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domingo, 9 de abril de 2017

Mãe! Basta que me olhes!



Minha Mãe querida, tão querida!
Agora que vês nos teus braços esse belo Menino, não te esqueças deste servo teu!
Ainda que seja por compaixão, olha para mim!
Bem sei que te custa afastar os olhos de Jesus para voltá-los às minhas misérias,
mas, Mãe, se tu não me olhares, como hão de dissipar-se as minhas penas?
Se não me dirigires o olhar, quem se recordará de mim?
Se tu não me olhares, Jesus, que tem seus olhinhos fixos nos teus, não me olhará!
Mas se tu me olhares, Ele seguirá o teu olhar e me verá!
E, então, bastará que lhe digas “Pobrezinho! Precisa da nossa ajuda”,
e Jesus me atrairá para Si e me abençoará
e eu o amarei e Ele me dará força e alegria, confiança e desprendimento.
Ele me encherá do seu amor e do teu amor e eu trabalharei muito por Ele e por ti!
Farei com que todos te amem e, e amando-te, todos se salvarão.
Mãe! Basta que me olhes!

Santo Alberto Hurtado, S.J.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Angelus

 
Ó luz que o anjo traz à Virgem
da salvação és mensageira.
Vai se cumprir a profecia,
de gozo enchendo a terra inteira.

O que do Pai no eterno seio
eternamente foi gerado,
escolhe Mãe em nosso mundo,
sujeito ao tempo, que é criado.

Ele se esconde em carne humana,
preço de nossa salvação,
para que o sangue do inocente
trouxesse aos crimes o perdão.

Verdade, em carne concebida
dum seio virgem sob o véu,
a vossa luz é dada aos puros,
dai-nos tal luz, que vem do céu.

E vós, humilde coração,
Serva de Deus vos proclamais,
agora sois do céu Rainha,
sede a patrona dos mortais.

Glória e louvor a vós, Jesus,
da Virgem Mãe por nós nascido,
a vós, ao Pai e ao Espírito
louvor eterno é devido.

 
Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.




V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós, os pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.



Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Santo Anjo do Senhor, 
meu zeloso guardador. 
Se a ti me confiou a piedade Divina, 
Sempre me rege, me guarde, 
me governe, me ilumine. 
Amém

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Maria Imaculada!

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria
Quinta-feira 08 de dezembro de 2011


Queridos irmãos e irmãs 

A grande festa de Maria Imaculada convida-nos a cada ano para estarmos aqui, em uma das praças mais bonitas de Roma, para prestar homenagem a ela, a Mãe de Cristo e Mãe nossa. Saúdo com afeto a todos vós aqui presentes e aqueles que estão unidos conosco através da rádio e televisão. E obrigado por sua participação neste evento de oração. 

No topo da coluna em que estamos Maria é representada por uma estátua que lembra, em parte, a passagem em Apocalipse que foi há pouco proclamada: "Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida do sol, e a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça" (12, 1). Qual é o significado da imagem? Representa tanto a Virgem e como a Igreja. 

Primeiro, a "mulher" de Apocalipse é a própria Maria. Aparece "vestida de sol", isto é, Deus vestiu a Virgem Maria, na verdade, é completamente cercada pela luz de Deus e vive em Deus. Este símbolo “Vestido luz” expressa claramente uma condição que diz respeito a todo o ser de Maria: Ela é "cheia de graça," cheia do amor de Deus. E "Deus é luz", diz São João (1 Jo 1, 5). Aqui, então, que a "cheia de graça", a pessoa "Imaculada" toda reflete a luz do "sol" que é Deus. 

Esta mulher tem a lua debaixo dos pés, símbolo da morte e da mortalidade. Maria, na verdade, é plenamente associada com a vitória de Jesus Cristo, Seu Filho, sob o pecado e a morte, está livre da sombra da morte, plenamente viva. Como a morte já não tem qualquer poder sobre Jesus ressuscitado (cf. Rom 6, 9) e por uma singular graça e privilégio de Deus onipotente, Maria também deixou-a para trás, já superou-a. E isso se manifesta nos dois grandes mistérios da existência: no início, tendo sido concebida sem pecado original, que é o mistério que hoje celebramos, e finalmente, depois de ter sido levada de  corpo e alma para o céu, a glória de Deus. Mas toda a sua vida terrena foi uma vitória sobre a morte, porque dedicou-se totalmente ao serviço de Deus, oferecendo-Lhe a si e aos outros. É por isso que Maria é em si um hino à vida: é a criatura que já realizou a palavra de Cristo: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10, 10). 

