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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

2013 - Ano C: Evangelho de São Lucas

Durante o ano inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua em Encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu Nascimento, Paixão, Morte, Ressurreição, até a sua Ascensão e a vinda do Espírito Santo.

Mas enquanto civilmente se comemoram fatos passados que aconteceram uma vez e não acontecerão mais, (muito embora esses fatos influenciem a nossa vida até os dias de hoje), no Ano Litúrgico, além da comemoração, vivemos na atualidade, no dia-a-dia de nossas vidas, todos os aspectos da salvação operada por Cristo. A celebração dos acontecimentos da Salvação é actualizada, tornada presente na vida actual dos crentes.

O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.

A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.


Como é calculado o ano litúrgico

Muito simples apenas somando os algarismos do ano. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.

2013 = 2+0+1+3= 6. 6 é múltiplo de 3, então 2013, o ano litúrgico será ano C, e será C até o final de novembro de 2013.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo Litúrgico!

por Andréa Soares/PASCOM


Em 28 de novembro, a Igreja celebrou a Entrada para o Novo Ano Litúrgico. 

O Ano Litúrgico não coincide com o ano civil, aquele que usamos nos nossos calendários. Sabemos que o ano civil inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. Em contrapartida, o Ano Litúrgico inicia no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina na Festa de Cristo Rei, no ano seguinte.

Assim como o ano civil que é dividido em meses, cada um com suas características próprias, o Ano Litúrgico divide-se em tempos litúrgicos que são: CICLO DO NATAL, CICLO DA PÁSCOA E TEMPO COMUM.

A Igreja possui os ANOS LITÚRGICOS “A” ,” B” e “C”, e que são proclamados os Evangelhos:

• No ano A o de São Mateus;
• no ano B, o de São Marcos,
• no ano C, o de São Lucas.
* O Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. 

Iniciamos, portanto, o ANO LITURGICO “A”.


Entre as diferenças do Ano Civil e o Ano Litúrgico, podemos destacar a maior de todas elas: enquanto no ano civil RELEMBRAMOS muitos fatos passados como o Dia da Proclamação da República em 15 de novembro; no Ano Litúrgico VIVEMOS os fatos com a mesma intensidade, AQUI E AGORA. Como exemplo disto podemos citar que, com o início do ANO LITÚRGICO, celebramos o TEMPO DO ADVENTO que são as 4 semanas que antecedem o Natal na expectativa do nascimento de JESUS e de sua próxima vinda. Pois então. Não fazemos apenas uma referência a um fato ocorrido há 2 mil anos mas VIVEMOS a expectativa do Natal , pois na Belém do mundo JESUS continua nascendo em um coração que ama! Portanto, significa dizer que a cada Natal é JESUS que nasce no meio das famílias assim como na SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, é JESUS que agoniza e morre na Cruz, na PÁSCOA é JESUS que ressuscita e vence a morte, é JESUS que derrama o ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja no dia de PENTECOSTES... A cada EUCARISTIA vivemos a ÚLTIMA CEIA... Ou seja, esses fatos tornam-se atuantes da vida dos católicos, no tempo presente.

Que possamos renovar nossas esperanças! 

Feliz Ano Novo Litúrgico!


domingo, 28 de novembro de 2010

Tempo do Advento - Início do Ano Litúrgico A


"Senhor, mostra teu poder e vem!"

Ad Te levavi animam meam; Deus meus, in Te confido, non erubescam: neque irrideant me inimici mei: etenim universi, qui Te exspectant, non confundentur


Com o Advento começa o ano eclesiástico nas Igrejas ocidentais. Durante este tempo, os fiéis são exortados a se prepararam dignamente para celebrar o aniversário da vinda do Senhor ao mundo como a encarnação do Deus de amor, de maneira que suas almas sejam moradas adequadas ao Redentor que vem através da Sagrada Comunhão e da graça, e em conseqüência estejam preparadas para sua vinda final como Juiz, na morte e no fim do mundo.



História do Advento

Não é fácil precisar a história e o primitivo significado do Advento; além disso,as noticias sobre suas verdadeiras origens são parcas. É necessário distinguir elementos que dizem respeito a práticas ascéticas e a outras, de caráter estritamente litúrgico; um Advento que é preparação para o Natal e um Advento que celebra a vinda gloriosa de Cristo (Advento escatológico). No Oriente, permaneceu quase ignorado um período de preparação ao Natal.

