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sexta-feira, 18 de março de 2011

Quem fundou a sua Igreja?

Por Carlos Martins Nabeto

Fonte: Agnus Dei

"Tu és Pedro, e sob esta pedra edificareis a minha Igreja."


INTRODUÇÃO

Este artigo pode, a princípio, parecer anti-ecumênico, mas não é. Muito pelo contrário, visa esclarecer fatos históricos. Pessoalmente, torço para o êxito do ecumenismo, que tem uma árdua tarefa na busca da aproximação, diálogo e consenso entre as várias denominações cristãs. Contudo, sou obrigado a registrar que, em virtude da imperfeição do ser humano, o ecumenismo caminha a passos lentos… muito lentos mesmo! Na verdade, a discórdia reinante entre os cristãos é fruto mais de interesses pessoais e políticos do que religiosos. É claro que existem diferenças de pontos doutrinais, criados a partir da necessidade de separação e identificação, mas será que existe vontade de discuti-los fraternalmente, a ponto, até, de reconhecê-los como errados?

Volta e meia a imprensa noticia que milhares e milhares de católicos estão indo seguir outras religiões. Vemos, assim, que o católico costuma a ser pacífico, bom ouvinte, o que, aliás, é uma boa virtude ecumênica. Por outro lado, sabemos que muitos católicos assim se declaram porque foram batizados quando crianças, não tendo, após isso, uma verdadeira vida cristã: nunca foram à Igreja (exceto para “pagar” promessas ou participar de missas de sétimo dia), nunca tiveram interesse de participar dos grupos comunitários e nunca se aprofundaram no estudo bíblico e doutrinário da Igreja (no máximo, fizeram a primeira – e única! – comunhão). Infelizmente, vemos atitudes pouco ecumênicas por parte da maioria dos dirigentes de outras igrejas que, aproveitando o fato do pouco conhecimento religioso de boa parte dos católicos, coverte-os às suas respectivas religiões usando, para isso, de artimanhas verdadeiramente anti-ecumênicas. Para discutir esse fenômeno, existem, hoje, duas correntes de pensamento dentro da própria Igreja católica: a primeira acha ótimo esse “êxodo”, já que ocorre uma purificação interna dentro da própria Igreja, uma vez que, como está comprovado, só deixam de ser católicos aqueles que pouco interesse têm pela Igreja. A segunda, embora reconhecendo que essa “purificação” é positiva e que contribui para o aumento da qualidade dos fiéis católicos, afirma que não é justo permitir o afastamento do “joio” já que estes foram, na maioria das vezes, conquistados de forma ilícita, isto é, por desconhecerem a sã doutrina da Igreja, mudaram de fé graças a argumentos duvidosos (apresentados por fiéis de outras igrejas), para os quais não tinham uma explicação satisfatória… De uma forma, como de outra, a própria Igreja católica reconhece que é necessária uma nova evangelização, buscando aprofundar as raízes de todos os fiéis católicos bem como de todos os homens de boa vontade.

TUDO É HISTÓRIA

Ao contrário de todas as demais religiões, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo são religiões históricas, não foram criadas a partir de mitos! Logo, todas as ações realizadas pelos fiéis dessas três grandes religiões ficaram registradas no tempo! São fatos, não lendas; é história, não estória! Não vamos falar sobre os judeus, pois sabemos que eles não aceitaram Jesus como o verdadeiro Messias porque sua visão de Messias, na época de Jesus, era estritamente política: o enviado de Deus que libertaria o povo da dominação romana (aliás, a destruição de Jerusalém em 135 dC pelos romanos foi motivada por essa falsa visão: três anos antes, Bar-Khokba fôra proclamado pelas autoridades religiosas como o Messias libertador). Quanto aos islâmicos, cuja fé baseia-se em Maomé, bem sabemos pela História que trata-se de uma religião com grandes influências do judaísmo e cristianismo.

Vamos, portanto, nos concentrar na fé cristã e ver o que é histórico, o que é verdadeiro, já que, na esmagadora maioria das vezes, os conflitos e divisões são gerados pelos próprios cristãos.

