segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dies Domini - O Terceiro Mandamento



O Terceiro Mandamento nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a ele deve ser dedicado. “Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho”. (Ex 20,8-10) O dia do sábado no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo; por isso, a Igreja, desde os Apóstolos guarda o domingo como o dia do Senhor. (Dominus)

Jesus ressuscitou dentre os mortos “no primeiro dia da semana” (Mc 16,2). Este “primeiro dia”, o dia da Ressurreição de Cristo, lembra a primeira criação. Enquanto “oitavo dia”, que segue ao sábado, significa a nova criação inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tomou o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (”dies dominica”) o “domingo”. São Justino já no século II dizia: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia (após o sábado dos judeus, mas também o primeiro dia) em que Deus extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos”.

O Catecismo da Igreja afirma que
“Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa”. “Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa celebrada segundo o rito católico no próprio dia de festa ou à tarde do dia anterior. (CIC. §2180)

“Por isso os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios (por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado grave.” (§2181)
As necessidades familiares ou uma grande utilidade social são motivos legítimos para dispensa do preceito do repouso dominical. Neste caso a pessoa deve participar da Missa outro dia.

O domingo deve ser dedicado às boas obras; à evangelização, catequese, à caridade, aos serviços aos doentes e idosos. É o dia de se visitar os parentes, descansar; fazer uma reflexão, silêncio, meditação. Quem precisa trabalhar no domingo, então deve buscar o repouso e a oração em outro dia. E os patrões têm a obrigação de facilitar aos empregados ao menos participar da santa missa no domingo.

"Só se adora a Deus na Missa. A Missa é a plenitude dos antigos sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes levitas. Afinal, Cristo prometeu levar a lei à perfeição, não aboli-la (Mt 5,17)."

Our Lady of Good Help (Nossa Senhora da Boa Ajuda)

Aprovada pela primeira vez uma aparição da Virgem Maria nos Estados Unidos



CHAMPION, 10 Dez. 10 (ACI) .- O Bispo de Wisconsin, nos Estados Unidos, Dom David L. Ricken, anunciou no dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Concepção, a primeira aprovação oficial de uma aparição da Virgem Maria nos Estados Unidos, ocorrida no século XIX em uma capela da cidade de Champion, em sua jurisdição eclesiástica.

Desde 1861, o lugar das aparições acolhe uma capela dedicada à Virgem Maria sob a advocação de "Our Lady of Good Help" (Nossa Senhora da Boa Ajuda). Logo depois de uma investigação de dois anos, Dom Ricken proclamou que as aparições são "dignas de ser creídas" e confirmou o reconhecimento oficial da diocese a este popular santuário Mariano.

Na festa da Imaculada, o Bispo decretou com "certeza moral" que a Virgem Maria realmente apareceu à jovem imigrante belga Adele Brise, em três ocasiões em outubro de 1859.

Nas aparições Adele contemplou uma mulher em vestimentas brilhantes. Em seu terceiro encontro, a Virgem Maria se identificou como "a rainha do Céu que reza pela conversão dos pecadores".

A Virgem confiou a Adele a missão de "reunir as crianças deste lugar campestre e ensinar-lhes o que devem fazer para a salvação. Vá e não tema coisa alguma. Eu te ajudarei".

A moça, então de 28 anos de idade, tinha querido ser religiosa antes de viajar da Bélgica aos Estados Unidos. Depois destas visões, ingressou na terceira ordem franciscana e instruiu muitas crianças e adultos, em uma época marcada pela escassez de sacerdotes em Wisconsin.

Em declarações ao grupo ACI, Dom David L. Ricken, comentou que a vida de Adele é um dos testemunhos mais convincentes da validez das aparições. Em vez de atrair a atenção de outros para si, dedicou-se humildemente a cumprir a missão encomendada.

O Prelado afirmou que Adele "percorreu toda esta área e visitou as casas que estavam mais longe" ressaltando seu espírito de humildade e simplicidade. "A maior quantidade das vezes caminhou, e podia passar vários dias com as crianças ensinando- lhes o catecismo e conversando com seus pais sobre a fé".