Portanto, o Advento é próprio do Ocidente. São descartadas totalmente as teorias que atribuem o Advento a São Pedro e sua existência aos tempos de Tertuliano e São Cipriano. O testemunho mais antigo encontra-se em uma passagem de Santo Hilário (por volta de 366), que diz: "Sancta Mater Ecclesia Salvatoris adventus annuo recursu per trium septimanarum sacretum spatium sivi indicavit" (CSEL,65,16) "A Santa Mãe Igreja oferece um espaço sagrado de três semanas por ano para a vinda do Salvador".

O duplo caráter do Advento, que celebra a espera do Salvador na glória e a sua vinda na carne, emerge das leituras bíblicas festivas. O primeiro domingo orienta para parusia final, o segundo e o terceiro chamam a atenção para a vinda cotidiana do Senhor; o quarto domingo prepara-nos para a natividade de Cristo ao mesmo tempo fazendo dela a teologia e a história. Portanto, a liturgia contempla ambas as vindas de Cristo, em íntima relação entre si.


Espiritualidade do Advento


Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão: a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza.

a) A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação é o Deus da promessa, que manifestou em Cristo toda a sua fidelidade ao homem: "Todas as promessas de Deus encontram nele seu sim" ( 2 Cor 1,20). A esperança da Igreja é a mesma esperança de Israel, mas já realizada em Cristo.

Os nossos primeiros irmãos na fé, como atesta a Didaqué, imploravam: "Que o Senhor venha e passe afigura deste mundo. Maranatha. Amém". Assim termina o livro do Apocalipse e toda a escritura:"Aquele que atesta essas coisas diz: Sim! venho muito em breve. Amém! Vem Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus esteja com todos. Amém" (Ap 22,20).

A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo convite à alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é fiel. A vinda do Salvador cria um clima de alegria que a liturgia do Advento não só relembra, mas quer que seja vivida.O Batista, diante de Cristo presente em Maria, salta de alegria no seio da mãe.O nascimento de Jesus é uma festa alegre para os anjos e para os homens que ele vem salvar (cf. Lc 1,44.46-47; 2,10.13-14).

b) No Advento, toda a Igreja vive a sua grande esperança. O Deus da revelação tem um nome: "Deus da esperança" (Rm 15,13).

Não é o único nome do Deus vivo, mas é um nome que o identifica como "Deus para conosco". O Advento é o tempo da grande educação à esperança: uma esperança forte e paciente; uma esperança que aceita a hora da provação, da perseguição e da lentidão no desenvolvimento do Reino; uma esperança que confia no Senhor e liberta das impaciências subjetivistas e do frenesi do futuro programado pelo homem.

Na convocação ao testemunho da esperança, a Igreja, no Advento, é confortada pela figura de Maria, a mãe de Jesus. Ela que "no céu, glorificada em corpo e alma, é a imagem e a primícia da Igreja... brilha também na terra como sinal de segura esperança e de consolação para o povo de Deusa caminho, até que chegue dia do Senhor" (cf. 2 Pd 3,10).

c) Advento é tempo de Conversão. Não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo coração, na expectativa da sua volta. A vigilância requer luta contra o torpor e a negligência; requer prontidão e, portanto, desapego dos prazeres e bens terrenos. O cristão, convertido a Deus, é filho da luz e, por isso, permanecerá acordado e resistirá às trevas, símbolo do mal, pois do contrário corre o risco de ser surpreendido pela parusia. 

Esse comportamento de vigilante espera na alegria e na esperança exige sobriedade, isto é, renúncia aos excessos e a tudo aquilo que possa desviar-nos da espera do Senhor. A pregação do Batista, que ressoa no texto do evangelho do segundo domingo do Advento, é apelo para a conversão, a fim de preparar os caminhos do Senhor.

O espírito de conversão, próprio do Advento, possui tonalidades diferentes daquelas relembradas na Quaresma. A substância é essencialmente a mesma, mas, enquanto a Quaresma é marcada pela austeridade da reparação do pecado, o Advento é marcado pela alegria da vinda do Senhor.



d) Enfim, um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus e apóia-se totalmente nele. Estes anawîm, como os chama a Bíblia, São os mansos e humildes, porque as suas disposições fundamentais são a humildade, o temor de Deus, a fé.


Eles são objeto do amor benévolo de Deus e constituem as primícias do "povo humilde" (cf. Sf 3,12) e da "Igreja dos pobres" que o Messias reunirá. Jesus proclamará felizes os pobres e neles reconhecerá os herdeiros privilegiados do Reino, ele mesmo será pobre. Belém, Nazaré, mas sobretudo a cruz, são diversas formas com que Cristo manifestava-se como autêntico "pobre do Senhor". Maria emerge como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam n'Ele e estão disponíveis, com plena docilidade, à atuação do plano de Deus.


Fonte:
Catequisar