A IGREJA CATÓLICA

Jesus manifestou o interesse de fundar a Igreja (Mt 16,18), Igreja esta que teria autoridade (Mt 18,17), cujo sinal de unidade seria a pessoa de Pedro (Mt 16,18-19; Jo 21,15-17; etc). A Igreja foi oficialmente fundada após a ressurreição de Jesus, no domingo de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At 2). A Igreja cresceu em número, primeiro em Jerusalém, e foi se espalhando pelo mundo graças à pregação e cuidado dos apóstolos. É de conhecimento geral que, naquela época, Roma era a senhora do mundo, o mais vasto império que a humanidade já conheceu. Foram os próprios apóstolos que viram a necessidade do deslocamento do Cristianismo para o centro do império romano a fim de facilitar a pregação do Evangelho. É fato histórico que Pedro e Paulo foram perseguidos e martirizados em Roma. Clemente Romano, ainda no séc. I, nos testemunha esses martírios. Irineu de Lião apresenta, no séc. II, a lista dos sucessores de Pedro, até aquela data. A arqueologia, através de escavações, confirmou a morte de Pedro e Paulo em Roma ao encontrar seus respectivos túmulos. Ao estudarmos a doutrina da Igreja católica, percebemos que ela não se afastou um milímetro sequer desde a sua fundação, ou seja, a Igreja católica atual é a mesma de 2000 anos atrás.

A PRIMEIRA DIVISÃO

A primeira divisão dentro do Cristianismo ocorreu em 1054 dC (aproximadamente mil anos após a fundação da Igreja). É o que se chama de Cisma Oriental. Antes disso, grandes polêmicas tinham surgido dentro do seio do Cristianismo mas, mesmo assim, sempre se chegava a um consenso geral através da realização de grandes Concílios Ecumênicos, que reuniam bispos de todo o mundo até então conhecido. Aqueles que não se adequavam às decisões eram afastados da Igreja, criando – como hoje em dia – comunidades heréticas que o próprio tempo tratou de exterminá-las. Mas o Cisma Oriental foi a primeira divisão que realmente abalou o mundo cristão. Doutrinariamente, os orientais, baseados em Constantinopla, acusaram a Igreja do ocidente de ter acrescentado o termo filioque ao credo niceno-constantinopolitano, resultando na procedência do Espírito Santo a partir do Pai e do Filho e não apenas do Pai, como originalmente registrava tal credo, o que dava a impressão que o Espírito Santo passou a “existir” após o Pai e o Filho. Muito embora a Igreja católica tenha demonstrado e comprovado que tal acréscimo nada modifica na fórmula original, nem impõe uma ordem de procedência já que trata-se do Deus único, a Igreja Ortodoxa jamais aceitou voltar à plena comunhão com a Igreja de Roma, o que bem demonstra que a divisão não ocorreu por motivo simplesmente doutrinário.

Mas então qual seria o verdadeiro motivo da separação? Política! Desde o séc. VII, Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, desejava ter os mesmos direitos da sé de Roma, tendo conseguido obter, no máximo, o reconhecimento do privilégio de segunda, logo depois de Roma. Assim, o argumento do “acréscimo ilícito” do filioque foi usado apenas para garantir a separação na ordem política! Isso é História.