Na visão do Apocalipse, há um outro detalhe: na cabeça da mulher vestida de sol, há "uma coroa de doze estrelas." Este sinal representa as doze tribos de Israel, o que significa que a Virgem Maria está no centro do Povo de Deus, a comunhão geral dos santos. E assim esta imagem da coroa de doze estrelas nos apresenta a interpretação do segundo maior do sinal celestial da "mulher vestida de sol": além de representar a Virgem, este sinal simboliza a Igreja, a comunidade cristã de todos os tempos. Está grávida, no sentido de que carrega Cristo em seu ventre e deve ser luz para o mundo: esta é a tribulação da Igreja peregrina sobre a terra, no meio das consolações de Deus e as perseguições do mundo, deve levar Jesus aos homens. 

E justamente por isso, porque conduz a Jesus, a Igreja opõe-se por um adversário feroz, representado na visão apocalíptica de "um grande dragão vermelho" (Apocalipse 12, 3). Este dragão tentou em vão devorar Jesus "filho, que é pastor todas as nações" (12, 5) -, em vão, Jesus, através da Sua morte e ressurreição, ascendeu para Deus e sentou em seu trono. Portanto, o dragão, derrotado uma vez por todas no céu, dirigiu seus ataques contra a mulher, a Igreja no deserto do mundo. Mas em todos os tempos a Igreja é sustentada pela luz e pela força de Deus, que alimenta o deserto com o pão da sua Palavra e da Eucaristia. E assim, em alguma tribulação, através de todas as evidências encontradas ao longo dos tempos e em diferentes partes do mundo, a Igreja sofre perseguições, mas está ganhando. E precisamente desta forma a comunidade cristã é a presença, a certeza do amor de Deus contra todas as ideologias de ódio e de egoísmo. 

A armadilha que a Igreja pode e deve temer é apenas o pecado dos seus membros. De fato, enquanto Maria é Imaculada, está livre de toda mancha do pecado, a Igreja é santa, mas ao mesmo tempo, marcada por nossos pecados. Portanto, o povo de Deus, peregrino no tempo, se dirige a sua Mãe celeste e pede sua ajuda, o pedido para que ela acompanhe o caminho da fé, para incentivar o compromisso da vida cristã e para manter a esperança. Precisamos da sua ajuda, especialmente neste momento muito difícil para a Itália, para a Europa, para várias partes do mundo. Que Maria nos ajude a ver que há uma luz além da camada de neblina que parece envolver a realidade. Portanto, também nós, especialmente nesta ocasião, vamos continuar a pedir-lhe ajuda com confiança filial, "Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós."




Ora pro nobis, intercede pro nobis ad Dominum Jesum Christum!

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O mariologista Stefano de Fiores fala à Rádio Vaticano
ROMA, sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 (ZENIT.org) - A natureza humana de Maria atinge a perfeição desde a concepção: ela proclama a redenção de Cristo de forma muito mais perfeita do que todos os outros resgatados. São palavras ditas à Rádio Vaticano pelo padre Stefano De Fiores, mariologista, sacerdote de Monfort.

"Maria faz parte da comunidade dos que foram salvos porque ela é Imaculada não pelas próprias forças, mas por um dom que vem de Jesus Cristo, que tem duas maneiras de se tornar e mostrar-se mediador: libertando-nos do pecado cometido ou preservando-nos do pecado com uma força ainda superior, que é a força que impede Maria de cair em pecado".

As aparições de Lourdes não se restringem apenas a confirmar o dogma de Pio IX promulgado em 1854, já que, naquela localidade dos Pirineus, Maria disse "Eu sou a Imaculada Conceição", e não apenas que foi concebida imaculada.


Portanto, continuou De Fiores, a Virgem Maria se identifica com o primeiro instante da sua concepção imaculada, porque durante toda a sua vida ela é fiel àquele momento inicial.

Além de ter sido concebida sem a mancha do pecado original, Maria "sempre viveu de acordo com esse dom inicial, podendo de verdade representar a Imaculada Conceição", acrescentou.


Já em Gênesis, especificamente no chamado Protoevangelho da Salvação, Maria é prefigurada em seu dogma quando Deus amaldiçoa o demônio, que, disfarçado de serpente, corrompe a primeira mulher, Eva: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela; ela te esmagará a cabeça e tu lhe atacarás o calcanhar" (Gen 2,15).


Uma profecia, esta, que é entendível justamente com o dogma da Imaculada Conceição, graças ao qual "temos a realização desse anúncio profético do Protoevangelho, com Maria unida a Cristo na vitória sobre o diabo e sobre todos os pecados, inclusive o pecado original", concluiu De Fiores.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Cruz e o Ícone da JMJ

A Cruz

cruz_jmjA Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.

A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião:

“Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”. (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Levaram a cruz ao Centro São Lourenço, que se converteria em sua morada habitual durante os períodos em que ela não estivesse peregrinando pelo mundo.

Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e agora na Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

O Ícone de Nossa Senhora

icone_jmjEm 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a Cruz da JMJ: o Ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior.

