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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Santa Bárbara, mártir

Estou há muito tempo sem postar aqui no blog... creio que nem mais leitores tenho! rs
Mas........... uma linda me fez voltar aqui. Descobri uma nova amiga no céu: Santa Bárbara de Nicomédia! Que santa!! Jovem, linda, inteligente, rica, bondosa... e mártir! Morreu por Nosso Senhor Jesus Cristo. Quer coisa mais grandiosa?? Virei fã... ooops, devota! S2




Filha de pais pagãos, Bárbara aprendeu a amar a Deus observando a natureza, o céu, o sol, as estrelas e todas as maravilhas da terra. 

Bárbara nasceu na Nicomédia, Bitínia, atual Turquia. Num lar pagão, desde pequena participava dos cultos e homenagens aos deuses. A menina cresceu bela e inteligente e aprendeu os valores cristãos a ponto de apegar-se a eles com toda a força da alma. Assim, instruída no cristianismo às escondidas, recebeu o batismo. 

Mas chegou o dia em que seu pai tomou conhecimento disso. A princípio, tentou persuadi-la a voltar aos valores pagãos com argúcia e artimanhas. O tempo foi passando e nada de Bárbara render-se. As pressões sobre ela aumentaram e a sua desobediência também. Até que, um dia, o pai a agrediu fisicamente, com castigos severos. Bárbara resolveu fugir de suas mãos e escondeu-se numa gruta. 

Foi encontrada por dois pastores e entregue ao pai, que a maltratou, novamente, de maneira terrível. Estava apenas começando o seu sofrimento e martírio. Nada conseguindo, o pai a entregou ao governador romano Marciano. 

Impressionado com a beleza da jovem, o governante, a princípio, evitou maltratá-la. Tentou a tática da conquista, não somente para sua religião como também para si. Nada conseguiu e a jovem começou a ser flagelada sadicamente, várias horas seguidas, durante dias inteiros. Conta-se que jamais se ouviu uma queixa ou lamento. 

Segundo a tradição, Bárbara era confortada e tratada à noite por um anjo, de tal modo que no dia seguinte se apresentava a Marciano como se nada lhe tivesse acontecido durante o dia anterior. Tanto foi seu sofrimento que uma outra jovem cristã se ofereceu para tomar o seu lugar. Tinha vinte anos de idade e seu nome era Emiliana. Não conseguiu substituí-la, sendo depois morta no mesmo dia que ela. 

Nessa ocasião, foi seu próprio pai que lhe serviu de carrasco. O golpe da espada paterna fez rolar sua cabeça e nesse instante foi fulminado por um raio que caiu sobre ele. Tudo isso transcorreu no século III. 

Por isso, até hoje, Santa Bárbara é invocada a proteger seus devotos durante as grandes tempestades de raios e trovões. A cristandade do mundo todo a homenageia com a escolha do nome no batismo, também emprestado para várias cidades que a têm como padroeira. A sua tradicional festa acontece no dia 4 de dezembro.


Fonte: Paulinas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria - RS


CELEBRAÇÃO FÚNEBRE NA BASÍLICA DA MEDIANEIRA 
PELOS MORTOS DA TRAGÉDIA DO DIA 27/01/2013 

28/01/2013

Irmãs e irmãos amados do Senhor: 

Estamos profundamente consternados pela tragédia ocorrida ontem de madrugada em Santa Maria na Boate Kiss quando morreram 230 jovens. 

No sofrimento a comunidade cristã se reúne no Santuário Basílica para celebrar o Mistério Pascal do Senhor. Queremos adorar o Senhor, bendizer seu nome santíssimo, escutar sua Palavra e pedir misericórdia e força para este momento de tanta dor e imensos gestos de solidariedade. 

A Palavra de Deus nos fortalece na solidariedade, nos ilumina e nos dá força e esperança nesta hora dura da provação, da angústia e sofrimento. O Senhor está conosco. Ele não abandona seu povo amado. 

É hora de silenciar e escutar a voz de Deus. É hora de reativar a nossa fé e dizer: “Não entendemos, mas cremos no amor de Deus”. É hora de não julgar e não condenar ninguém. Nem acusar, de sofrer em silêncio, na fé e no amor. 

É hora de dizer: “Eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé”. 

- Quando escutei perplexo, lá em Vitória do ES a notícia, após uma bela Missa com um grupo de irmãos bispos e a Capela Sagrado Coração de Jesus lotada, lembrei-me da dor das mães e dos pais e familiares dos jovens mortos. Imaginei Maria Desolada que recebia Jesus morto descido da cruz em seus braços. Que dor! Que sofrimento! 

- Maria, porém, não se desesperou. Ela sabia que Jesus fora imolado pela nossa salvação. 

Nessa tragédia de Santa Maria, as mães, os pais, os irmãos, os parentes, os amigos não desesperamos, antes: - abraçamos esta dor, esta cruz e dizemos: “Pai, em vossas mãos colocamos nossas lágrimas, nossa dor, nossos sofrimentos. Que tudo seja instrumento de redenção. Tende misericórdia de nossos jovens. Perdoai seus pecados. Acolhei suas vidas, seus últimos desejos. Que nada se perca, mas tudo se transforme em misericórdia e redenção”. 

Como irmãos de fé manifestamos aos pais, familiares e amigos nossa solidariedade, nosso apoio e oração. 


O que dizer nesta hora? 

Perguntei a um vizinho desconhecido ao lado no avião o que deverei dizer ao povo ? Ele me respondeu: “Consolo”. 

Sim. Queremos em nome do Senhor dar uma palavra de consolo, solidariedade e fazer nossa oração confiante. 

- Nesta hora olhamos para Jesus, nosso Deus e Senhor, nosso Salvador. 

- Olhamos para Maria Desolada: a Mãe que acolhe em seus braços seu Divino Filho morto na cruz por nosso amor, pela nossa salvação. 