"Realmente tinha um espírito evangelizador e o demonstrou, não só com sua mensagem, mas com toda sua vida", disse o Bispo.

Dom Ricken também se referiu às "incontáveis historia de orações respondidas" que incluem relatos "dos que muitos chamam milagres". Este Bispo indica que escutou "historia após história" sobre curas "incríveis" e conversões.

Na opinião do Pe. John Doefler, Reitor do Santuário de Our Lady of Good Help, estas aparições poderiam estar vinculadas às da Virgem da Lourdes em 1858.

"Em Lourdes, Maria se identifica como a Imaculada Concepção. Aqui o faz como Rainha do Céu. Entre ambas, englobam-se todos os mistérios marianos: desde o começo de sua vida até a assunção e a coroação no Céu".

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dogma da Imaculada Conceição

Doctrinam, quæ tenet, beatissimam Virginem Mariam in primo instanti suæ conceptionis fuisse singulari omnipotentis Dei gratia et privilegio, intuitu meritorum Christi Jesu Salvatoris humani generis, ab omni originalis culpæ labe præservatam immunem, esse a Deo revelatam atque idcirco ab omnibus fidelibus firmiter constanterque credendam.


Estamos diante de um mistério. Ou seja: diante de um fato que nossa inteligência, por ser conhecidamente limitada, não consegue abranger nem explicar por inteiro. O mistério não contradiz a razão humana, mas a excede. 

O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o filho sem o concurso de homem, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos fazer, confessar e nos esforçamos por evitar. Refere-se ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com que todas as criaturas humanas nascem, mancha herdada do pecado cometido por Adão e Eva. A teologia chama esta mancha de "pecado original". Original, não porque nascemos como fruto de um ato sexual. Mas original, porque se refere à origem de toda a humanidade, ou seja, aos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama de Adão e Eva. 

A Sagrada Escritura ensina-nos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não o fez por necessidade, mas num gratuito gesto de amor. Criado por amor, o ser humano estava destinado a uma plena e eterna comunhão com Deus. Comunhão tão íntima e divina, que o próprio Filho de Deus dela poderia participar sem nenhuma diminuição de sua divindade. 

Ora, para o Filho de Deus encarnar-se, Deus havia escolhido desde sempre uma mulher e a havia imaginado santíssima, ou seja, adornada com todas as qualidades e belezas do próprio Deus. Para Deus, imaginação e criação é a mesma coisa. 

Aconteceu, no entanto, o grande transtorno: nossos primeiros pais, apesar de feitos à imagem e semelhança de Deus, eram criaturas e como criaturas dependiam do Criador. Sua liberdade era a plenitude da liberdade como criaturas. Adão e Eva pecaram, querendo passar da liberdade e santidade de criaturas à liberdade e santidade do Criador, ou seja, quiseram igualar-se a Deus. Pecado de orgulho. Um pecado de desobediência à condição de criaturas, querendo a condição do Criador. Eles quiseram "ser como Deus" (Gn 3,5). Eles quiseram comportar-se como Deus e não como criaturas de Deus. 

A Sagrada Escritura fala das conseqüências dramáticas dessa prepotência dos nossos primeiros pais: embora mantendo a dignidade de imagem e semelhança de Deus, perderam, como diz São Paulo "a graça da santidade original" (Rm 3,23), passaram a ter medo de Deus, perderam o equilíbrio de criaturas, ou seja, foram tomados pelas más inclinações e passaram a sentir em sua consciência a desarmonia e a tensão entre o bem e o mal e a experiência da terrível necessidade de optar entre um e outro, e "a morte entrou na história da humanidade" (Rm 5,12). 

Ora, os planos de Deus, ainda que as criaturas os desviem ou quebrem ou não os queiram, acabam se realizando. 

Aquela mulher imaginada (criada) por Deus antes do paraíso terrestre, para ser a Mãe do Filho em carne humana, estava isenta do pecado de Adão e Eva. Há, porém, uma verdade de fé professada pela Igreja, que ensina que todas as criaturas humanas são redimidas, sem exceção, exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo. Ora, Maria é uma criatura e não uma deusa. Por isso, também ela deveria ter sido redimida por Jesus. 