“Hoje eu confio a vocês... o Ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhe-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003)

Papa Bento XVI continua o legado

icone_jmj1O Papa Bento XVI, continuando o legado de seu predecessor, falou na cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da JMJ de um grupo de jovens alemães para uma delegação de jovens australianos no Domingo de Ramos de 2006. Então enfatizou porque o Ícone de Maria pertence à peregrinação da Cruz da JMJ. 
“Nossa Senhora esteve presente no cenáculo com os Apóstolos quando eles estavam esperando por Pentecostes. Que ela seja vossa mãe e guia. Que ela vos ensine a receber a palavra de Deus, a valoriza-la e medita-la em seu coração (cf. Lc 2,19) como ela fez com sua vida. Que ela possa encorajar-vos a dizer o vosso “sim” ao Senhor ao viver “a obediência da fé”. Que ela possa ajudar-vos a permanecer fortes na fé, constantes na esperança, perseverantes na caridade, sempre atentos à palavra de Deus”.
Ao observarmos Maria no Ícone carregando seu Filho, ela nos ensina como levá-lo para o mundo.Milhões de jovens nos últimos 20 anos participaram das Jornadas Mundiais da Juventude. Centenas de milhares mais participaram da graça do evento pelo seu encontro com a Cruz e o Ícone da JMJ. Esses símbolos são apresentados ao mundo de forma mais contundente pelos jovens que os levam não por alguns momentos ou horas, mas pelo exemplo de suas vidas cristãs diariamente. Você é convidado a fazer o mesmo!

A Cruz e o ícone da Virgem Maria acompanham os jovens em todas as Jornadas


Fonte: JMJ Brasil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nossa Senhora Rosa Mística


Na Itália, a devoção mais antiga a Rosa Mística está relacionada a uma pequena imagem de Nossa Senhora segurando o Menino Jesus nos braço esquerdo, tendo na mão direita um galho de roseira com uma flor aberta. Essa imagem foi levada para o Convento das Irmãs de Caridade em Cormons em 1737, quando aconteceu um primeiro milagre: do braço e da mão da imagem que segura a rosa, escorreu com abundância um líquido, como suor. Esse fenômeno aconteceu durante 15 dias. Posteriormente, uma menina devota, viu os olhos e o rosto da imagem docemente iluminados.

Muitos milagres foram registrados desde a efusão da água milagrosa. Em 1885 foi celebrada de maneira particular, no dia 15 de janeiro, a primeira festa da Rosa Mística de Cormons.

Na Alemanha, o Santuário de Rosenberg abriga uma imagem milagrosa de Nossa Senhora Rosa Mística, venerada desde 1738. No pedestal da imagem estão três rosas: uma vermelha, uma amarela e uma branca. Essa imagem está em um nicho com 13 rosas douradas de cada lado, em fileiras e cachos de 3,4 e 6 flores.

Aparições a Pierina Gilli

A mais conhecida devoção a Rosa Mística é relacionada a aparições de Nossa Senhora a Pierina Gilli, sob esse título. Esses fenômenos ainda não foram analisados pela Igreja, mas a devoção particular se estendeu por todo o mundo.

Em Montichiari, Nossa senhora Rosa Mística se apresentou com três rosas sobre o peito: uma vermelha, uma amarela e uma branca.

Essas aparições aconteceram em Montichiari e em Fontanelle, subúrbio de Montichiari, na Itália. Os bispos de Bréscia, desde 1966 até os dias de hoje, proibiram a devoção pública a Rosa Mística.

No ano de 2001, o bispo atual, Mons. Giulio Sanguineti, determinou a organização da dispensa dos sacramentos e do culto mariano em Fontanelle, estabelecendo um sacerdote responsável pelo atendimento daquela comunidade. Além disso, uma nova associação de fiéis - Rosa Mística Fontanelle - foi constituída, para a promoção e divulgação de devoção a Nossa Senhora, na localidade de Fontanelle, sob orientação do Bispo de Bréscia.

O culto público e a divulgação de Rosa Mística continuam proibidos, mas não o culto particular (isto é, nas casas e locais particulares). Dessa forma, a Rosa Mística de Montichiari se tornou conhecida pelo mundo todo, de tal maneira que fora da Itália existem 4 santuários associados a essa devoção: no Brasil ( Em Jambeiro, SP), na Venezuela, no Líbano e na China.


Fontes:

domingo, 12 de junho de 2011

Pentecostes com Maria

Posto aqui uma carta dirigida aos missionários do Regnum Christi sobre Pentecostes.

Muito estimados em Jesus Cristo:
Estamos hoje celebrando a solenidade de Pentecostes, pedindo a Deus que esta efusão do Espírito Santo nos encontre bem abertos e dispostos, para que Ele possa renovar nosso coração e nos encher com seus dons. O amor de Deus foi derramado em nós pelo Espírito, como nos diz a Escritura, e este amor é o motor e o que dá sentido a toda nossa vida.
Uma das protagonistas do evento de Pentecostes é, sem dúvida, a Nossa Senhora, com quem os apóstolos perseveraram unidos em oração, na espera do Espírito Santo. Acabamos de celebrar o mês de maio, especialmente dedicado a Ela. E agora gostaria de retomar algumas reflexões sobre a relação de Maria com o Espírito Santo.
P. Álvaro Corcuera, L.C.
"Eu gostaria de convidá-los nesta solenidade para viver um especial espírito de oração e súplica, agarrados à mão de Maria."