AS DEMAIS DIVISÕES

Após a separação da Igreja Ortodoxa, foram necessários mais 500 anos, aproximadamente, para que nova divisão viesse abalar a Igreja do Ocidente. Também é fato histórico que na Igreja medieval ocorriam vários abusos, a grande maioria ocasionados pelo fato da ligação íntima entre Igreja e Estado; era o Estado que nomeava os bispos, sendo estes pouco preparados a nível religioso. Então era comum encontrarmos bispos que compravam determinada sede episcopal, que eram casados irregularmente, que eram impiedosos por falta de vocação religiosa, etc… Era necessária uma Reforma dentro da Igreja! Vários homens lutaram por essas reformas, cada qual a seu jeito. Francisco de Assis é um desses exemplos: lutou por reformas e conseguiu! Não precisou dividir a Igreja, pois reconhecia sua importâcia e autoridade. Mesmo assim, a Igreja ainda não estava totalmente reformada. Infelizmente, homens como Lutero e Calvino, ao invés de se inspirarem no grande exemplo de São Francisco, acharam mais fácil romper com a Igreja, fundando novas religiões… foi a chamada Reforma Protestante. Lendo a história de maneira completamente imparcial, vemos que, mais uma vez, a política se intrometia no campo religioso. Lutero, para impor suas doutrinas, aliou-se aos príncipes alemães descontentes com as boas relações entre o Imperador e o Papa. Calvino fez de Genebra um Estado cuja política era guiada por preceitos religiosos radicais, com visível orientação antipapal e anticatólica. Ao contrário de Lutero e Calvino, o rei Henrique VIII da Inglaterra estava preocupado em conseguir um descendente (filho) do sexo masculino para ser seu sucessor no trono; como Catarina de Aragão, sua esposa, não conseguia dar-lhe esse filho tão esperado e o Papa não consentisse o divórcio, obrigou ao clero inglês a reconhecê-lo como chefe supremo da igreja na Inglaterra. Observemos, portanto, como os argumentos religiosos são usados por todos, desde o princípio, como justificativa para implantação de idéias meramente políticas.

Lutero havia afirmado que quem dirige o crente é o Espírito Santo, de forma que este não necessita da autoridade de Igreja para ajudá-lo a interpretar a Bíblia, única fonte de fé que deve ser considerada pelo cristão. Esse mesmo ponto de vista foi adotado por Calvino e por todo o mundo protestante. Mesmo sendo oposta à própria Bíblia (2Pd 3,15-16), a livre interpretação ocasionou a fragmentação do Cristianismo em mais de 20 mil ramos, o que é um absurdo, já que cada ramo se julga a verdadeira Igreja de Cristo, tendo como único ponto comum o anticatolicismo. Mas, não reconhecendo a autoridade de Igreja, mais uma vez se voltam contra a Bíblia, pois esta afirma que o fundamento e coluna da verdade é a Igreja (cf. 1Tm 3,15), logo, apesar de possuirem alguns pontos verdadeiros (que são iguais aos da Igreja Católica!!!), não são a verdadeira Igreja de Cristo.
Vejamos a seguinte lista, organizada em ordem cronológica e incompleta, já que seria impossível listar as 20 mil igrejas cristãs hoje existentes:
AnoDenominaçãoOrigemFundador
~33Fundação da Igreja CatólicaPalestinaJesus
~55Igreja Católica se fixa em Roma, com Pedro e Paulo