- Olhamos para o alto, para o céu: nossa pátria definitiva. A terra não é nossa morada definitiva. Esta vida é passageira, é fugaz. 

- Olhamos para os valores que não passam: Deus não passa. O bem que fazemos, não passa. 

O que levamos para a outra vida? Os bens? A beleza, a juventude? – Leveamos somente o bem que fazemos e o quanto amamos. 

Que essa tragédia, que nos entristece profundamente, seja para todos um novo passo na fé e na esperança. Estamos no Ano da Fé e de Jornada Mundial da Juventude: 

Fé e Juventude: duas realidades que atingem nossas famílias, educadores, Igreja e sociedade. 

Pais e mães, irmãos em Jesus Cristo: reavivemos nossa fé na dor e na escola da esperança. Cristo Jesus caminha conosco. Ele ama nossos jovens. Ele os chama. Ele conta com a generosidade e o encantamento de nossos jovens. 

Jovens: orem, reflitam sobre o que Deus quer nos dizer com essa tragédia. Deus fala para as famílias, para as Igrejas e para toda nossa sociedade. Deus está nos falando muitas coisas. É hora de nos prepararmos todos para a imensa graça da Jornada Mundial da Juventude na Semana Missionária e na Jornada no Rio de Janeiro nos dias 23 até 28 de julho próximo com o Santo Padre. Depois dum grande sofrimento, certamente virão abundantes frutos e graças. Portanto, como não escutar a voz, os sinais de Deus Amor? 

Recorramos à Mãe Maria, Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças. Ela sabe nos escutar, ajuda a enxugar nossas lágrimas, consola nossas dores. 

Mãe de Jesus e nossa Mãe: ajuda-nos agora e sempre. Amém!

Dom 
Hélio Adelar Rubert
Bispo da Arquidiocese de Santa Maria - RS



Mensagem do Papa Bento XVI sobre a tragédia em Santa Maria
Exmo Revmo Dom Hélio Adelar RubertArcebispo de Santa Maria

Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontíficie pede a Vossa Excelência que transmita às famílias das vítimas suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo em que confia a Deus Pai de misericórdia os falecidos, o Santo padre pede ao céu o conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e ao mesmo procuram remediá-lo, uma propiciadora bênção apostólica.
Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade


Fonte:
CN Noticias
Arquidiocese de Santa Maria

terça-feira, 31 de julho de 2012

Encontro Vocacional do Caminho Neocatecumenal - Brasília 2012


A Arquidiocese de Brasília acolheu no último domingo (29), 17 mil pessoas durante o encontro vocacional dos jovens do Caminho Neocatecumenal no Brasil. O evento, que foi presidido pelo arcebispo Dom Sergio da Rocha no Parque Ecológico Dom Bosco (Lago Sul), contou com a presença maciça de jovens vindos de 19 estados do país.

O encontro começou por volta das 14h30min, com a apresentação dos bispos participantes. Estavam presentes Dom Pedro Luiz Stringhini (bispo de Franca-SP), Dom Valério Breda (Penedo-AL) e Monsenhor Piergiorgio Bertoldi (conselheiro do Núncio Apostólico no Brasil).

Desde o sábado, durante todo o dia, os jovens evangelizaram pelas ruas e praças das principais cidades do DF, e à noite celebraram a Eucaristia nas paróquias onde forem acolhidos.
No domingo de manhã, os peregrinos rezaram as laudes com a comunidade paroquial e, em seguida, partiram para a Ermida Dom Bosco para o encontro vocacional.

O Pe. José Folqué, acompanhado de Maria del Pilar de la Plaza e Raúl Viana, a equipe responsável do Caminho Neocatecumenal no Brasil, leu uma carta enviada por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e anfitrião da JMJ 2013, na qual encorajava os jovens a preparar-se para este grande acontecimento.
Além da equipe, participaram do evento o Pe. Sávio Ribeiro, assessor do Setor Juventude da CNBB, e os seminaristas e presbíteros formadores dos seminários missionários diocesanos ‘Redemptoris Mater’ de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Asunción (Paraguai).
A assembleia teve início com a celebração da palavra. Para encorajar os jovens à vida cristã, o Pe. José leu o testemunho da jovem espanhola Marta Obregón (1969-1992), em processo de beatificação pela santidade ao defender a sua virgindade perante as agressões recebidas. Depois do querigma baseado na Segunda Carta aos Coríntios (5, 14-6,2) e da exortação do Pe. José, foi proclamado o trecho da ressurreição de Jesus segundo o Evangelho de Mateus (28, 1-10).
Dom Sergio da Rocha, se dirigiu aos jovens dizendo que "o anúncio da salvação brota da nossa participação na ressurreição de Cristo e na sua vitória sobre a morte". Pensando no chamado vocacional, ele sublinhou que "todo encontro pessoal com Cristo nos leva a viver a vida em Cristo através da comunidade, da Igreja, dizendo sim ao chamado que Jesus nos faz nas diversas vocações da vida em comunhão". Nesse sentido, "toda vocação na Igreja não se esgota na comunidade, ainda que se alimente dentro dela, mas a vocação está aberta à missão no mundo".

Neste encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal do Brasil, que foi também uma preparação para a JMJ do Rio de Janeiro, 300 rapazes foram chamados por Cristo ao presbiterado e 200 moças para a vida religiosa.


No Brasil, o Caminho Neocatecumenal está presente em 72 dioceses com 1.500 comunidades espalhadas em quase todos os estados contando com aproximadamente 50 mil fieis. A vida cristã em pequenas comunidades, própria da iniciação cristã neocatecumenal, tem produzido numerosos frutos para o bem da Igreja, dentre eles os seminários Redemptoris Mater, além de numerosas vocações à vida contemplativa e à formação de muitas famílias abertas à vida, que auxiliam à edificação da Igreja e o florescimento de novas vocações.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

YOUCAT - Catecismo Jovem da Igreja Católica

Chamado também de Youcat (abreviação de Youth Catechism), o Catecismo Jovem da Igreja Católica chega às mãos dos leitores brasileiros. A obra tem a mesma proposta do “Catecismo da Igreja Católica”, sendo a linguagem e o projeto gráfico seu maior diferencial. 
Estruturado em perguntas e respostas, o livro é dividido em quatro partes: 


Em que Cremos



 Como Celebramos?