É de grande ajuda contemplar Maria, que nos mostra, com o seu exemplo, como viver abertos às inspirações do Espírito Santo, como nos deixar guiar por Ele, como diz são Paulo: “todos os que são guiados pelo Espírito deDeus são filhos de Deus” (Rm 8,14). O evangelista Lucas nos narra que logo que Maria recebeu a inspiração de visitar sua prima, pegou a estrada ‘com prontidão’. Ela vivia cheia de Deus, escutava constantemente a sua voz e correspondia sempre com rapidez e docilidade. Vemo-la caminhando rumo à Ain Karin, dialogando com o ‘doce hóspede da alma’, como um templo vivo da presença de Deus no mundo.
Maria, cheia de graça, deixou que o Espírito fizesse grandes obras nela e através dela. Sua vida foi um canto de louvor a Deus. Ela esteve reunida com os apóstolos no cenáculo enquanto oravam suplicando a vinda do Paráclito, do Consolador que Jesus lhes havia prometido, aquele que os ia conduzir à verdade plena, que lhes ia explicar tantas coisas que Jesus não pôde dizer-lhes porque não podiam carregar o peso. Maria experimentou em si mesma a fecundidade e o poder do Espírito que havia coberto-a com sua sombra. Por isso esteve presente em Pentecostes e está sempre presente na Igreja que pede e suplica: “Vem Espírito Santo!”.
Eu gostaria de convidá-los nesta solenidade para viver um especial espírito de oração e súplica, agarrados à mão de Maria. Peçamos com insistência a Deus que infunda os dons do seu Espírito em cada um de nós, e em toda a Legião de Cristo e Movimento Regnum Christi. Nestes momentos tão particulares da nossa história, precisamos que o Espírito Santo nos leve a Jesus, que a Legião seja cada vez mais de Cristo; que o Movimento seja sempre de Cristo, só d’Ele. Agora que terminou a Visita Apostólica à vida consagrada e as comunidades de legionários estão imersos no processo de reflexão das Constituições, Deus pede que nos abramos ao seu plano, para que a Legião e o Regnum Christi sejam o que Deus quer. Como vai ficar tudo depois deste processo? Ninguém de nós tem a resposta, mas sabemos que Cristo Ressuscitado faz novas todas as coisas (cf. Ap 21, 5) e que em tudo Deus intervém para o bem dos que o amam (cf. Rm 8, 28).
Este processo exige de todos e de cada um de nós um grande desprendimento pessoal. É preciso aceitar que não temos todas as respostas, mas “o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza” (Rm 8, 26). Os dons do Espírito são tão maravilhosos que só um coração vazio de si mesmo pode recebê-los. Não se trata de pedir ao Espírito Santo que siga nossas ideias pessoais, e sim deixarmo-nos guiar por Ele para encontrar sua vontade. “Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8, 26). Escrevia-nos o Delegado Pontifício, “em vez de criar contraposições para fazer triunfar a própria visão, é preciso que cada um olhe também aos outros e esteja aberto e disponível à avaliação dos outros. Da avaliação e contribuições de todos, estamos chamados a um discernimento que nos
María en el Centro Misionero
"Uma alma aberta ao Espírito Santo é uma alma que vive imersa nas virtudes teologais."

leve ao caminho da mudança na continuidade da mesma vida da Congregação”. Precisamos viver muito abertos ao Espírito para progredir neste caminho.


Uma alma aberta ao Espírito Santo é uma alma que vive imersa nas virtudes teologais. A fé nos ensina a descobrir Deus em todos os acontecimentos, também nas contrariedades ou nos próprios limites; a esperança sobrenatural nos tira os medos e desânimos que às vezes nos paralisam e nos da a segurança inquebrantável no triunfo que vem de Deus; a caridade que o Espírito derrama em nossos corações nos enche de amor filial e nos dá as forças para perseguir o ideal, sem importar o cansaço ou as dificuldades. O que mais precisamos como Legião e como Movimento é viver estas virtudes em profundidade. Mas isto não é algo que possamos adquirir com nossa própria vontade, com o simples propósito que nos colocamos. É um dom que Deus nos quer dar se deixamos que o Espírito Santo encha nossos corações e acenda neles o fogo do seu amor.