1054Igreja OrtodoxaConstantinoplaMiguel Cerulário
1521Igreja LuteranaAlemanhaMartinho Lutero
1523AnabatistasAlemanhaZwickau
1523Batistas MenonitasHolandaMenno Simons
1531Igreja AnglicanaInglaterraHenrique VIII
1536Igreja PresbiterianaSuiçaJoão Calvino
1592Igreja CongregacionalistaInglaterraJohn Greenwood e outros
1612Igreja Batista Arminiana ou GeralInglaterraJohn Smith
~1630Sociedade dos Amigos (Quakers)InglaterraGeorge Fox
1641Igreja Batista Regular ou ParticularInglaterraRichard Blount
1739Igreja MetodistaInglaterraJohn Wesley
1816Igreja AdventistaEUAWillian Miller
1830MórmonsEUAJoseph Smith
1865Exército da SalvaçãoInglaterraWillian Booth
1878Testemunhas de JeováEUACharles T.Russel
1901Igreja PentecostalEUACharles Parham
1903Igreja Presbiteriana IndependenteBrasilOthoniel C. Mota
1909Congregação Cristã no BrasilBrasilLuís Francescon
1910Igreja Assembléia de DeusEUA/BrasilD.Berg/G.Vingren
1918Igreja do Evangelho QuadrangularEUAAimée McPherson
1945Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB)BrasilCarlos D.Costa
1955Cruzada o Brasil para CristoBrasilManoel de Mello
1962Igreja Deus é AmorBrasilDavid Miranda
1977Igreja Universal do Reino de DeusBrasilEdir Macedo
Outros Ramos:
  • Adventistas: Adventistas da Era Vindoura, Adventistas do Sétimo Dia, Adventistas Evangélicos, Cristãos Adventistas, Igreja de Deus, União da Vida e do Advento, etc.
  • Batistas: Batistas Abertos, Batistas das Duas Sementes no Espírito, Batistas das Novas Luzes, Batistas das Velhas Luzes, Batistas do Livre Arbítrio, Batistas do Sétimo Dia, Batistas dos Seis Princípios, Batistas Fechados, Batistas Primitivos, Batistas Reformados, Velhos Batistas, etc.
  • Pentecostais:Cruzada da Nova Vida, Cruzada Nacional de Evangelização, Igreja Cristo Pentecostal da Bíblia, Igreja da Restauração, Igreja Jesus Nazareno, Reavivamento Bíblico, Tabernáculo Evangélico de Jesus (Casa da Bênção), etc.
Como cada uma dessas igrejas defende sua própria doutrina como verdadeira, apesar de se autonomearem como cristãos, excluem-se mutuamente. Contudo, a única Igreja cristã que existe desde a época de Cristo é a Igreja católica. E observando-se que sua doutrina permaneceu imutável nestes 2000 anos, temos que ela é a Igreja de Cristo, apesar das demais possuírem elementos verdadeiros, vestígios de sua ligação comum com a Igreja católica. Uma brincadeira de criança ilustra muito bem nosso ponto de vista: a brincadeira do“quem conta um conto, aumenta um ponto”. Uma pessoa transmite uma mensagem para uma segunda pessoa; entra, então, uma terceira pessoa, que recebe a informação da segunda pessoa, e assim, sucessivamente. Não são necessárias muitas pessoas, pois já na quarta ou quinta pessoa, a informação está completamente distorcida da informação original. O mesmo ocorre no campo religioso: como pode, igrejas sem nenhuma ligação com Jesus proclamar-se detentoras da verdade? E como podem essas igrejas atribuir suas mais diversas doutrinas ao mesmo Espírito Santo, sendo estas completamente contraditórias entre si? Não seria uma blasfêmia dizer que o Espírito Santo está ocasionando divisões entre os cristãos se Jesus Cristo afirmou que haveria um só rebanho e um só pastor? (Jo 10,16)

Além da pergunta: “quem fundou a sua igreja?”, outra pergunta interessante a ser feita aos cristãos não católicos é: “qual seria a sua religião se você nascesse há mil anos atrás?”. Nessa época, havia unidade total entre os cristãos e a resposta seria apenas uma: católica. Ora, se não houve mudanças na doutrina desde a fundação da Igreja, é ilógico e contraditório aceitar atualmente doutrinas que não se alinham com as da Igreja católica!!! Pode-se aceitar ritos e disciplinas diferentes, mas não doutrinas!

Quem dá sustentação e vida à árvore é sua raiz! Uma árvore sem raiz não sobrevive nem se mantém segura de pé! E o que temos na raiz desta grande árvore que é o Cristianismo? Na base (raiz) está a Igreja católica (é fato histórico; observe mais uma vez a tabela acima)! Sua raiz bebe diretamente Daquele que dá e é a água viva (cf. Jo 4,10), Jesus Cristo, o Filho de Deus. E é por isso que ela, ainda nos dias de hoje, tem se demonstrado forte e vigorosa (apesar da sua idade), e assim será até a consumação dos séculos (cf. Mt 28,20b).


NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: Quem fundou a sua Igreja?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4477. Desde 6/8/2007.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cristãos Perseguidos...

Segue a notícia e depois minha "análise".
VATICANO, 10 Nov. 10 (ACI) .- O Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, assinalou que as autoridades do governo do Iraque devem tomar as medidas necessárias para proteger os cristãos, após os atentados perpetrados hoje em Bagdá por extremistas muçulmanos contra cristãos que provocaram a morte de ao menos 3 pessoas e outros 25 feridos.
Depois deste ataque que se soma ao massacre ocorrido no último 31 de outubro na Catedral siro-católica de Bagdá onde os extremistas assassinaram 58 pessoas e deixaram outras 80 feridas, o Cardeal Bertone assinalou que o problema da proteção dos cristãos no Oriente Médio "já foi discutido com as autoridades iraquianas e tomado a séria consideração".
Sobre estes fatos que ratificam as ameaças do Al Qaeda de atentar contra as Igrejas e os cristãos "lá onde estiverem", o Secretário de estado Vaticano disse que "estamos refletindo como já fizera o Sínodo dos Bispos" do Oriente Médio realizado de 10 a 24 de outubro, "sobre este grande problema da perseguição contra cristãos, sobre este sofrimento inexprimível das comunidades cristãs pulverizadas no mundo neste momento, sobre tudo no Iraque, mas pensamos também em outros países como o Paquistão".
O Cardeal também se deu tempo para agradecer aos governos da Itália e da França "que puseram à disposição os meios necessários para transportar e curar os feridos mais graves" vítimas dos ataques.
O Arcebispo siro-católico de Bagdá, Dom Atanase Matti Shaba Matoka, denunciou que "apesar dos pedidos, o governo não faz nada para deter esta onda de violência que nos aflige. Há policiais diante das igrejas, mas hoje são as casas de nossos fiéis as que estão sendo atacadas. Foram feridas famílias cristãs caldéias, católicas, assírias, e de outras confissões no distrito de Doura".
"O terror está tocando as nossas portas. As famílias estão destroçadas. Isto não é vida, dizem. Querem-nos expulsar e estão conseguindo. O país é presa da destruição e do terrorismo. Os cristãos sofrem cada vez mais e que querem abandonar o país. Não temos palavras!", exclamou.
"Pedimos uma pronta intervenção da comunidade internacional" demandou o prelado dizendo que "suplicamos ao Santo Padre e à Igreja universal que venham em nossa ajuda. Hoje só podemos esperar e rezar, confiando nossas vidas nas mãos de Deus. Os cristãos iraquianos dizem entre lágrimas: In manus tuas, Domine", finalizou.
Não é de hoje que os cristãos, principalmente no oriente, são perseguidos, o que de certa forma é glorioso para nós, pois sofrer por Cristo o martírio é motivo de alegria, é a certeza de que estamos no lugar certo, na verdadeira Igreja que é o próprio Cristo! Entretanto, é abominável que grupos terroristas venham a matar cristãos católicos, como tem acontecido no Iraque, sem que as autoridades internacionais tomem uma posição diante de tal barbaridade.

Alguns homens carregam o caixão de um padre que morreu após o atentado em uma igreja católica no centro de Bagdá, no Iraque - Foto: EFE
É revoltante que os "malucos" do Islã tomem essa postura, fazendo exatamente o serviço dos que querem extinguir o cristianismo do mundo. Ora, se o "profeta" escreveu no Al Corão que o povo cristão é o mais amigo do Islã, por que tanto ódio desses "fundamentalistas de satã"?! Acho que eu mesma já respondi... "satã"!!!

Cadê a ONU? Cadê as ONGs dos "Direitos Humanos"? Cadê os chefes de Estado se manifestando a favor da democracia, da liberdade de expressão e religião?! Sabemos que só os covardes começam a guerra mas nela não permanecem...  Tocam fogo e depois se escondem. Sim, os EUA, Israel e amiguinhos da tal "organização de governo mundial" lavam as mãos quando a minoria cristã paga pelos atos de nações mesquinhas (protestantes e judeus)! Procurar culpados nesse momento não resolve, mas é bom que cada qual seja apontado pelo o que é e pelo o que faz.
A Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) vê bem de perto essa realidade dos cristãos perseguidos por todo o mundo, e nos faz perceber o quanto precisamos ajudar a esses nossos irmãos cristãos com orações e ajuda material também. Muitos muçulmanos querem a extinção de todos os cristãos, e para tanto incentivam seus homens a se casarem com mulheres cristãs, assim elas são automaticamente convertidas ao islamismo e seus filhos tem a religião do pai... Não é por acaso que é a religião que mais cresce no mundo... Ainda mais porque em países pobres, os que se convertem ao islamismo recebem ajuda financeira (patrocínio do petróleo dos ricos países muçulmanos), enquanto que os cristãos são marginalizados, humilhados e assassinados. Há países como o Paquistão, por exemplo, que vigora a "lei anti-blasfêmia", em que qualquer cristão que for acusado de blasfemar contra o Islã, sem ser necessário testemunha para tal, pode ser condenado à morte. Muitas barbaridades como esta acontecem no mundo. No entanto, a grande mídia não dá enfase porque não é do interesse dela, afinal esses fanáticos muçulmanos estão fazendo o que muitos servidores do anti-cristo querem, destruir o cristianismo.

Conversando com muitas pessoas vejo a revolta, o mal sofrido querendo pagar com o mesmo mal... Mas somos cristãos e Jesus nos ensinou a dar a outra face (e isso nada tem a ver com mazoquismo, rs!) porque confiamos que a nossa justiça é o Senhor. Parafraseando o Pe. Paulo Ricardo, aprendemos que não se mata pela fé, mas que se morre por ela! Nossa arma mais eficaz nesse momento é o rosário, a oração com o coração contrito e suplicante à Misericórdia divina!

É, parece que o tempo da tribulação há tempos já se faz presente, e para o nosso consolo, também o tempo da Misericórdia, tempo em que o sangue dos inocentes mártires é derramado para dar mais frutos à Igreja de Cristo, para ser sinal para o mundo de que Cristo vive e tem um povo fiel, e que Ele voltará para julgar este mundo que nada faz para defender os menores, os mais fracos, mas que pelo contrário, só oprime e mata...

Mas me alegra o coração saber que mesmo com toda essa cultura de morte propagada no mundo, ainda hajam cristãos dispostos a dar a vida por Cristo e por seu Evangelho, obedecendo o que Ele mesmo ordenou "Ide e evangelizai a todos os povos..."!

Em momentos assim, me uno a dor dessas famílias que morrem por sua fé, mas me sinto impotente e, de certa forma, covarde por não pegar minha bíblia, meu terço e também minha espada... Observando esses bravos cristãos que saem pelo mundo em missão, passando pelas mais adversas situações de humilhação e injustiça, me pergunto o que eu, o que nós fazemos de fato para evangelizar o mundo? Aqui no Brasil ainda podemos circular e falar livremente... ainda podemos! E o que fazemos?! Muitas vezes só criticamos quem dá a cara pra bater e evangeliza com todo amor e dedicação à Cristo... Se fossem críticas construtivas pelo menos... Mas o que mais vejo é a crítica egoísta e com um fundo de inveja pela inércia em que a maioria de nós encalhou! Criticamos e muitas vezes também matamos, não o corpo, mas a alma de muitos irmãos por questões tão pequenas perto do todo... Questões que não ajudam em nada a missão da Igreja, mas só a divide em pequenos grupos que se acham, cada um, a cereja do bolo, mas que nada fazem para se unir ao martírio de Cristo em Sua paixão e de fato evangelizar, levar consolo e amor às almas miseráveis e sedentas de Deus!

"A começar por mim, quebra coração... para que sejamos todos um, como Tu és em nós!"

Ésse é o refrão de uma música que aprendi na catequese há muitos anos, e me sinto devedora a Deus por muitas vezes não contribuir para a unidade da Igreja, mas ao contrário, dilacerar o santo Corpo de Jesus com atitudes e posturas que só levam à divisão...
A Igreja tem necessidade de cristãos que pratiquem a caridade e a evangelização do mundo. Nós podemos fazer a parte que nos cabe começando pelas nossas famílias, pasando pelos nossos amigos próximos até passar pelas fronteiras das nações.

Que a Santíssima Virgem e os Santos Mártires roguem por nós!