A Vida em Cristo



Como Devemos Orar





Foi desenvolvido por um número considerável de padres, teólogos e professores de religião para apresentar a mensagem e a doutrina da Igreja em linguagem jovem e acessível. O Youcat vem atender a vontade dos muitos jovens que, inspirados e entusiasmados pela dinâmica das Jornadas Mundiais da Juventude, pediram um Catecismo que lhes falasse diretamente.


Prefácio do Papa Papa Bento XVI ao YOUCAT

Subsídio ao Catecismo da Igreja Católica destinado aos jovens 

 

 

Queridos jovens amigos! 

Hoje aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.


É extraordinário pelo seu conteúdo mas também pelo modo em que se formou, que desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender a sua particularidade. Youcat teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam correctamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural.

O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias. O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas.

Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro — quero dizer, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional. Assustei-me com esta tarefa e devo confessar que duvidei que algo semelhante pudesse ter bom êxito. Como podia acontecer que autores espalhados pelo mundo pudessem produzir um livro legível?

Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não só sob o ponto de vista geográfico, mas inclusive intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes?

A isto acrescentava-se o facto de que os bispos deviam escrever não simplesmente como autores individuais, mas em representação dos seus irmãos e das suas Igrejas locais.

Devo confessar que até hoje me parece um milagre o facto de que este projecto no final se realizou. Encontrámo-nos três ou quatro vezes por ano por uma semana e debatemos apaixonadamente sobre cada parte do texto, na medida em que se desenvolvia.

Como primeira atitude definimos a estrutura do livro: devia ser simples, para que cada grupo de autores pudesse receber uma tarefa clara e não forçar as suas afirmações num sistema complicado. É a mesma estrutura deste livro; ela é tirada simplesmente de uma experiência catequética de um século: o que cremos / de que modo celebramos os mistérios cristãos / de que maneira temos a vida em Cristo / de que forma devemos rezar. Não quero explicar aqui o modo como debatemos sobre a grande quantidade de questões, até chegar a compor um livro verdadeiro. Numa obra deste género são muitos os pontos discutíveis: tudo o que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e não obstante, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir das muitas vozes pôde-se formar um coro porque tínhamos a comum partitura da fé, que a Igreja nos transmitiu desde os apostólos, através dos séculos até hoje.

Por que tudo isto?

Desde a redacção do CIC, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos «continentes»: o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isto tornamo-nos cada vez mais conscientes do modo como o texto exigia algumas «traduções» nos diversos mundos, para poder alcançar as pessoas com as suas mentalidades diferentes e várias problemáticas. Desde então, nas Jornadas Mundiais da Juventude (Roma, Toronto, Colónia, Sydney) reuniram-se jovens de todo o mundo que querem acreditar, que estão em busca de Deus, que amam Cristo e desejam caminhos comuns. Neste contexto perguntámo-nos se não deveríamos traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo. Naturalmente, também entre os jovens de hoje existem muitas diferenças; assim, sob a comprovada guia do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, formou-se um Youcat para os jovens. Espero que muitos se deixem cativar por este livro.

Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude moderna; mas não acredito nesta afirmação e estou certo de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras no que consiste a vida. Um romance policial é empolgante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é cativante porque nos fala do nosso próprio destino e portanto refere-se de perto a cada um de nós.

Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo! Estes são os meus votos de coração.

Este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a «pérola de grande valor» (Mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo. Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!

Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exactidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.

Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabei todos de que modo a comunidade dos fiéis recentemente foi ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. «Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor» (Rm 12, 11).

Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: «Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!» (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: «Não digas: sou ainda muito novo — porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar» (Jr 1, 7).

Abençoo-vos e rezo cada dia por todos vós. 

BENTO PP. XVI


Fontes:
Editora Paulus
JMJ Campinas

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JMJ: itinerário da Cruz e do Ícone da Virgem Maria no Brasil


"Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção". (Papa João Paulo II)

"Ide e fazei discípulos de todas as Nações"

Foi com essas palavras que o Beato João Paulo II entregou aos jovens em Roma, no dia 22 de abril de 1984, aquela que ficaria conhecida como Cruz da Jornada, ou Cruz dos Jovens. Desde então, ela começou a peregrinar mundo afora, sempre levada pela juventude. Em 2003 junto com ela passou a peregrinar também o Ícone de Nossa Senhora.

Pela primeira vez, os dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vão peregrinar pelo Brasil. Serão meses num itinerário que percorrerá todo o país e também passará pelos vizinhos do Cone Sul. Ao longo desse trajeto, os jovens terão a oportunidade de reavivar a fé e de sentir o gostinho do que será a JMJ 2013, que acontecerá no Rio de Janeiro.
A Cruz da JMJ e o Ícone de Maria chegam ao Brasil no dia 18 de setembro e serão recebidos em São Paulo com uma grande festa, o Bote Fé. A partir daí iniciam a peregrinação, que será concluída no Rio de Janeiro. A ideia é que os dois símbolos passem por todos os 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Estão também previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".

Depois do dia 18 de setembro, a Cruz e o Ícone vão peregrinar, até o dia 30 de outubro, pelas sete províncias eclesiásticas do Regional Sul 1 da CNBB, que corresponde ao estado de São Paulo – o mais populoso do país e o que tem o maior número de dioceses, 50. Daí os símbolos seguem para o Regional Leste 2, composto por Minas Gerais e Espírito Santo, onde ficarão ao longo de todo o mês de novembro. No mês seguinte, será a vez do Regional Nordeste 3, composto pelos estados da Bahia e de Sergipe.