Precisamos do dom de temor de Deus para que nosso único medo seja não responder ao chamado que Deus nos faz à santidade; o dom de fortaleza para perseverar na luta e combater o bom combate como são Paulo, “tudo posso naquele que me dá força”; precisamos do dom de piedade para ter absoluta confiança em Deus Pai que nos faz ser filhos seus e irmãos, membros de um mesmo corpo; precisamos do dom de conselho para não agir conforme a prudência humana, e sim proceder com santa audácia e nos deixar surpreender pelo Espírito; o dom de ciência para descobrir a mão de Deus na nossa história e o dom de entendimento para nos vermos como Deus nos vê, nos conhecer como Ele nos conhece.
Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a crescer cada dia no discernimento para não permitir que ninguém nos arrebate a paz e a alegria interior, que nenhuma situação nos leve ao desânimo, ao temor ou à desconfiança. Conhecemos já quais são os frutos do Espírito que tanto precisamos: “amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si” (Ga 5, 22). Os pensamentos e sentimentos que se opõe a estes frutos, não vêem do Espírito Santo.
Benedicto XVI
"A Eucaristia –escrevia o Papa Bento– é um 'Pentecostes perpétuo'."


Precisamos que o Espírito Santo nos renove interiormente, como os Apóstolos, para evangelizar sem medo e para que nada nos possa deter nem dividir. Bento XVI ensinava os jovens que “a fecundidade apostólica e missionária não é o resultado principalmente de programas e métodos pastorais sabiamente elaborados e eficientes, mas o fruto da oração comunitária incessante. A eficácia da missão pressupõe, inclusive, que as comunidades estejam unidas, que tenham ‘um só coração e uma só alma’ (cf. At 4, 32)” (Bento XVI, Mensagens aos jovens, Sydney 2008). Eu acho que para dar mais frutos apostólicos Deus nos está pedindo mais oração e mais caridade. Em algumas comunidades e obras de apostolado se organizaram, de modo espontâneo, tempos especiais de adoração ao Santíssimo Sacramento. A Eucaristia –escrevia o Papa Bento– é um “Pentecostes perpétuo”. Aí descobrimos que “aonde não chegam nossas forças, o Espírito Santo nos transforma, nos enche com sua força e nos faz testemunhos plenos do ardor missionário de Cristo ressuscitado” (ibid).

Eu os convido a pedir a graça de que o fogo do Espírito nos renova por dentro e a fazer um exame de consciência sobre nossa abertura e docilidade ao Espírito Santo. Procuramos a graça de abrir mais e mais nosso coração para recebê-lo e para que Ele viva em nós, para que aceitamos interiormente a sua vontade por cima da nossa, deixando de lado o desejo de controlar e dirigir os acontecimentos da nossa própria vida, e permitindo a Deus que tome o controle dela. Junto com esta carta estou enviando-lhes uns textos que talvez possam servir para a sua reflexão pessoal e meditação nestes dias.
Maria, unida em oração aos Apóstolos no Cenáculo, nos acompanhe sempre e obtenha para todos os legionários e membros consagrados do Regnum Christia graça de um novo e contínuo Pentecostes em nossas vidas.

Seu irmão afetuoso em Jesus Cristo,
Álvaro Corcuera, L.C.


Fonte:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ano Mariano 2012-2013



Papa Bento XVI em Lourdes

Mensagem do Padre Rodrigo Maria

Que reine em nossos corações o puro amor de Deus!


Aos católicos, movimentos, associações e a todos que ainda conservam a fé e acreditam no amor.

Caríssimos irmãos diante da situação dramática na qual se encontra o nosso mundo; tendo diante de nossos olhos o aumento da iniquidade, o avanço do mal, a destruição dos valores, a perca da fé e o esfriamento da caridade, somos impelidos a perguntar: Até quando isso continuará? O que podemos fazer para que tudo isso mude? Para que o mal seja superado e o amor volte a prevalecer? O que fazer para que Jesus seja mais conhecido, amado e adorado por todos?

Na verdade Deus já nos deu a resposta! Em meio a esta batalha espiritual O Senhor mesmo estabeleceu sua estratégia para esmagar a cabeça do inimigo, neutralizar a ação do mal. E estender seu reinado nos corações. Ele nos deu uma mãe! O próprio Jesus consagrou a Igreja aos cuidados de sua mãe Santíssima (“Eis aí a tua mãe”, Jo 25,19), colocando-nos sob sua autoridade, fazendo de nós seus filhos na ordem da Graça, entendendo sua maternidade espiritual sobre todos os corações para que ela nos ensinasse a amar a Deus em verdade levando-nos a fazer tudo quanto Jesus mandou.

Em Fátima (1917) a Santíssima Virgem nos recordou a vontade de Deus e sua estratégia para vencer o inimigo em meio a esta guerra espiritual; Ela nos disse: “Meu filho quer estabelecer ao mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. Eis o remédio para os nossos tempos! Uma verdadeira devoção a Santíssima Virgem. Uma devoção que nos coloque em seu colo, ou melhor, na escola de seu Imaculado Coração, onde devemos aprender o verdadeiro amor a Deus, tornando-nos cristãos autênticos, santos, a altura dos tempos difíceis em que vivemos. O mundo precisa de santos… e Deus determinou que estes fossem formados na escola do Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima.