Os teólogos discutiram durante séculos sobre como Maria poderia ter sido remida. Nunca, nenhum santo Padre duvidou da santidade de Maria, de sua vida puríssima, de seu coração inteiramente voltado para Deus, ou seja, de ser uma mulher "cheia de graça" (Lc 1,28). Mas, ainda que a pudessem imaginar imaculada, havia teólogos que não conseguiam argumentos teológicos suficientes para crê-la isenta do pecado original. Um deles, por exemplo, foi São Bernardo, autor de belíssimos textos sobre Nossa Senhora, insuperável na descrição da maternidade divina de Maria. 

Entre os teólogos favoráveis à imaculada conceição de Maria devemos mencionar o Bem-aventurado Duns Scotus, que argumentava assim: Deus podia criá-la sem mancha, porque a Deus nada é impossível (Lc 1,37); convinha que Deus a criasse sem mancha, porque ela estava predestinada a ser a Mãe do Filho de Deus e, portanto, ter todas as qualidades que não obnubilassem o filho; se Deus podia, se convinha, Deus a criou isenta do pecado original, ou seja, imaculada antes, durante e depois de sua conceição no seio de sua mãe. 

Em 1615 encontramos o povo de Sevilha, na Espanha, cantando pelas ruas alguns versos, derivados do argumento de Duns Scotus: "Quis e não pôde? Não é Deus / Pôde e não quis? Não é Filho. / Digam, pois, que pôde e quis". 

Também os artistas entraram na procissão dos que louvavam e difundiam a devoção à Imaculada. Nenhum foi tão feliz quanto o espanhol Murillo, falecido em 1682. A ele se atribuem 41 diferentes quadros da Imaculada, inconfundíveis, sempre a Virgem em atitude de assunta, cercada de anjos, a meia lua sob os pés, lembrando de perto a mulher descrita pelo Apocalipse: "revestida de sol, com a lua debaixo dos pés" (Ap 12,1). A lua, por variar tanto, é símbolo da instabilidade humana e das coisas passageiras. Maria foi sempre a mesma, sem nenhum pecado. 

"No entanto, escreve o Santo Padre Pio IX, era absolutamente justo que, como tinha um Pai no céu, que os Serafins exaltam como três vezes santo, o Unigênito tivesse também uma Mãe na terra, em quem jamais faltasse o esplendor da santidade. Com efeito, essa doutrina se apossou de tal forma dos corações e da inteligência dos nossos antepassados, que deles se fez ouvir uma singular e maravilhosa linguagem. Muitas vezes se dirigiram à Mãe de Deus como a toda santa, a inocentíssima, a mais pura, santa e alheia a toda mancha de pecado, ... mais formosa que a beleza, mais amável que o encanto, mais santa que a santidade, ... a sede única das graças do Santíssimo Espírito, sendo, à exceção de Deus, a mais excelente de todos os homens, por natureza, e até mesmo mais que os próprios querubins e serafins. E para a decantarem os céus e a terra não acham palavras que lhes bastem" (Ineffabilis Dei, 31). 

No dia 8 de dezembro de 1854, o bem-aventurado Papa Pio IX declarou verdade de fé a conceição imaculada de Maria. O dogma soa assim: "Pela inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis" (Ineffabilis Dei, 42). 

A devoção à Imaculada é muito antiga. Basta lembrar que a festa é conhecida já no século VIII. Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano e costumava cantar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV colocou a festa no calendário litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma Ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus. 

Desde a proclamação do dogma, a festa da Imaculada Conceição passou a ser dia santo de preceito. 

Em Roma, na Praça Espanha, para perenizar publicamente a declaração do dogma, levantou-se uma belíssima e trabalhada coluna encimada pela estátua da Imaculada Conceição. Todos os anos, no dia 8 de dezembro à tarde, o Papa costuma ir à Praça e com o povo romano e os peregrinos reverenciar o privilégio da imaculada conceição da santíssima Virgem, privilégio que deriva de seu título maior: ser a Mãe do Filho de Deus Salvador. 

Nem quatro anos depois de proclamado o dogma, em Lourdes, na França, à menina Bernardete, simples e analfabeta, que perguntava insistentemente à visão quem era ela, recebeu como resposta, cercada de terníssimo sorriso: "Eu sou a Imaculada Conceição". 