A peregrinação seguirá ao longo de todo o ano de 2012. Em dezembro, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Já em Janeiro de 2013 retornam para concluir o itinerário no Sul do Brasil. A etapa final acontecerá no Sul de Minas, no Vale do Paraíba (SP) e, finalmente, no estado do Rio de Janeiro, onde os símbolos chegam em abril de 2013.




















































Fonte: CN Notícias

sábado, 20 de agosto de 2011

Resposta Católica aos perseguidores de Cristo



"Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência", afirmou o Papa Bento XVI, nesta quinta-feira, 18, em sua chegada a Madri, na Espanha, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011.

O Santo Padre agradeceu a hospitalidade de todos que acolheram esses jovens e afirmou que foi ao país para confirmar todos na fé e exortá-los "a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas".

"Não vos envergonheis do Senhor", disse Bento XVI. "Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou", destacou.
 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Cruz e o Ícone da JMJ

A Cruz

cruz_jmjA Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.

A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião:

“Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção”. (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Levaram a cruz ao Centro São Lourenço, que se converteria em sua morada habitual durante os períodos em que ela não estivesse peregrinando pelo mundo.

Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e agora na Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

O Ícone de Nossa Senhora

icone_jmjEm 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a Cruz da JMJ: o Ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior.

“Hoje eu confio a vocês... o Ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhe-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003)

Papa Bento XVI continua o legado

icone_jmj1O Papa Bento XVI, continuando o legado de seu predecessor, falou na cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da JMJ de um grupo de jovens alemães para uma delegação de jovens australianos no Domingo de Ramos de 2006. Então enfatizou porque o Ícone de Maria pertence à peregrinação da Cruz da JMJ. 
“Nossa Senhora esteve presente no cenáculo com os Apóstolos quando eles estavam esperando por Pentecostes. Que ela seja vossa mãe e guia. Que ela vos ensine a receber a palavra de Deus, a valoriza-la e medita-la em seu coração (cf. Lc 2,19) como ela fez com sua vida. Que ela possa encorajar-vos a dizer o vosso “sim” ao Senhor ao viver “a obediência da fé”. Que ela possa ajudar-vos a permanecer fortes na fé, constantes na esperança, perseverantes na caridade, sempre atentos à palavra de Deus”.
Ao observarmos Maria no Ícone carregando seu Filho, ela nos ensina como levá-lo para o mundo.Milhões de jovens nos últimos 20 anos participaram das Jornadas Mundiais da Juventude. Centenas de milhares mais participaram da graça do evento pelo seu encontro com a Cruz e o Ícone da JMJ. Esses símbolos são apresentados ao mundo de forma mais contundente pelos jovens que os levam não por alguns momentos ou horas, mas pelo exemplo de suas vidas cristãs diariamente. Você é convidado a fazer o mesmo!

A Cruz e o ícone da Virgem Maria acompanham os jovens em todas as Jornadas


Fonte: JMJ Brasil

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Santa Maria Goretti, mártir da pureza!


"O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo... 
Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só Espírito... Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo; mas o que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. 
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? 
Não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo." 
(1 Cor 6, 13c-15a.17-20)
Maria Goretti morreu mártir aos 12 anos de idade, em 1902. Nasceu a 16 de Outubro de 1890 em Corinaldo da Itália. O seu martírio foi uma lição de pureza.

No dia 06 de Julho de 1902, Maria Goretti estava sentada no degrau da sacada da sua casa a remendar uma camisa. Esta criança, de rara beleza física, porém de colossal maravilha interior, pureza, rectidão e submissão a Cristo, totalmente inocente, foi tomada pelas mãos de Alexandre Serenelli - filho de um dos sócios do pai de Maria Goretti, Luigi Goretti - que, asfixiando esta católica pura, levou-a para dentro de casa e começou a rasgar as suas roupas para estuprá-la. Santa Maria Goretti resistia e gritou: "Prefiro morrer do que perder a virgindade!". Foi quando este homem covarde a esfaqueou.

Maria Goretti foi levada ao hospital ainda com vida, e antes de morrer, afirmou de forma absolutamente heróica que perdoava ao seu assassino. Porém, algo ainda mais grandioso e cristão aconteceria.

Alexandre Serenelli foi preso e sentenciado à 38 anos de prisão. Na cadeia, por um desígnio insondabilíssimo da Providência, este homem recebeu uma visão beatífica; viu Santa Maria Goretti na glória divina, ornada da luz divina, a apanhar flores que e entregou ao seu assassino, enquanto este lhe pedia repetidas vezes perdão pelo que fez.

Naquele momento, este homem arrependeu-se dos seus pecados e assumiu a disciplina católica como regra de vida e no Natal de 1937, Alexandre e a mãe de Maria Goretti, a distintíssima Sra. Assunta Carlini, receberam lado a lado a Santíssima Comunhão.

Maria Goretti foi canonizada em 1950, por Sua Santidade o Papa Pio XII e Alexandre esteve presente na cerimónia.


MENSAGEM DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II
POR OCASIÃO DO PRIMEIRO CENTENÁRIO
DA MORTE DE SANTA MARIA GORETTI
6 de Julho de 2002 
No dia 6 de Julho de 1902, no hospital de Netuno, morria Maria Goretti, barbaramente apunhalada um dia antes na pequena aldeia de Le Ferriere, no Campo pontino. Pela sua vivência espiritual, pela força da sua fé, pela capacidade de perdoar ao seu algoz, ela põe-se entre as Santas mais amadas do século XX. Portanto, oportunamente, a Congregação da Paixão de Jesus Cristo, a quem está confiado o cuidado do Santuário onde respousam os restos mortais da Santa, quis celebrar esta data com particular solenidade.
Santa Maria Goretti foi uma jovem em quem o Espírito de Deus infundiu a coragem de permanecer fiel à vocação cristã, até ao supremo sacrifício da vida. A idade jovem, a falta de educação escolar e a pobreza do ambiente em que vivia não impediram a graça de manifestar nela os seus prodígios. Pelo contrário, precisamente em tais condições apareceu de maneira eloquente a predilecção de Deus pelas pessoas humildes. Voltam à mente as palavras com que Jesus bendisse o Pai celestial por se ter revelado aos pequeninos e aos simples, e não aos sábios, nem aos doutos deste mundo (cf. Mt 11, 25).