A Total Consagração é um meio privilegiado para se entrar no coração da Santíssima Virgem, pois por este meio, nós aceitamos livremente a maternidade espiritual de Nossa Senhora sobre nós, assumindo a condição de filhos como Jesus determinou. Se os cristãos conhecessem e vivessem a Total consagração a Santíssima Virgem, aprenderiam com a Mãe do Céu a amar a Deus e ao próximo como Jesus ensinou.

Jesus quer que se estabeleça no mundo a devoção ao coração de sua Mãe Santíssima. Como fazer?

Em 2012, o “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem” escrito por São Luís Grignion de Montfort completará 300 anos, dando – nos uma singular oportunidade para difundir a devoção ali tão sublimemente ensinada. A concretização deste desejo do coração de Jesus expresso por Nossa Senhora e Fátima, tomará grande impulso, se conseguíssemos junto Santo Padre a graça de um ano Mariano de 2012 a 2013. Pois a exemplo do que aconteceu no ano sacerdotal, toda Igreja se volta para meditar a pessoa e a missão da Santíssima Virgem, tal como apresenta o padre de Montfort que por sua vez, poderia ser apresentado como exemplo de devoção a Santíssima Virgem, e por isso mesmo, de amor a Jesus Cristo.

Papa coroa Nossa Senhora de Lourdes
Irmãos, peçamos ao Santo Padre a Graça de um Ano Mariano em 2012 para que venha ao mundo o esperado Triunfo do Imaculado Coração de Maria e consequentemente o reinado de Jesus em cada coração. Falemos com todos para que enviem carta ao Santo Padre, o Papa, bem como para os cardeais; para os nossos bispos, padres, comunidades, associações e movimentos, pedindo a estes que façam o mesmo, ou seja, que envie ao Santo Padre e aos Cardeais um pedido para que em 2012 – 2013 sejam decretado Ano Mariano.

Segue em anexo um modelo de carta que foi enviada ao Santo Padre pedindo a Graça do Ano Mariano em 2012-2013.

Nos corações de Jesus e Maria,


Pe. Rodrigo Maria
Fraternidade Arca de Maria



Carta ao Papa

A Sua Santidade Bento XVI
Palazzo Apostolico

Città del Vaticano (Europe)

———————–

(Enviar cópia para:)

Ao Rev.mo Monsignore

Mons. Ettore Balestrero
Sotto-Segretario per i Rapporti con gli Stati

Segreteria di Stato
Città del Vaticano (Europe)

———————–

Recife, 21 de Setembro de 2010.

A Sua Santidade Papa Bento XVI


Beatissime Pater,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Desejosos de contribuir com o retorno da humanidade a Cristo e com a restauração da Fé entre os batizados, queremos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013 , quando o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Maria Grignion de Montfort completará 300 anos, bem como fará exatos 25 anos do último Ano Mariano que a Santa Igreja viveu (1987-1988), convocado pelo saudoso Papa João Paulo II.

A exemplo do que ocorreu no Ano Sacerdotal (2009-2010), quando toda Igreja meditou sobre a natureza e importância do sacerdócio cristão – havendo sido proposta a figura de são João Maria Vianney como modelo para os sacerdotes – um Ano Mariano que propusesse a Total Consagração a Jesus por Maria seria ocasião para renovação espiritual de todo povo e incremento de uma nova evangelização .

A Total Consagração ou Santa Escravidão de amor, como é ensinada pelo padre de Montfort é de uma perene atualidade pastoral uma vez que é radicada na renovação das promessas batismais, tornando-se assim meio privilegiado para recuperação da consciência de nosso batismo, bem como de nossa vocação a bem-aventurança eterna.

A proclamação de um Ano Mariano para toda a Igreja tornar-se-ia também uma resposta positiva ao desejo de Nosso Senhor expresso por sua Mãe Santíssima aos pastorinhos de Fátima em 1917, a qual disse : “Meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. De fato, a total consagração a Santíssima Virgem traduz muito bem aquela santa dependência que Jesus quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima a fim de que na escola de seu Imaculado Coração aprendessemos a fazer bem tudo quanto Ele mandou.

Por ser completamente cristocêntrica a devoção à Santíssima Virgem como é proposta por São Luis de Montfort, encontrou no Papa João Paulo II um grande acolhimento, aprovação e recomendação, ao ponto de tornar-se sua dileta via espiritual, mostrando mais uma vez sua atualidade.

Santidade, tudo que os nossos dias precisam é de verdadeiros seguidores de Cristo, de homens e mulheres santas que vivam o seu batismo, que amem a Santa Igreja e a humanidade e que não tenham medo de crer e viver a fé. E não temos duvidas que estes devem ser formados na bendita escola do Imaculado Coração de Maria, pois foi Cristo quem por primeiro nos consagrou e nos confiou aos cuidados desta Mãe Santíssima a fim de que ela nos ensinasse a amar a Deus de verdade.

Padre Santo, estamos em continua oração por Vossa Santidade e por Sua missão.

Em espírito de filial submissão, de joelhos, pedimos Sua Bênção paternal.

Nos corações de Jesus e Maria,


Padre Rodrigo Maria
Fraternidade Arca de Maria

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dogma da Imaculada Conceição

Doctrinam, quæ tenet, beatissimam Virginem Mariam in primo instanti suæ conceptionis fuisse singulari omnipotentis Dei gratia et privilegio, intuitu meritorum Christi Jesu Salvatoris humani generis, ab omni originalis culpæ labe præservatam immunem, esse a Deo revelatam atque idcirco ab omnibus fidelibus firmiter constanterque credendam.


Estamos diante de um mistério. Ou seja: diante de um fato que nossa inteligência, por ser conhecidamente limitada, não consegue abranger nem explicar por inteiro. O mistério não contradiz a razão humana, mas a excede. 

O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o filho sem o concurso de homem, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos fazer, confessar e nos esforçamos por evitar. Refere-se ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com que todas as criaturas humanas nascem, mancha herdada do pecado cometido por Adão e Eva. A teologia chama esta mancha de "pecado original". Original, não porque nascemos como fruto de um ato sexual. Mas original, porque se refere à origem de toda a humanidade, ou seja, aos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama de Adão e Eva. 

A Sagrada Escritura ensina-nos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não o fez por necessidade, mas num gratuito gesto de amor. Criado por amor, o ser humano estava destinado a uma plena e eterna comunhão com Deus. Comunhão tão íntima e divina, que o próprio Filho de Deus dela poderia participar sem nenhuma diminuição de sua divindade. 

Ora, para o Filho de Deus encarnar-se, Deus havia escolhido desde sempre uma mulher e a havia imaginado santíssima, ou seja, adornada com todas as qualidades e belezas do próprio Deus. Para Deus, imaginação e criação é a mesma coisa. 

Aconteceu, no entanto, o grande transtorno: nossos primeiros pais, apesar de feitos à imagem e semelhança de Deus, eram criaturas e como criaturas dependiam do Criador. Sua liberdade era a plenitude da liberdade como criaturas. Adão e Eva pecaram, querendo passar da liberdade e santidade de criaturas à liberdade e santidade do Criador, ou seja, quiseram igualar-se a Deus. Pecado de orgulho. Um pecado de desobediência à condição de criaturas, querendo a condição do Criador. Eles quiseram "ser como Deus" (Gn 3,5). Eles quiseram comportar-se como Deus e não como criaturas de Deus. 

A Sagrada Escritura fala das conseqüências dramáticas dessa prepotência dos nossos primeiros pais: embora mantendo a dignidade de imagem e semelhança de Deus, perderam, como diz São Paulo "a graça da santidade original" (Rm 3,23), passaram a ter medo de Deus, perderam o equilíbrio de criaturas, ou seja, foram tomados pelas más inclinações e passaram a sentir em sua consciência a desarmonia e a tensão entre o bem e o mal e a experiência da terrível necessidade de optar entre um e outro, e "a morte entrou na história da humanidade" (Rm 5,12). 

Ora, os planos de Deus, ainda que as criaturas os desviem ou quebrem ou não os queiram, acabam se realizando. 

Aquela mulher imaginada (criada) por Deus antes do paraíso terrestre, para ser a Mãe do Filho em carne humana, estava isenta do pecado de Adão e Eva. Há, porém, uma verdade de fé professada pela Igreja, que ensina que todas as criaturas humanas são redimidas, sem exceção, exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo. Ora, Maria é uma criatura e não uma deusa. Por isso, também ela deveria ter sido redimida por Jesus. 

Os teólogos discutiram durante séculos sobre como Maria poderia ter sido remida. Nunca, nenhum santo Padre duvidou da santidade de Maria, de sua vida puríssima, de seu coração inteiramente voltado para Deus, ou seja, de ser uma mulher "cheia de graça" (Lc 1,28). Mas, ainda que a pudessem imaginar imaculada, havia teólogos que não conseguiam argumentos teológicos suficientes para crê-la isenta do pecado original. Um deles, por exemplo, foi São Bernardo, autor de belíssimos textos sobre Nossa Senhora, insuperável na descrição da maternidade divina de Maria. 

Entre os teólogos favoráveis à imaculada conceição de Maria devemos mencionar o Bem-aventurado Duns Scotus, que argumentava assim: Deus podia criá-la sem mancha, porque a Deus nada é impossível (Lc 1,37); convinha que Deus a criasse sem mancha, porque ela estava predestinada a ser a Mãe do Filho de Deus e, portanto, ter todas as qualidades que não obnubilassem o filho; se Deus podia, se convinha, Deus a criou isenta do pecado original, ou seja, imaculada antes, durante e depois de sua conceição no seio de sua mãe. 

Em 1615 encontramos o povo de Sevilha, na Espanha, cantando pelas ruas alguns versos, derivados do argumento de Duns Scotus: "Quis e não pôde? Não é Deus / Pôde e não quis? Não é Filho. / Digam, pois, que pôde e quis". 

Também os artistas entraram na procissão dos que louvavam e difundiam a devoção à Imaculada. Nenhum foi tão feliz quanto o espanhol Murillo, falecido em 1682. A ele se atribuem 41 diferentes quadros da Imaculada, inconfundíveis, sempre a Virgem em atitude de assunta, cercada de anjos, a meia lua sob os pés, lembrando de perto a mulher descrita pelo Apocalipse: "revestida de sol, com a lua debaixo dos pés" (Ap 12,1). A lua, por variar tanto, é símbolo da instabilidade humana e das coisas passageiras. Maria foi sempre a mesma, sem nenhum pecado. 

"No entanto, escreve o Santo Padre Pio IX, era absolutamente justo que, como tinha um Pai no céu, que os Serafins exaltam como três vezes santo, o Unigênito tivesse também uma Mãe na terra, em quem jamais faltasse o esplendor da santidade. Com efeito, essa doutrina se apossou de tal forma dos corações e da inteligência dos nossos antepassados, que deles se fez ouvir uma singular e maravilhosa linguagem. Muitas vezes se dirigiram à Mãe de Deus como a toda santa, a inocentíssima, a mais pura, santa e alheia a toda mancha de pecado, ... mais formosa que a beleza, mais amável que o encanto, mais santa que a santidade, ... a sede única das graças do Santíssimo Espírito, sendo, à exceção de Deus, a mais excelente de todos os homens, por natureza, e até mesmo mais que os próprios querubins e serafins. E para a decantarem os céus e a terra não acham palavras que lhes bastem" (Ineffabilis Dei, 31). 

No dia 8 de dezembro de 1854, o bem-aventurado Papa Pio IX declarou verdade de fé a conceição imaculada de Maria. O dogma soa assim: "Pela inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis" (Ineffabilis Dei, 42). 

A devoção à Imaculada é muito antiga. Basta lembrar que a festa é conhecida já no século VIII. Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano e costumava cantar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV colocou a festa no calendário litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma Ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus. 

Desde a proclamação do dogma, a festa da Imaculada Conceição passou a ser dia santo de preceito. 

Em Roma, na Praça Espanha, para perenizar publicamente a declaração do dogma, levantou-se uma belíssima e trabalhada coluna encimada pela estátua da Imaculada Conceição. Todos os anos, no dia 8 de dezembro à tarde, o Papa costuma ir à Praça e com o povo romano e os peregrinos reverenciar o privilégio da imaculada conceição da santíssima Virgem, privilégio que deriva de seu título maior: ser a Mãe do Filho de Deus Salvador. 

Nem quatro anos depois de proclamado o dogma, em Lourdes, na França, à menina Bernardete, simples e analfabeta, que perguntava insistentemente à visão quem era ela, recebeu como resposta, cercada de terníssimo sorriso: "Eu sou a Imaculada Conceição". 

Não podemos esquecer que a estátua de Nossa Senhora Aparecida é uma Imaculada Conceição e por isso mesmo seu título oficial é Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Como é bonito, piedoso e comovente escutar o povo brasileiro cantando uníssono: Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / salve, Virgem Imaculada, / ó Senhora Aparecida!


***
Conforme aparição de Nossa Senhora Rosa Mística em Fontanelle (Itália) para Pierina, foi revelado que, no dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, ao meio dia (12h), será a hora da graça universal. Nossa Senhora irá interceder, de maneira muito especial, pelos nossos pedidos, feitos neste horário.

"Eu sou a Imaculada Conceição. Sou a Mãe da Graça, Mãe do Meu Divino Jesus Cristo.
Aqui em Montichiari, quero ser chamada "Rosa Mística".

Desejo que todos os anos, no dia 8 de dezembro, tenha lugar, ao meio-dia, a Hora da Graça Universal, quando numerosos favores para a alma e para o corpo serão distribuídos. Os bons não deixem de orar pelos seus irmãos pecadores. Comuniquem, rapidamente, este Meu desejo ao Papa Pio XII, para que a Hora da Graça se transforme num hábito praticado por todos, em todas as partes do mundo."


Oração

Conceição Imaculada de Maria, por todos os Vossos méritos, abri as portas do Vosso Coração e deixai espalhar pelo mundo todo, graças incontáveis, repletas de bênçãos espirituais e temporais. (Fazer os pedidos). 

Reza-se em seguida:

7 Ave-Marias em honra das 7 dores do Coração Imaculado. 
3 Glórias ao Pai em honra da Santíssima Trindade intercaladas com: Rosa Mística, rogai por nós. 

Como preparação para o evento do dia 08 de Dezembro, Nossa Senhora indicou o que deveria ser feito:

Oração e Penitência.

Rezem três vezes ao dia, todos os dias, o Salmo 50, “Miserere”, de braços abertos.”


Óh Maria, concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a Vós!