conhecer e acolher os critérios do seu agir, aproximar-se do mistério dos seus pensamentos e dos seus caminhos (cf. Is 55,8-9), a fim de crescer sempre mais na fé e no amor. Como as nossas palavras não são somente palavras, nas nos ensinam um modo real e conceitual, assim também essas orações ensinam-nos o coração de Deus, para que não somente possamos falar com Deus, mas possamos aprender quem é Deus e, aprendendo como falar com Ele, aprendamos o ser homem, a ser nós mesmos.

A esse propósito, parece significativo o título que a tradição hebraica deu ao Saltério. Ele chama-se tehillîm, um termo hebraico que quer dizer "louvores", daquela raiz verbal que encontramos na expressão "Halleluyah", isto é, literalmente: "louvado seja o Senhor". Esse livro de orações, portanto, também se tão multiforme e complexo, com os seus diversos gêneros literários e com a sua articulação entre louvor e súplica, é em última análise um livro de louvores, que ensina a dar graças, a celebrar a grandeza do dom de Deus, a reconhecer a beleza das suas obras e a glorificar o seu Nome santo. É essa a resposta mais adequada diante do manifestar-se do Senhor e da experiência da sua bondade. Ensinando-nos a rezar, os Salmos ensinam-nos que também na desolação, na dor, a presença de Deus permanece, é fonte de maravilha e de consolação; pode-se chorar, suplicar, interceder, lamentar-se, mas na consciência de que estamos caminho rumo à luz, onde o louvor poderá ser definitivo. Como ensina-nos o Salmo 36: "Em vós está a fonte da vida, e é na vossa luz que vemos a luz" (36,10).

Mas além do título geral do livro, a tradição hebraica colocou sobre muitos Salmos títulos específicos, atribuindo-os, na grande maioria, ao rei Davi. Figura de notável envergadura humana e teológica, Davi é personagem complexo, que atravessou as mais variadas experiências fundamentais do viver.  Jovem pastor do rebanho eterno, passando por alternados e às vezes dramáticos acontecimentos, torna-se rei de Israel, pastor do povo de Deus. Homem de paz, combateu muitas guerras; incansável e tenaz buscador de Deus, traiu o amor, e isso é característico: sempre permaneceu buscador de Deus, ainda se muitas vezes gravemente pecou; humilde penitente, acolheu o perdão divino, também o castigo divino, e aceitou um destino marcado pela dor. Davi assim foi um rei, com todas as suas debilidades, "segundo o coração de Deus" (cf. 1Sam 13,14), isto é, um orante apaixonado, um homem que sabia o que significa dizer suplicar e louvar. A ligação dos Salmos com esse insigne rei de Israel é tão importante porque ele é figura messiânica, Ungido do Senhor, no qual está de algum modo ofuscado o mistério de Cristo.

Igualmente importantes e significativos são o modo e a franqueza com que as palavras dos Salmos são retomadas no Novo Testamento, assumindo e sublinhando aquele valor profético sugerido pela ligação do Saltério com a figura messiânica de Davi. No Senhor Jesus, que na sua vida terrena rezou com os Salmos, esses encontram o seu definitivo cumprimento e revelam o seu sentido mais pleno e profundo. As orações do Saltério, com que se fala a Deus, falam-nos d'Ele, falam-nos do Filho, imagem do Deus invisível (Col 1,15), que nos revelam plenamente o Rosto do Pai. O cristão, portanto, rezando os Salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo, assumindo esses cantos em uma perspectiva nova, que tem no mistério pascal a sua última chave interpretativa. O horizonte do orante abre-se, assim, a realidades inesperadas, cada Salmo adquire uma luz nova em Cristo e o Saltério pode brilhar em toda a sua infinita riqueza.

Irmãos e irmãs caríssimos, tomemos portanto em mãos esse livro santo, deixemo-nos ensinar por Deus a dirigirmo-nos a Ele, façamos do Saltério um guia que nos auxilie e nos acompanhe cotidianamente no caminho da oração. E peçamos também nós, como os discípulos de Jesus, "Senhor, ensina-nos a rezar" (Lc 11,1), abrindo o coração para acolher a oração do Mestre, no qual todas as nossas orações chegam ao seu cumprimento. Assim, tornados filhos no Filho, poderemos falar com Deus chamando-O "Pai Nosso". Obrigado.

sábado, 18 de junho de 2011

Ficai, Senhor, comigo!!!



Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar. 
Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair. 


Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor. 


Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão. 


Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade. 


Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga. 


Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia. 


Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel. 


Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor. 


Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.


Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio. 


Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. 


Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração. 


Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor. 


Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico! 


Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. 



Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.


Santo Pio de Pietrelcina


"Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus." (Padre Pio)






"Mantenha-se sempre muito unido à Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus Sacramentado que é o verdadeiro príncipe da paz." (Padre Pio)


São Pio de Pietrelcina, ora pro nobis!!!



segunda-feira, 30 de maio de 2011

«MISSA É COMO UM POEMA, NÃO SUPORTA ENFEITE NENHUM»

Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia

APARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».

«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.

Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»

«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:

"Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito, ninguém”.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Novena à Nossa Senhora do Rosário de Fátima


"Façam tudo o que Ele lhes disser.”

EM nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Oração Inicial: Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aostrês pastorinhos os tesouros das graças que podemos alcançar, rezando o santo rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (pedir a graça). Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora de Fátima rogai por nós.

Rezar 1 dezena de Ave Maria em saudação a Nossa Senhora.

Oração Preparatória: Oh! Santíssima Virgem Maria, Rainha do Rosário e Mãe de misericórdia, que vos dignaste manifestar em Fátima a ternura de vosso Imaculado Coração trazendo-nos mensagens de salvação e de paz. Confiados em vossa misericórdia maternal e agradecidos a as bondades de vosso amantíssimo coração, viemos a vossos pés para render-vos o tributo de nossa veneração e amor. Concedei-nos as graças que necessitamos para cumprir fielmente vossa mensagem de amor, e a que vos pedimos nesta Novena, se tende ser para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.

Oração Final para todos os dias: Oh! Deus, cujo unigênito, com sua vida, morte e ressurreição, nos mereceu o premio da salvação eterna! Suplicamos-vos nos concedas que, meditando os mistérios do Santíssimo Rosário da bem aventurada Virgem Maria, imitemos os exemplos que nos ensinam e alcancemos o premio que prometem. Pelo mesmo Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.


1° Dia

Penitência e reparação

Oh! Santíssima Virgem Maria, Mãe dos pobres pecadores!, Que aparecendo em Fátima, deixastes transparecer em vosso rosto celestial uma leve sombra de tristeza para indicar o dor que os causam os pecados dos homens e que com maternal compaixão exortastes a no afligir mais a vosso Filho com a culpa e a reparar os pecados com a mortificação e a penitência. Dai-nos a graça de uma sincera dor dos pecados cometidos e a resolução generosa de reparar com obras de penitência e mortificação todas as ofensas que se inferem a vosso Divino Filho e a vosso Coração Imaculado.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:



2° Dia

Santidade de vida

Oh! Santíssima Virgem Maria, Mãe da divina graça, que vestida de nívea brancura vos aparecestes a uns Pastorzinhos singelos e inocentes, ensinando-os assim quanto devemos amar e procurar a inocência da alma, e que pediste por meio de eles a emenda dos costumes e a santidade e de uma vida cristã perfeita. Concedei-nos misericordiosamente a graça de saber apreciar a dignidade de nossa condição de cristãos e de levar uma vida em todo conforme a as promessas batismais.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


3° Dia

Amor a oração

Oh! Santíssima Virgem Maria, vaso insigne de devoção, que aparecestes em Fátima tendo pendente de vossas mãos o Santo Rosário, e que insistentemente repetias: “Orai, Orai muito “, para conseguir findar por meio da oração os males que nos ameaçam, concedei-nos o dom e o Espírito de oração, a graça de ser fiéis no cumprimento do grande preceito de orar, fazendo todos os dias, para assim poder observar bem os Santos mandamentos, vencer as tentações e chegar ao conhecimento e amor de Jesus Cristo nesta vida e a união feliz com Ele na outra.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


4° Dia

Amor a Igreja

Oh! Santíssima Virgem Maria, reina da Igreja!, Que exortaste aos Pastorzinhos de Fátima a rogar pelo Papa, e infundiste em suas almas sinceras uma grande veneração e amor por ele, como Vigário de vosso Filho e seu representante na terra. Infunde também a nós o espírito de veneração e docilidade a autoridade do Romano Pontífice, de adesão inquebrantável a seus ensinamentos, e em Ele e com Ele um grande amor e respeito a todos os ministros da santa Igreja, por meio dos quais participamos a vida da graça nos sacramentos.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


5° Dia

Maria, saúde dos enfermos

Oh! Santíssima Virgem Maria, saúde dos enfermos e amparo dos aflitos, que movida pelo rogo dos pastorzinhos, fizeste já curas em vossas aparições em Fátima, e haveis convertido este lugar, santificado por vossa presença, em oficina de vossas misericórdias maternais em favor de todos os aflitos. A vosso Coração maternal acudimos cheios de filial confiança, mostrando as enfermidades de nossas almas e as aflições e doenças todas de nossa vida. Deixai sobre elas um olhar de compaixão e remedia-las com a ternura de vossas mãos, para que assim possamos servir-vos e amar-vos com todo nosso Coração e com todo nosso ser.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


6° Dia

Maria, Refúgio dos pecadores

Oh! Santíssima Virgem Maria, Refúgio dos pecadores!, Que ensinaste aos pastorzinhos de Fátima a rogar incessantemente ao Senhor para que esses desgraçados não caiam nas penas eternas do inferno, e que manifestaste a um dos três que os pecados da carne são os que mais almas arrastam a aquelas terríveis chamas. Colocai em nossas almas um grande horror ao pecado e o temor Santo da justiça divina, e ao mesmo tempo despertai nelas a compaixão pela sorte dos pobres pecadores e um Santo zelo para trabalhar com nossas orações, exemplos e palavras por sua conversão.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


7° Dia

Maria, alívio das almas do Purgatório

Oh! Santíssima Virgem Maria, rainha do Purgatório!, Que ensinaste aos Pastorzinhos de Fátima a rogar a Deus pelas almas do Purgatório, especialmente pelas mais abandonadas. Encomendamos à inesgotável ternura de vosso maternal Coração todas as almas que padecem naquele lugar de purificação, em particular as de todos nossos achegados e familiares e as mais abandonadas e necessitadas; aliviais suas penas e levá-las pronto a região da luz e da paz, para cantar ali perpetuamente vossas misericórdias.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


8° Dia

Maria, Rainha do Rosário

Oh! Santíssima Virgem Maria, que em vossa última aparição vos deste a conhecer como a rainha do Santíssimo Rosário, e em todas elas recomendaste o rezo desta devoção como o remédio mais seguro e eficaz para todos os males e calamidades que nos afligem, tanto da alma como do corpo, assim públicas como privadas. Colocai em nossas almas uma profunda estima dos mistérios de nossa Redenção que se comemoram no rezo do Rosário, para assim viver sempre de seus frutos. Concedei-nos a graça de ser sempre fiéis a prática de rezá-lo diariamente para honrar a Vos, acompanhando vossos alegrias, dores e glórias, e assim merecer vossa maternal proteção e assistência em todos os momentos da vida, mas especialmente na hora da morte.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


9° Dia

Imaculado Coração de Maria

Oh! Santíssima Virgem Maria, Mãe nossa dulcíssima!, Que escolhestes aos Pastorzinhos de Fátima para mostrar ao mundo as ternuras de vosso Coração misericordioso, e lhes propusestes a devoção ao mesmo como o meio com o qual Deus quer dar a paz ao mundo, como o caminho para leva r as almas a Deus, e como uma prenda suprema de salvação. Fazei, Oh! Coração da mais terna das Mães!, que possamos compreender vosso mensagem de amor e de misericórdia, que o abracemos com filial adesão e que o pratiquemos sempre com fervor; E assim seja vosso Coração nosso Refúgio, nosso esperança e o caminho que nos conduza ao amor e a união com vosso Filho Jesus.

Meditar e rezar a oração final para todos os dias:


Oh! Deus, cujo unigênito, com sua vida, morte e ressurreição, nos mereceu o premio da salvação eterna! Suplicamos-vos nos concedas que, meditando os mistérios do Santíssimo Rosário da bem aventurada Virgem Maria, imitemos os exemplos que nos ensinam e alcancemos o premio que prometem. Pelo mesmo Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.