Observou-se, justamente, que o martírio de Santa Maria Goretti inaugurou aquele a que se haveria de chamar o século dos mártires. E foi precisamente nesta perspectiva que, no final do Grande Jubileu do Ano 2000, sublinhei que "a consciência mais viva não nos impediu, porém, de dar glória ao Senhor por tudo o que Ele fez ao longo dos séculos, de modo particular neste último, que deixámos para trás, assegurando à sua Igreja uma longa série de santos e de mártires" (Novo millennio ineunte, 7).

Maria Goretti nasceu em Corinaldo, nas Marcas, no dia 16 de Outubro de 1890 e, depressa, teve de empreender com a sua família o caminho da migração; depois de várias etapas, chegou a Le Ferriere di Conca, no Campo pontino. Apesar das dificuldades da pobreza, que não lhe permitiam sequer ir à escola, a pequena Maria vivia num ambiente familiar sereno e unido, animado pela fé cristã, onde os filhos se sentiam acolhidos como um dom e eram educados pelos pais no respeito de si mesmos e do próximo, e no sentido do dever cumprido por amor a Deus. Isto permitiu que a criança crescesse serenamente, alimentando em si uma fé simples, mas profunda. A Igreja sempre reconheceu à família o papel de primeiro e fundamental lugar de santificação para quantos dela fazem parte, a começar pelos seus filhos.
Neste contexto familiar, Maria assimilou uma sólida confiança no amor providencial de Deus, confiança esta que se manifestou particularmente no momento da morte do seu pai, vítima da malária. "Ânimo, mãezinha, Deus vai ajudar-nos!", dizia a criança nessa hora difícil, reagindo com força ao grave vazio criado pela morte do pai.

Na homilia de canonização o Papa Pio XII, de veneranda memória, indicou Maria Goretti como "a pequena e doce mártir da pureza" (cf. Discursos e radiomensagens, XII [1950-1951], pág. 121) porque, apesar da ameaça de morte, não desobedeceu ao mandamento de Deus.
Que fúlgido exemplo para a juventude! A mentalidade liberal, que penetra uma boa parte da sociedade e da cultura do nosso tempo, às vezes tem dificuldade de compreender a beleza e o valor da castidade. O comportamento desta jovem Santa infunde uma percepção exímia e nobre da dignidade pessoal e do próximo, que se reflecte nas opções quotidianas, conferindo-lhes a plenitude do sentido humano. Não há nisto, porventura, uma lição de grande actualidade? Diante de uma cultura que sobrestima o aspecto físico nos relacionamentos entre o homem e a mulher, a Igreja continua a defender e a promover o valor da sexualidade como factor que investe todos os aspectos da pessoa e que, por conseguinte, deve ser vivido numa atitude interior de liberdade e de respeito recíproco, à luz do desígnio originário de Deus. Nesta perspectiva, a pessoa descobre-se como destinatária de uma dádiva e é chamada a tornar-se, por sua vez, um dom ao próximo.
Na Carta Apostólica Novo millennio ineunte, observei que "na visão cristã do matrimónio, a relação entre um homem e uma mulher relação recíproca e total, única e indissolúvel corresponde ao desígnio originário de Deus que, ofuscado na história pela "dureza do coração", foi contudo restabelecido no seu esplendor primordial por Cristo, mostrando o que Deus queria "no princípio" (Mt 19, 8). No matrimónio, elevado à dignidade de Sacramento, está expresso o "grande mistério" do amor esponsal de Cristo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 32)" (n. 47).
É inegável que há numerosas ameaças contemporâneas contra a unidade e a estabilidade da família. Felizmente, porém, ao lado delas encontra-se uma renovada consciência dos direitos que os filhos têm de ser criados no amor, protegidos de todos os tipos de perigos e formados de maneira a poderem, por sua vez, enfrentrar a vida com confiança e fortaleza.

Além disso, são merecedores de particular atenção, no testemunho heróico da Santa de Le Ferriere, o perdão oferecido ao seu assassino e o desejo de o poder encontrar novamente, um dia, no Paraíso. Trata-se de uma mensagem espiritual e social de extraordinário relevo para este nosso tempo.
Entre outros aspectos, o recente Grande Jubileu do Ano 2000 caracterizou-se por uma profunda exortação ao perdão, no contexto da celebração da misericórdia de Deus. A indulgência divina pelas misérias humanas insere-se como exigente modelo de comportamento para todos os crentes. No pensamento da Igreja, o perdão não significa relativismo moral ou permissivismo. Pelo contrário, ele exige o pleno reconhecimento da nossa culpa e a assunção das nossas responsabilidades, como condição para voltar a encontrar a verdadeira paz e a retomar com confiança o nosso caminho ao longo da estrada da perfeição evangélica.
Possa a humanidade introduzir-se com decisão na vida da misericórdia e do perdão! O assassino de Maria Goretti reconheceu a culpa cometida, pediu perdão a Deus e à família da Mártir, expiou com convicção o seu crime e, durante a vida inteira, permaneceu nesta disposição de espírito. Por sua vez, na sala do tribunal onde teve lugar o processo, a mãe da Santa ofereceu-lhe sem hesitações o perdão da família. Não sabemos se foi a mãe que ensinou o perdão à filha, ou se foi o perdão oferecido pela Mártir no leito de morte que determinou o comportamento da mãe. Contudo, é óbvio que o espírito do perdão animava os relacionamentos de toda a família Goretti e, por isso, pôde exprimir-se com tanta espontaneidade quer na Mártir quer na mãe.