Não podemos esquecer que a estátua de Nossa Senhora Aparecida é uma Imaculada Conceição e por isso mesmo seu título oficial é Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Como é bonito, piedoso e comovente escutar o povo brasileiro cantando uníssono: Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / salve, Virgem Imaculada, / ó Senhora Aparecida!


***
Conforme aparição de Nossa Senhora Rosa Mística em Fontanelle (Itália) para Pierina, foi revelado que, no dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, ao meio dia (12h), será a hora da graça universal. Nossa Senhora irá interceder, de maneira muito especial, pelos nossos pedidos, feitos neste horário.

"Eu sou a Imaculada Conceição. Sou a Mãe da Graça, Mãe do Meu Divino Jesus Cristo.
Aqui em Montichiari, quero ser chamada "Rosa Mística".

Desejo que todos os anos, no dia 8 de dezembro, tenha lugar, ao meio-dia, a Hora da Graça Universal, quando numerosos favores para a alma e para o corpo serão distribuídos. Os bons não deixem de orar pelos seus irmãos pecadores. Comuniquem, rapidamente, este Meu desejo ao Papa Pio XII, para que a Hora da Graça se transforme num hábito praticado por todos, em todas as partes do mundo."


Oração

Conceição Imaculada de Maria, por todos os Vossos méritos, abri as portas do Vosso Coração e deixai espalhar pelo mundo todo, graças incontáveis, repletas de bênçãos espirituais e temporais. (Fazer os pedidos). 

Reza-se em seguida:

7 Ave-Marias em honra das 7 dores do Coração Imaculado. 
3 Glórias ao Pai em honra da Santíssima Trindade intercaladas com: Rosa Mística, rogai por nós. 

Como preparação para o evento do dia 08 de Dezembro, Nossa Senhora indicou o que deveria ser feito:

Oração e Penitência.

Rezem três vezes ao dia, todos os dias, o Salmo 50, “Miserere”, de braços abertos.”


Óh Maria, concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a Vós!


sábado, 4 de dezembro de 2010

Devoção e Reparação ao Coração Imaculado de Maria



Prática dos Cinco Primeiros Sábados
Esta devoção foi revelada à Irmã Lúcia, em Tuy, a 10 de dezembro de 1925.
O objetivo desta devoção é consolar a Nossa Senhora das ingratidões e blasfêmias contra o Seu Coração Imaculado e reparar esses pecados. Esta intenção reparadora é essencial para a validade de cada uma das condições exigidas por Nossa Senhora. É a alma que a todas deve animar, inclusive a Confissão quando feita em outro dia que não o primeiro sábado.

A GRANDE PROMESSA
A quem praticar esta devoção nas condições exigidas, Nossa Senhora compromete-se a assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias à salvação eterna.

As condições
1- Comunhão reparadora: Quer dizer, comunhão sacramental, recebida nas devidas condições e oferecida em desagravo dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria.

2- Recitação do Terço: Em espírito de reparação. Esta recitação do terço pode ser antes, depois ou no decorrer da meditação.

3- Meditação de 15 minutos: Sobre os mistérios do Rosário. Pode ser sobre um, sobre vários ou sobre todos. E, para meditar: 
- Ler pausadamente a passagem bíblica referente ao mistério. 
- Representar, depois, com o auxílio da imaginação, a cena bíblica como se a estivéssemos vendo e vivendo. 
- Comparar a nossa vida com as lições que Jesus e Maria nos dão nesse mistério. 
- Exortar o nosso coração à contrição pelos pecados com que ofendemos a Deus, e à compaixão para com o Coração Imaculado, pelas blasfêmias e ingratidões com que é ultrajado sem cessar. 
- Colher algum fruto espiritual desta meditação para a nossa vida prática. 
4- Confissão reparadora: Isto é, com intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria. Deve preceder a comunhão reparadora, mas se tal não for viável pode-se fazer depois, em qualquer dia. Exige-se uma confissão reparadora para cada comunhão reparadora.