Quem conhecia a pequena Maria, no dia do seu funeral pôde dizer:  "Morreu uma Santa!". O seu culto difundiu-se em todos os continentes, suscitando em toda a parte a admiração e a sede de Deus. Em Maria Goretti resplandece a radicalidade das opções evangélicas, não impedida, mas valorizada pelos inevitáveis sacrifícios exigidos pela pertença fiel a Cristo.
Indico o exemplo desta Santa especialmente aos jovens, que constituem a esperança da Igreja e da humanidade. Já na iminência da XVII Jornada Mundial da Juventude, desejo lembrar-lhes aquilo que escrevi na Mensagem que lhe destinei, em preparação para este evento eclesial tão esperado:  "No coração da noite, pode sentir-se medo e insegurança, aguardando-se então com impaciência a chegada da luz da aurora. Amados jovens, é a vossa vez de ser as sentinelas da manhã (cf. Is 21, 11-12) que anunciam a chegada do sol, que é Cristo ressuscitado!" (Ed. port. de L'Osservatore Romano de 4 de Agosto de 2001, pág. 4, n. 3).

Corpo incorrupto de Santa Maria Goretti
Caminhar nos passos do Mestre divino exige sempre uma decidida tomada de posição firme por dele. É necessário comprometer-se em segui-lo onde quer que Ele vá (cf. Ap 14, 4). Todavia, ao longo deste caminho os jovens sabem que não estão sozinhos. Santa Maria Goretti e os numerosos adolescentes, que ao longo dos séculos pagaram com o martírio a adesão ao Evangelho, estão ao seu lado a fim de lhes infundir na alma a força para permanecer firmes na fidelidade. É assim que poderão ser as sentinelas de uma manhã luminosa, iluminada pela esperança! A Virgem Santíssima, Rainha dos Mártires, interceda por eles!
Enquanto elevo esta oração, uno-me espiritualmente a todos aqueles que hão de participar nas celebrações jubilares  durante  este  ano  centenário  e transmito-lhe, venerado Pastor diocesano, assim como aos beneméritos Padres Passionistas comprometidos no Santuário de Netuno, aos devotos de Santa Maria Goretti e de maneira particular aos jovens, uma especial Bênção apostólica,  em  penhor  de  copiosos  favores celestiais.


Fontes:

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Santa Joana d'Arc - Catequese de Bento XVI

"Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado." (Lc 10,21)


Caros irmãos e irmãs,

Hoje gostaria de falar sobre Joana D´Arc, uma jovem santa do final do período medieval, que morreu aos 19 anos, em 1431. Esta santa francesa citada muitas vezes no Catecismo da Igreja Católica, está particularmente ligada a Santa Catarina de Sena, patrona da Itália e da Europa, da qual falei recentemente em um das minhas recentes catequeses.

De fato, são duas jovens mulheres do povo, leigas e consagradas na virgindade; duas misticas comprometidas, não na clausura, mas em meio as realidades mais dramáticas da Igreja e do mundo no tempo delas. Elas são talvez as figuras mais características entre aquelas mulheres fortes que, no fim da era medieval levaram sem medo a grande luz do Evangelho para as complexas situações da história. Poderemos colocá-las ao lado das santas mulheres que permaneceram no Calvário aos pés de Jesus crucificado e Maria sua mãe, enquanto que os apóstolos tinham fugido e até Pedro o havia traído três vezes.

A igreja naquele período vivia a profunda crise do grande cisma do Ocidente que durou quase 40 anos. Quando Catarina de Sena morre, em 1380, existia um papa e um antipapa; quando Joana nasce, em 1412, existia um papa e dois antipapas. Junto a esta dilaceração no interior da Igreja, aconteciam continuas guerras fratricidas entre os povos cristãos da Europa, entre as quais a mais dramática foi a interminável “Guerra dos cem anos”, entre França e Inglaterra.

Joana D'Arc não sabia nem ler e nem escrever, mas ficou conhecida no mais profundo da sua alma graças a duas fontes de excepcional valor histórico: os dois Processos relacionados a ela. O primeiro, o processo da Condenação (PCON) contém a transcrição dos longos e numerosos interrogatórios de Joana durante os últimos meses da sua vida (fevereiro a maio de 1431) e contém ainda as próprias palavras da santa. O segundo é o processo da nulidade da condenação ou da “reabilitação” (PNUL) que contém o depoimento de cerca de 120 pessoas que foram testemunhas oculares de todos os períodos da vida dela. (cfr Procês de Condamnation de Jeanne d'Arc, 3 vol. E Procês em Nullité de la Condamnation de Jeanne dÁrc, 5 vol., ed klincksieck, Paris 1960-1989)

Joana nasce em Domremy, uma pequena vila situada na fronteira entre França e Lorena. Os seus pais eram dois agricultores que eram conhecidos de todos como ótimos cristãos. Joana recebeu deles uma boa educação religiosa, com uma notável base da espiritualidade do nome de Jesus, ensinada por são Bernardino de Sena e difundida na Europa pelos franciscanos.

Ao nome de Jesus vem sempre unido o nome de Maria e assim embasada na religiosidade popular, a espiritualidade de Joana era profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstrava uma grande caridade e compaixão em relação aos pobres, aos doentes, e todos aqueles que sofriam no contexto dramático da Guerra.

Através das próprias palavras de Joana, sabemos que a vida religiosa dela era madura como experiência mística a partir da idade dos 13 anos (PCON, i, p. 47-48). Através da “voz” o Arcanjo São Miguel, Joana se sente chamada pelo Senhor a intensificar a sua vida cristã e também a empenhar-se ela própria na libertação do seu povo.

A sua imediata resposta, o seu “sim” foi por meio do voto de virgindade, com um novo empenho na vida sacramental e na oração: participação diária da Missa, confissão e comunhão frequentes, além de longos momentos de oração silenciosa diante do Crucifixo ou de Nossa Senhora.

A compreensão e o compromisso da jovem camponesa francesa diante o sofrimento do seu povo se tornaram mais intensos a partir do seu relacionamento profundo com Deus. Um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é justamente o da ligação entre experiencia mistica e missão politica. Depois dos anos de vida escondida e de maturidade interior, seguem os dois anos breves, mas intensos da sua vida publica: Um ano de ação e um ano de paixão.

No início de 1429, Joana inicia a sua obra de libertação. Os numerosos testemunhos nos mostram uma jovem mulher de 17 anos como uma pessoa muito forte e decidida, capaz de convencer homens inseguros e desencorajados. Superando todos os obstáculos, encontra Delfino da França, o futuro Rei Carlos VII que em Poitiers a submete a um exame que havia sido solicitado por alguns teólogos da Universidade. A constatação deles foi positiva: Nela não viam nada de mal, mas somente traços de uma boa cristã.

Em 22 de março de 1429, Joana escreve uma importante carta ao rei da Inglaterra e aos homens que investem contra a cidade de Orléans (ibid, p. 221-222). A sua solicitação é uma proposta de verdadeira paz entre os dois povos cristãos, à luz dos nomes de Jesus e de Maria, mas a proposta foi rejeitada e Joana começa comprometer-se na luta para a libertação da sua cidade, que acontece em 8 de maio. Outro momento culminante da sua ação politica é a coroação do Rei Carlos VII em Reims, em 17 de julho de 1429. Durante todo o anos, Joana vive com os seus soldados, executando no meio deles, uma verdadeira missão de evangelização.

"Agrada a Deus que assim seja: uma simples donzela expulsar os inimigos do rei."
Numerosos eram os testemunhos deles em relação a sua bondade, a sua coragem e a sua extraordinária pureza. Ela era chamada por todos e ela mesma se autodenominava “a menininha”, isto é, a virgem.

A paixão de Joana inicia-se no dia 23 de maio e de 1430, quando se tornou prisioneira nas mãos dos seus inimigos. Em 23 de dezembro foi conduzida a cidade de Rouen. Ali ela desenvolve o longo e dramático processo de Condenação que se inicia em fevereiro de 1431 e termina em 30 de maio com a pena.

Foi um grande e solene processo presidido por dois juizes eclesiásticos, o bispo Pierre Cauchon e o inquisitor Jean le Maistre, mas na realidade tudo foi inteiramente conduzido por um forte grupo de teólogos da célebre Universidade de Paris, que participaram do processo como assessores. São os eclesiásticos franceses que tendo feito a escolha politica oposta áquela de Joana, tiveram como prioridade o juízo negativo sobre a pessoa de Joana e sua missão.

Este processo é uma página envolvente da história e da santidade e também uma pagina iluminadora sobre o mistério da Igreja, que segundo as palavras do Concílio Vaticano II, é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação. (LG,8) E o encontro dramático entre esta santa e os seus juizes, pelos quais Joana foi acusada e julgada até ser condenada como herege e condenada a terrível morte amarrada a um tronco e logo depois queimada.

Diferente dos santos teólogos que haviam iluminado a Universidade de Paris, como são Boaventura, Santo Tomas de Aquino e o beato Duns Scoto, dos quais falei em algumas catequeses, este juizes foram teólogos aos quais faltou a caridade e a humildade de ver nesta jovem, a ação de Deus.

Vêm à mente as palavras de Jesus, segundo as quais os mistério de Deus são revelados a quem tem o coração dos pequeninos, enquanto permanecem escondidos aos inteligentes e sábios (cfr Lc 10,21). Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de compreendê-la, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que estavam condenando uma Santa.

O apelo de Joana ao juízo do papa, em 24 de maio foi rejeitado pelo tribunal. Na manhã de 30 de maio, ela recebeu pela última vez a santa Comunhão na prisão e, logo depois, foi conduzida ao suplício na praça do velho mercado.

Martírio de Joana
Ela pediu a um dos seus sacerdotes para segurar diante dela uma cruz de procissão. Assim ela morreu olhando Jesus crucificado e pronunciando muitas vezes e em alta voz o nome de Jesus (PNUL,I P. 457; cfr Catecismo da Igreja Católica, 435). Cerca de 25 anos depois, o processo de nulidade, aberto sob a autoridade do Papa Calixto III, se concluiu com a solene sentença que declarou nula a condenação (7 de julho de 1456; Pnul, II, p 604-610). Este longo processo que recolheu o depoimento de testemunhas e juízes de muitos teólogos, todos favoráveis a Joana, trouxe à luz a inocência da santa e a sua perfeita fidelidade à Igreja.

Joana D'Arc depois foi canonizada por Bento XV, em 1920.

Caros irmãos e irmãs, o nome de Jesus, invocado pela nossa santa até os últimos instantes da sua vida terrena, era como um contínuo respiro da sua alma, como a batida do seu coração, o centro de toda a sua vida.

O mistério da caridade de Joana D´Arc que tanto fascinou o o poeta Charles Péguy, é este total amor de Jesus e ao próximo, em Jesus por Jesus.

Esta santa compreendeu que o amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus esteve sempre em primeiro lugar na sua vida, segundo a sua bela expressão: Nosso Senhor deve ser servido primeiro (Pcon, I, p.288;cfr Catecismo da Igreja Católica, 223). Amá-lo significa obedecer sempre a sua vontade. Ela afirma com total confiança e abandono: Confio em Deus criador, o amo com todo meu coração (ibid, p.337) Com o voto de virgindade, Joana consagrada em modo exclusivo a sua pessoa ao único amor de Jesus: é “a sua promessa feita a nosso Senhor de guardar bem a sua virgindade de corpo e de alma (ibid, p. 149-150). A virgindade da alma foi a graça, valor supremo, para ela mais preciosa da vida: é um dom de Deus que foi recebido e guardado com humildade e confiança.