5- No primeiro sábado de 5 meses seguidos: À exceção da confissão, que pode ser em outro dia - desde que no próprio sábado se esteja em graça para comungar - os outros atos devem ser cumpridos dentro das 24 horas do 1º sábado de 5 meses seguidos. 

* Se houver esquecimento de um deles, é preciso começar de novo.

ORAÇÃO (para antes da meditação)
Imaculada Virgem Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, cheio de pena pelos espinhos que os homens ingratos a todos os momentos cravam em vosso Coração com blasfêmias e ingratidões, aqui estou a vossos pés para Vos fazer quinze minutos de companhia na meditação dos mistérios do Rosário como amorosamente nos pedistes, a fim de Vos consolar.
Vós que guardáveis e meditáveis em vosso Coração o que ouvíeis do vosso Divino Filho e o que víeis nas Suas ações, dignai-vos pela vossa maternal bondade e misericórdia obter-me a graça de compreender o que esses mistérios nos ensinam e de praticar as suas lições.
Aceitai, Coração Imaculado de Maria, este meu pobre tributo de filial devoção e desagravo. Perdoai-me e fazei-me merecedor das graças que prometestes a este piedoso exercício, principalmente o da perseverança final. Amém.

ATO DE CONSAGRAÇÃO E DESAGRAVO


Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos.

Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.

De modo especial queremos vos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo das crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas.

Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para o povo da Rússia, que outrora vos amou tanto, e que está confiado e consagrado ao vosso Coração Imaculado. Reconduzi-o ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima.

Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém. 


OFERECIMENTO
Ó Maria, minha Mãe Santíssima, desejando desagravar-Vos das ofensas que o Vosso Coração Doloroso e Imaculado recebe, e em especial das blasfêmias que se dirigem contra Vós, ofereço-Vos estes pobres louvores com o fim de Vos consolar por tantos filhos ingratos que não Vos amam, e consolar o Coração Santíssimo de Jesus, Vosso Filho e Senhor nosso, a quem tanto ofendem e entristecem as injúrias feitas contra Vós.

Dignai-Vos, Mãe Dulcíssima, receber este meu pobre e humilde obséquio; fazei que Vos ame e me sacrifique por Vós, cada vez mais; e olhai com olhos de misericórdia para tantos infelizes a fim de que não tardem em acolher-se, arrependidos, ao Vosso colo maternal. Amém.
Bendito seja Deus!
Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima!
Bendita a Sua Santa e Imaculada Conceição!
Bendita a Sua gloriosa Assunção!
Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe!
Bendito o Seu Imaculado e Doloroso Coração!
Bendita a Sua Pureza Virginal!
Bendita a Sua Divina Maternidade!
Bendita a Sua Mediação Universal!
Benditas as Suas Lágrimas e as Suas Dores!
Benditas as graças com que o Senhor A coroou Rainha dos Céus e da Terra!
Glória a Maria Santíssima, Filha Primogênita do Pai!
Glória a Maria Santíssima, Mãe Imaculada do Filho!
Glória a Maria Santíssima, Esposa Virginal do Espírito Santo!
Virgem Santíssima, minha boa e terna Mãe, eu Vos amo pelos que não Vos amam; eu Vos louvo pelos que Vos blasfemam; entrego-me totalmente a Vós, pelos que não querem reconhecer-Vos por sua Mãe.

Ave-Maria...

Óh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
Coração Imaculado de Maria, sede a nossa salvação!


Ato de desagravo ao Imaculado Coração de Maria

Ó Coração Doloroso e Imaculado de Maria, transpassado de dor pelas injúrias com que os pecadores ultrajam vosso santo nome e vossas excelsas prerrogativas; eis prostrado aos vossos pés vosso indigno filho, que, oprimido pelo peso das próprias culpas, vem arrependido com ânimo de reparar as injúrias que, à maneira de penetrantes setas dirigem contra vós os homens ousados e perversos. Desejo reparar com esse ato de amor e submissão que faço perante o vosso coração amantíssimo, todas as blasfêmias que proferem contra o vosso Augusto nome, todas as ofensas que fazem às vossas excelsas virtudes e todas as ingratidões com que os homens correspondem ao vosso maternal amor e inesgotável misericórdia.

Aceitai, ó Coração Imaculado, esta demonstração de meu fiel carinho e justo reconhecimento, com o firme propósito que faço de ser-vos fiel todos os dias de minha vida, de defender vossa honra quando a veja ultrajada e de propagar com entusiasmo vosso culto e vossas glórias.

(rezar 3 Ave Marias em honra ao poder, sabedoria e misericórdia do puríssimo Coração de Maria, desprezado pelos homens)


VIVAMOS A MENSAGEM DE FÁTIMA

Virgem de Fátima e os três pastorinhos
1º - Arrependendo-nos dos nossos pecados, emendando a nossa vida e vivendo na graça de Deus. 
2º - Trajando com modéstia e fugindo aos pecados de impureza, ao luxo e aos divertimentos mundanos. 
3º - Praticando a Devoção dos 5 primeiros sábados e da Comunhão reparadora. 
4º - Consagrando-nos pessoalmente ao Coração Imaculado de Maria. Consagração que deve representar de fato uma doação total e perene a Nossa Senhora. 
5º - Entronizando em nossos lares o Coração Imaculado de Maria, como Rainha da Família. 
6º - Cumprindo a vontade de Deus na fidelidade aos nossos deveres cristãos, de estado e de profissão, em espírito de penitência pelos nossos pecados, de reparação pelos pecados dos outros e de desagravo ao Coração Imaculado de Maria. 
7º - Rezando diariamente o terço, sendo possível em família, como Nossa Senhora nos recomendou em todas as aparições. 

Do livro FÁTIMA, pelos Padres Capuchinhos do Santuário de N.Sra. de Fátima – SP (com aprovação eclesiástica)

MARIA SANTÍSSIMA E O ADVENTO

Por Dom Hilário



Você sabe, o Advento é o tempo litúrgico que nos prepara para o santo Natal: dura quatro semanas, nas quais têm importância particular os quatro domingos que dão início a cada uma delas. O segundo domingo do Advento ocorre sempre nas proximidades da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).

A figura de Maria Imaculada, no Advento, merece lugar especial, pois, de certa forma, Ela é o Advento. Por que? Porque ninguém melhor do que Ela esperou a chegada do Filho de Deus que trazia em seu seio. Ninguém melhor do que Ela se preparou para acolher o Filho de Deus.
Se, ao nascer, Jesus foi posto numa manjedoura de animais no interior de uma gruta fria e sombria, ao ser concebido, Ele encontrou um “lugar” bem melhor, bem mais puro, bem mais santo: o seio da Virgem de Nazaré. O Filho de Deus foi a única pessoa que pôde escolher a própria Mãe. Escolheu-a e a preparou para cumprir essa missão sublime.

Vindo ao mundo a fim de destruir o domínio do diabo e do pecado, não teria sentido o Filho de Deus ser concebido por mulher dominada manchada pelo pecado (o pecado original). A morte de Cristo na cruz nos resgatou a todos nós do pecado. Resgatou também Maria, mas de forma diferente.
 “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1,14)
Nós, que nascemos com a mancha do pecado original, somos purificados do pecado por meio do batismo, pelo qual são aplicados a nós os méritos de Jesus morto na cruz. Maria também foi resgatada, mas por antecipação, isto é, impedindo que o pecado a manchasse: por isso Ela é chamada a Imaculada Conceição. Isenta de toda mancha de pecado, Ela também é cheia de graça, isto é, repleta dos dons de Deus. Em outras palavras, em Maria, a presença da Santíssima Trindade a tornou um paraíso de bênçãos, uma mar de vida divina, mais do que todos os santos e as santas do céu. Esta é Maria que, no Advento, vemos caminhar para Belém à espera do nascimento do Salvador do mundo.

Como Maria se terá preparado para esse momento sublime? Sem dúvida pela atenção à Palavra de Deus, pela oração, pelo amor ao Filho de Deus que trazia em seu seio. É isto que também se espera de todos nós na preparação (Advento) do santo Natal.

O Advento é tempo de ouvir com mais atenção a Palavra de Deus, de aumentar a entrega à oração, de crescer no amor ao Filho de Deus que quer nascer dentro de nós, de ampliar a fraternidade para com os irmãos e as irmãs de Jesus que são todos os seres humanos.

Tome Maria como exemplo, como modelo. Ponha-se a seu lado, caminhe com Ela e vá aprendendo a se preparar para acolher Jesus que vem. O Natal sem Jesus não tem sentido. O Natal sem Maria não é bem celebrado. Maria é o Advento! Que o seu Advento seja como o de Maria!



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo Litúrgico!

por Andréa Soares/PASCOM


Em 28 de novembro, a Igreja celebrou a Entrada para o Novo Ano Litúrgico. 

O Ano Litúrgico não coincide com o ano civil, aquele que usamos nos nossos calendários. Sabemos que o ano civil inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. Em contrapartida, o Ano Litúrgico inicia no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina na Festa de Cristo Rei, no ano seguinte.

Assim como o ano civil que é dividido em meses, cada um com suas características próprias, o Ano Litúrgico divide-se em tempos litúrgicos que são: CICLO DO NATAL, CICLO DA PÁSCOA E TEMPO COMUM.

A Igreja possui os ANOS LITÚRGICOS “A” ,” B” e “C”, e que são proclamados os Evangelhos:

• No ano A o de São Mateus;
• no ano B, o de São Marcos,
• no ano C, o de São Lucas.
* O Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. 

Iniciamos, portanto, o ANO LITURGICO “A”.


Entre as diferenças do Ano Civil e o Ano Litúrgico, podemos destacar a maior de todas elas: enquanto no ano civil RELEMBRAMOS muitos fatos passados como o Dia da Proclamação da República em 15 de novembro; no Ano Litúrgico VIVEMOS os fatos com a mesma intensidade, AQUI E AGORA. Como exemplo disto podemos citar que, com o início do ANO LITÚRGICO, celebramos o TEMPO DO ADVENTO que são as 4 semanas que antecedem o Natal na expectativa do nascimento de JESUS e de sua próxima vinda. Pois então. Não fazemos apenas uma referência a um fato ocorrido há 2 mil anos mas VIVEMOS a expectativa do Natal , pois na Belém do mundo JESUS continua nascendo em um coração que ama! Portanto, significa dizer que a cada Natal é JESUS que nasce no meio das famílias assim como na SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, é JESUS que agoniza e morre na Cruz, na PÁSCOA é JESUS que ressuscita e vence a morte, é JESUS que derrama o ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja no dia de PENTECOSTES... A cada EUCARISTIA vivemos a ÚLTIMA CEIA... Ou seja, esses fatos tornam-se atuantes da vida dos católicos, no tempo presente.

Que possamos renovar nossas esperanças! 

Feliz Ano Novo Litúrgico!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Apóstolo Santo André - 30 de Novembro

Santo André (séc I)
Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o "número dois", depois, somente, de Pedro. Na lista dos apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum, era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores no mar da Galiléia. 

"Vinde comigo, e pescadores de homens vos farei." (Mt 4)
Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta indicou-o e disse a célebre frase: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André, então, começou a segui-lo. 

A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: "Encontramos o Messias". Assim, tornou-se, também, o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães: depois da resposta de Filipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes. 

Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Filipe, como um de grande autoridade. Pois é a ele que Filipe se dirige quando certos gregos pedem para ver o Senhor, e ambos contaram a Jesus. 

André participou da vida publica de Jesus, estava presente na última ceia, viu o Cristo Ressuscitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão. 

Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente, na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi lá, também, que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local. 

Martírio de Santo André, 60 d.C.
André ousou não obedecer à autoridade do governador, desafiando-o a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou e condenou-o à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que, se temesse o martírio, não estaria "pregando a grandeza da cruz, onde morreu Jesus"

Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X"; antes, porém, despojou-se de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa. 

O imperador Constantino trasladou, em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de santo André, Apóstolo. Elas foram levadas para Roma, onde permanecem até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo, é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.

Oração
Nós vos suplicamos, ó Deus onipotente, que o apóstolo Santo André, pregador do Evangelho e pastor da vossa Igreja, não cesse no céu de interceder por nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Fonte: Paulinas