Um dos textos mais conhecidos do primeiro processo se refere a isto: “Interrogada, ela se diz estar na graça de Deus e responde: Se não estou, Deus me queira colocar, se estou, Deus me queira guardar nesta (ibid, p. 62; cfr Catecismo da Igreja Catolica, 2005).

A nossa santa vive a oração na forma de um diálogo contínuo com o Senhor, que ilumina o seu diálogo com os juizes, o que dá a ela paz e segurança. Ela pede com confiança: “Doce Jesus, em honra da vossa santa paixão, vos peço, se vós me amais, revela-me como devo responder a estes homens da Igreja." (ibidm p, 252).

Jesus foi contemplado por Joana como o “Rei do céu e da terra”. Assim, sobre o seu estandarte, Joana fez com que pintassem a imagem de Nosso Senhor que segura o mundo. (ibid, p. 172), este, ícone da sua missão politica. A libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana cumpre na caridade, por amor a Jesus. A sua vida é um belo exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida politica, sobretudo, nas situações mais difíceis.

A fé é a luz que guia cada escolha, como testemunhará um século depois, um outro grande santo, o inglês Thomas More. Em Jesus, Joana contempla também toda a realidade da Igreja, a Igreja triunfante do céu, como a Igreja militante, da terra.

Segundo as suas palavras é uma única coisa Jesus e a Igreja (ibid, p.166). Esta afirmação citada no catecismo da Igreja Católica (n. 795), tem um caráter verdadeiramente heróico no contexto do processo de condenação diante aos seus juízes homens da Igreja, que a perseguiram e a condenaram. No amor de Jesus, Joana encontra força de amar a Igreja até o fim, também no momento da condenação.

Eu gosto de recordar como santa Joana D'Arc teve uma profunda influência sobre uma jovem santa da época moderna: Santa Terezinha do Menino Jesus. Em uma vida completamente diversa, que se desenvolveu na clausura, a carmelitana, de Lisieux, se sentia muito próxima a Joana, vivendo no coração da Igreja e participando dos sofrimentos de Cristo pela salvação do mundo. A Igreja as reuniu pronunciando o nome de Jesus (Manuscritto B, 3r) e era animada pelo mesmo grande amor a Jesus e ao próximo, vivido na virgindade consagrada.

Esse traço guerreiro da alma de Santa Teresinha é dominante em sua fisionomia moral. Entretanto, talvez tenha sido o mais esquecido pelos que tanto a veneram."Na minha infância sonhei combater nos campos de batalha. Quando comecei a aprender a história da França, o relato dos feitos de Joana d'Arc me encantava; sentia em meu coração o desejo e a coragem de imitá-los" (3).Santa Teresinha foi adquirindo cada vez maior consciência das profundas semelhanças entre sua vida e a da Virgem de Donrémy. Razão pela qual, em 21 de janeiro de 1894 - 101° aniversário do martírio do desditoso rei Luís XVI, ­compôs ela a peça teatral intitulada A Missão de Joana d'Arc. No ano seguinte, associando-se às festas celebradas em todo o país em honra da santa guerreira e mártir, declarada "Venerável" pelo Papa Leão XIII, compôs Joana d'Arc cumpre sua Missão, representada para toda sua Comunidade religiosa. Ali Teresa encarnava o papel de Joana d' Arc.E sua peça realçava a tomada da cidade de Orleans, a sagração do rei Carlos VII, mas sobretudo a morte na fogueira, que para ela significava o ápice da realização da missão de Santa Joana d'Arc."Um soldado francês defensor da Igreja, admirador de Joana d'Arc". Assim a pequena Teresa assinava seu Cântico para obter a canonização da venerável Joana d'Arc.Joana, a Virgem de Orleans, e Teresa, a Virgem de Lisieux, dois modelos do católico militante e combatente contra os inimigos da Santa Igreja e da Civilização Cristã. Duas grandes santas que embora tendo levado gêneros de vida tão diversos - a vida estritamente militar de uma, e a vida contemplativa da outra - conservam, contudo, profundas afinidades de alma entre si.Santa Teresinha não viu Joana canonizada. E esteve longe de imaginar que o Papa Pio XI haveria de apresentá-la ao mundo católico como "uma nova Joana d'Arc” (18 de maio de 1925) e que, no decurso da 11 Guerra Mundial, a exemplo da Pucelle d'Orleans,Pio XII a declararia "patrona secundária de toda a França"!

Caros irmãos e irmãs, com o seu iluminado testemunho, santa Joana D'Arc nos convida a uma medida alta da vida cristã: Fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, ter plena confiança ao cumprir a vontade de Deus, qualquer que seja ela; viver a caridade sem favoritismos e sem limites e atingindo, como ela, no amor de Jesus, um profundo amor pela Igreja.


Ó SANTA JOANA D’ARC, VÓS QUE, CUMPRINDO A VONTADE DE DEUS, DE ESPADA EM PUNHO, VOS LANÇASTES À LUTA, POR DEUS E PELA PÁTRIA, AJUDAI-ME A PERCEBER, NO MEU ÍNTIMO, AS INSPIRAÇÕES DE DEUS. COM O AUXÍLIO DA VOSSA ESPADA, FAZEI RECUAR OS MEUS INIMIGOS QUE ATENTAM CONTRA A MINHA FÉ E CONTRA AS PESSOAS MAIS POBRES E DESVALIDAS QUE HABITAM NOSSA PÁTRIA.


Santa Joana D’Arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária. Ó Santa Joana D’Arc atenda ao meu pedido (pedido). E que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.
Santa Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me.  
Amém.


Fontes: