domingo, 7 de outubro de 2012

Nossa Senhora do Rosário

Na terra recordamos teu gozo e tua dor,
ó Mãe, que contemplamos em glória e resplendor.

Ave, quando concebes, visitas, dás à luz,
e levas e recebes no templo o teu Jesus.

Ave, pela agonia, flagelo, espinho e cruz:
a dor da profecia à glória te conduz. 

 
Ave, sobre o teu Filho, o Espírito nos vem;
deixando o nosso exílio, ao céu sobes também.

Cento e cinqüenta rosas, nações, vinde colher;
coroas luminosas à Virgem Mãe tecer.

Louvor ao Pai e ao Filho e ao Espírito também;
dos três, divino auxílio ao nosso encontro vem.

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em 1571, quando se celebrava o aniversário da batalha naval de Lepanto. Segundo consta, os cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o rosário. A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. O Venerável Beda sugerira aos irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem de grãos enfiados em um barbante na recitação dos pai-nossos e ave-marias. Segundo a lenda, em 1328 Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Rosário significa coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora. Os promotores e divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos. Somos hoje, portanto, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo Jesus, associando-nos como Maria Santíssima à encarnação, paixão e gloriosa ressurreição do Filho de Deus.

Diz o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae": "O Rosário, de facto, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica,da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor."
 


Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores.
Agora e na hora da nossa morte.
Amém.









Fonte:
Liturgia das Horas
Evangelho Quotidiano

Mexeu com a Igreja Católica, mexeu com Jesus Cristo!!!


Muita gente se perguntando "como pode Russomano ter perdido as eleições? Ele que ganharia no 1º turno... O que será que aconteceu???"

A cerca da cara de pau de alguns membros/líderes de seitas neopentecostais que insistem, levianamente, em atacar a Santa Igreja de Cristo, segue Notas e Esclarecimentos oficiais.




Segue nota do cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo:

Muito nos entristeceu, no contexto da propaganda eleitoral partidária, ver a Igreja Católica Apostólica Romana atacada e injuriada, de maneira injustificada e gratuita, justamente num artigo do chefe da campanha de um candidato à Prefeitura de São Paulo. Coisas ali ditas sobre a Igreja Católica são difamatórias e beiram ao absurdo, merecendo todo o repúdio. Não foram ofendidos e desprezados apenas os fiéis católicos da Arquidiocese de São Paulo, mas de toda a Igreja Católica no Brasil, uma vez que o autor do infeliz escrito também é chefe nacional do partido que representa.
 
Semelhantes ataques são inaceitáveis e a Arquidiocese de São Paulo não podia deixar de se manifestar, como fez com uma Nota de Repúdio, através de sua Assessoria de imprensa, durante a semana que passou. A Arquidiocese não aceita a afirmação de que o fato foi trazido à tona por ela mesma, ou por um “falso blogueiro”, uma vez que nem o próprio autor negou a autoria do escrito, que se encontra atualmente no seu blog, e também nos “sites” relacionados com o mesmo partido. Portanto, o artigo já estava sendo usado na campanha eleitoral, antes da manifestação da Arquidiocese.
 
Também é inaceitável que na campanha eleitoral se fomente um clima de intranquilidade entre os cristãos das diversas comunidades e denominações, que convivem na cidade de São Paulo. Temos muito em comum na nossa fé e somos todos cidadãos desta cidade imensa, onde nossa atuação e testemunho comum de fé têm muito a contribuir para o bem da cidade, especialmente no serviço à justiça social, à verdade, à dignidade humana e na solidariedade para com os que mais sofrem e mais precisam das atenções do Poder Público municipal.
 
Reiteramos nossa orientação para que os fiéis católicos votem de maneira consciente, livre e responsável, e de acordo com os princípios e valores que orientam suas próprias vidas e da fé que abraçam, contribuindo para que nossa cidade seja governada por Autoridades dignas e atentas à promoção do bem da cidade, mais que aos interesses de parte, e capazes de promover a solidariedade e a paz entre todos os habitantes desta Metrópole.

SÃO PAULO, 16. 09. 2012
Cardeal D.Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo



Em nota divulgada no dia 12/09/2012, a Arquidiocese de São Paulo repudia o texto difamatório escrito pelo "pastor" da IURD Marcos Pereira, e publicado no blog que possui no portal “r7.com”. Marcos Pereira também é presidente do PRB e coordenador da campanha de Celso Russomano, candidato a prefeitura de São Paulo.

CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO
O “Pastor” Marcos Pereira, presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), do candidato à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomano, partido que é manifestadamente ligado à Igreja Universal, publicou no seu Blog, em um site vinculado ao portal da Record, uma série de ataques à Igreja Católica ( postagem, publicada em maio de 2011 e mantida até hoje “Qual o futuro da educação no Brasil?” – R7). Numa clara demonstração de destempero, ele atribui à Igreja o tal "kit gay" do governo e se coloca totalmente contra o ensino religioso nas escolas, esquecendo-se que o “Acordo Brasil-Santa Sé” poderá ser interpretado a favor de todas as religiões. E não se impõe a ninguém, sendo a matrícula de livre escolha.
Qual seria o motivo para ataques tão gratuitos, infundados e ridículos à Igreja Católica em tempo de Campanha Eleitoral? Lamentavelmente, se já fomentam discórdia, ataques e ofensas, sem o Poder, o que esperar, se o conquistarem, mesmo parcialmente, pelo voto? É pra pensar!
Levou tempo e custou caro o retorno do Brasil à normalidade democrática. Vidas foram ceifadas até que os direitos mais elementares negados pelo regime militar fossem novamente respeitados.
Entre esses direitos, a reconquista do direito de expressão, de manifestação do pensamento, foi o mais festejado. Por isso mesmo, esse direito figura hoje entre os que mais são proclamados e defendidos. Até mesmo quando se ouvem ou se lêem posicionamentos ridículos, confusos, desrespeitosos e sem fundamento algum, como os de Marcos Pereira.
Ele se pavoneia gritando um currículo invejável, como se isso lhe desse o direito de falar inverdades, para não dizer bobagens.
Deliciem-se os que gostam de perder tempo com as elucubrações fantasiosas de Marcos Pereira. Atribuir o malfadado “Kit Gay” e os males da educação no Brasil à Igreja Católica não faz nenhum sentido e cheira a intolerância religiosa, que nunca foi e nem deverá ser alimentada ou incentivada. Atribuir esses males à influência do Vaticano é um disparate tão grotesco que, sendo verdade o tão propalado currículo, o dono dele deve ter passado por um devaneio.
No seu destempero, Marcos Pereira vai mais longe, criticando o ensino religioso nas escolas, embora se afirme “Pastor”. Ele se bate contra a ditadura das minorias e nega o direito da maioria católica, que paga impostos e quer uma educação integral para seus filhos, educação intelectual, moral e religiosa. Queira ou não o nobre “jurista”, os católicos ainda somam mais de 60% da população brasileira (dados do IBGE 2010).
Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de São Paulo


Após a repercussão política que essa nota teve, a Arquidiocese se manifestou novamente, explicando o seguinte:

"Prezados,

Sobre cobertura da mídia em relação à Nota de Repúdio da Arquidiocese de São Paulo contra texto publicado no blog de Marcos Pereira; mediante os comentários de Marcos Pereira e Russomano sobre o episódio; e após conversa com o Senhor Cardeal Dom Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, eu, Rafael Alberto, Secretário de Comunicação desta Arquidiocese, esclareço o que segue:

- Não se trata de o candidato ser católico ou evangélico; a Igreja Católica não apoia e nem deseja que se instaure um clima de disputa religiosa na campanha eleitoral pela Prefeitura de São Paulo. Tanto assim que convocou um Colóquio com os principais candidatos cujo único objetivo é debater e refletir, com eles e padres e religiosos, sobre questões e temas de interesse para a cidade de São Paulo;
- A Nota de Repúdio é uma resposta pontual à ofensa que o senhor Marcos Pereira fez à Igreja Católica Apostólica Romana. Apesar de ter sido publicada pelo senhor Pereira há pouco mais de um ano, a manifestação continua postada em seu blog e em outros ligados à Igreja Universal (como no blog do próprio Edir Macedo). Não se trata, portanto, de uma palavra ou opinião do passado. Ela continua publicada e válida para quem quiser ler;
- Ainda que a opinião tenha sido do passado, o senhor Pereira não tinha o direito de ofender a Igreja Católica da maneira que o fez. O direito à liberdade de expressão pressupõe o mínimo de respeito;
- A Igreja Católica não trouxe a questão para o contexto eleitoral. A questão é que, como já afirmamos, o texto continua postado no blog do pastor Marcos Pereira, que continua presidente do partido do candidato Russomano, o PRB. Além disso, Pereira continua uma das principais lideranças da campanha de Russomano para a Prefeitura de São Paulo. Tudo isso é que traz a questão para o contexto eleitoral, e não a reação, justa, da Igreja Católica a uma ofensa tão grave.
- A Arquidiocese de São Paulo não pode influenciar a decisão dos candidatos em participar ou não do colóquio proposto para o dia 20 de setembro próximo. Apenas reitera que o colóquio não tem qualquer cunho partidário e que seu principal objetivo é, pela importância que a Igreja Católica tem na atuação (sobretudo no âmbito de atendimento social do município) junto à sociedade, fazer com que os candidatos, sem ataques pessoais, reflitam e discutam temas importantes para a gestão da cidade de São Paulo.
Além disso, o colóquio está sendo levado com o máximo de respeito a todos os candidatos, cujas assessorias participaram da formalização das regras do evento. Portanto, esperamos que todos os cinco candidatos convidados respondam positivamente a esta possibilidade de contribuir, com qualidade de conteúdo, no processo da disputa eleitoral.

Sendo o que me cabe esclarecer,
Atenciosamente

Rafael Alberto
Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo"


E o resultado de tudo isso: Russomano teve uma queda livre! Não conseguiu nem ir para o 2º turno, nem com esses dois candidatos mais ou menos (bem menos que mais!).

O povo católico (que ainda é maioria) é lento, mas otário não!!

Mexeu com a Igreja Católica, mexeu com Jesus Cristo!!!


Fontes:

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SÃO FRANCISCO DE ASSIS: PAX ET BONUM!

No céu Francisco fulgura, cheio de glória e de luz, 
trazendo em seu corpo as chagas, sinais de Cristo e da Cruz. 

Seguindo o Cristo na terra, pobre de Cristo se faz, 
na cruz com Cristo pregado, torna-se arauto da paz. 

Pelo martírio ansiando, tomou a cruz do Senhor: 
do que beijou no leproso contempla agora o esplendor. 


Despindo as vestes na praça, seu pai na terra esqueceu; 
reza melhor o Pai-nosso, junta tesouros no céu. 

Tendo de Cristo a pureza, mais do que o sol reluzia, 
e, como o sol à irmã lua, Clara em seu rastro atraía. 

Ao Pai e ao Espírito glória e ao que nasceu em Belém. 
Deus trino a todos conceda os dons da cruz: Paz e Bem.


São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruínas".

Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egito  redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.


Oração
Ó Deus, que fizestes São Francisco de Assis assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Fonte:
Evangelho Quotidiano
Liturgia das Horas

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Santo Anjo da Guarda, cuida de mim!


Aos anjos cantemos, que guardem a todos,
que aos homens, tão frágeis, Deus Pai quis juntar;
e assim assistidos, na terra lutando,
no rude combate não venham tombar.

Pois eis que um dos anjos, roído de orgulho,
os planos divinos não quis aceitar:
e aos homens, chamados à pátria celeste,
na mesma revolta deseja arrastar.



Ó Anjo da Guarda, vem logo assistir-nos, 
cumprir, vigilante, tão grande missão: 
afasta da terra pecados, doenças, 
conserva nos lares a paz e a união! 

Louvor seja dado ao Deus uno e trino, 
à suma Trindade, por mando de quem 
os anjos governam, dirigem o mundo, 
e à pátria onde vivem nos levam também. 


Os Anjos são antes de tudo os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz interior da palavra. São também guardiões das almas dos homens, sugerindo-lhes as diretivas Divinas; invisíveis testemunhas dos seus pensamentos mais escondidos e das suas ações boas ou más, claras ou ocultas, assistem os homens para o bem e para a salvação. São Grégorio Magno diz, que quase cada página da Revelação escrita, atesta a existência dos Anjos. No Novo Testamento aparecem no Evangelho da infância, na narração das tentações do deserto e da consolação de Cristo no Getsemani. São testemunhas da Ressurreição, assistem a Igreja que nasce, ajudam os Apóstolos e transmitem a vontade Divina. Os Anjos preparam o juízo final e executarão a sentença, separando os bons dos maus e formarão uma coroa ao Cristo triunfante. Eles os Anjos,são mencionados mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Além de todas essas referências bíblicas, que por si só justificam o culto especial que os cristãos reservam aos anjos desde os primeiros tempos, é a natureza destes "espíritos puros" que estimula nossa admiração e nossa devoção.


Dizia Bozzuet : "Os Anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos." Fundamentando a verdade de fé, a Igreja nos diz que cada cristão, desde o momento do batismo  é confiado ao seu próprio Anjo, que tem a incumbência de guardá-lo, guiá-lo no caminho do bem, inspirando bons sentimentos, proporcionando a livre escolha que tem como meta Deus, Supremo Bem. 

A liturgia do dia 29 de setembro, que celebramos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, lembra ao mesmo tempo todos os coros angélicos: os Anjos, os arcanjos, os Tronos, as Dominações que adoram, as Potestades que tremem de respeito diante da Majestade Divina, os céus, as virtudes, os bem-aventurados serafins e os querubins.

O Inicio da celebração da festa distinta para os Santos Anjos da Guarda, comemorada dia 02 de Outubro, começou desde o século XVI, universalizada pelo Papa Paulo V, depois que em 1508 Leão X aprovou o novo Ofício composto pelo franciscano João Colombi.


Santo Anjo do Senhor, 
Meu zeloso guardador, 
se a ti me confiou a piedade Divina, 
sempre me rege, me guarda, 
me governa e me ilumina. 
Amém!


Fonte:

sábado, 15 de setembro de 2012

O Sofrimento dos inocentes

Sinfonia Catequética composta por Kiko Arguello.

Uma composição musical, celebrativa e catequética, sobre as vítimas inocentes, e em especial sobre o sofrimento "inocente" da Mãe de Deus, através da leitura do profeta Ezequiel e do Evangelho de São Lucas.




III Movimento: Espada



A obra foi apresentada diante de 3.000 pessoas em Nova Iorque, a maioria judeus, incluindo 30 rabinos e cerca de doze bispos e autoridades civis. No público, além disso, tinha a presença de muitos sobreviventes do Holocausto e dos seus familiares, já que essa obra também homenageia os inocentes da shoah (holocausto judeu).


Nossa Senhora das Dores, ora pro nobis!

Fonte: 
Gloria TV
Caminho Neocatecumenal

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Santa Cruz

"À luz da festa de hoje e tendo em vista uma aplicação frutuosa da Exortação, convido todos a que não tenham medo, permaneçam na verdade e a cultivem na pureza da fé. Esta é a linguagem da Cruz gloriosa. 


Esta é a loucura da Cruz: a de saber converter os nossos sofrimentos em grito de amor a Deus e de misericórdia para com o próximo;?e a de saber também transformar, seres atacados e feridos na sua fé e identidade, em vasos de barro prontos a serem cumulados pela abundância dos dons divinos mais preciosos que o ouro." (Papa Bento XVI)

por São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol 
Escritos espirituais 03/04/38 

Como exprimir o que a minha alma sentiu quando, da boca dum santo prelado, ouviu o que é já a minha loucura, o que me torna absolutamente feliz no meu exílio: o amor da cruz! [...] Que bom seria ter a verve do rei David para poder exprimir as maravilhas do amor à cruz! [...]

A cruz de Cristo! Que mais posso dizer? Não sei orar, não sei o que é ser bom, não tenho espírito religioso, pois estou cheio do mundo. Só sei uma coisa, uma coisa que enche a minha alma de alegria, apesar de me ver tão pobre de virtudes e tão rico em misérias; sei apenas que tenho um tesouro que não trocaria por nada nem por ninguém: a minha cruz, a cruz de Jesus, essa cruz que é o meu único repouso. Como explicar isto? Quem não experimentou, não pode sequer suspeitar do que se trata.

Ah, se todos os homens amassem a cruz de Cristo! Se o mundo soubesse o que é abraçar plenamente, verdadeiramente, sem reservas, em loucura de amor, a cruz de Cristo! [...] Tanto tempo perdido em conversas, devoções e exercícios que são santos e bons, mas que não são a cruz de Jesus, não são o que há de melhor. [...]

Pobre homem que não prestas para nada, que não serves para nada [...], que arrastas a tua vida, seguindo como podes as austeridades da regra, contentando-te em esconder no silêncio os teus ardores: ama até à loucura o que o mundo despreza por não conhecer, adora em silêncio essa cruz, que é o teu tesouro, sem que ninguém se aperceba. Medita em silêncio diante dela nas grandezas de Deus, nas maravilhas de Maria, nas misérias do homem. [...] Prossegue a tua vida sempre em silêncio, amando, adorando e unindo-te à cruz. Que queres mais? Saboreia a cruz, como disse hoje de manhã o senhor bispo. Saborear a cruz! 



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Martírio de São João Batista

Predecessor fiel da graça, bondoso anjo da verdade,
clarão de Cristo, ele anuncia a Luz da eterna claridade.

Das profecias o precônio que ele cantara, austero e forte,
com vida e atos confirmou pelo sinal da santa morte.


Quem para o mundo ia nascer ele precede, ao vir primeiro,
mostrando Aquele que viria dar o batismo verdadeiro.

E cuja morte inocente, que a vida ao mundo conquistou,
fora predita pelo sangue que João Batista derramou.

Ó Pai clemente, concedei-nos seguir os passos de São João,
para fruirmos para sempre o dom de Cristo, em profusão.


A festa do martírio de São João Batista está ligada à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Jesus. O próprio Jesus apresenta-nos João Batista:

Ao partirem eles, começou Jesus a falar a respeito de João às multidões: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas finas vivem nos palácios dos reis. Então, que fostes ver? Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e mais do que um profeta. É dele que está escrito: " eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti. Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João, o Batista, e, no entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele ..." (Mateus 11:2-11).

O martírio de João Batista liga-se à denúncia profética das injustiças cometidas pelos poderosos, inclusive o luxo da corte, cujo desfecho fatal é a morte do inocente e a opressão dos marginalizados.



CATEQUESE
Praça da Liberdade - Castel Gandolfo
29 de agosto de 2012

Queridos irmãos e irmãs,

Na última quarta-feira de agosto recordamos a memória litúrgica do martírio de São João Batista, o precursor de Jesus. No calendário romano, ele é o único santo que comemoramos tanto o nascimento, 24 de junho, quanto a morte, ocorrida por meio do martírio. Recordamos hoje a memória voltada à dedicação de uma cripta de Sebaste na Samaria onde, em meados do século IV, já se venerava sua cabeça. O culto se espalhou por Jerusalém, nas Igrejas do Oriente e em Roma, com o título: Decapitação de São João Batista. O Martirológio Romano faz referência a uma segunda descoberta da relíquia preciosa, transportada, para a ocasião, à Igreja de S. Silvestre em Campo Marzio, em Roma.

Essas pequenas referências históricas nos ajudam a entender quão antiga e profunda é a veneração de João Batista. Os Evangelhos destacam muito bem o seu papel em relação a Jesus. Em particular, São Lucas narra seu nascimento, a vida no deserto, a pregação e São Marcos narra sua morte trágica no Evangelho de hoje. João Batista inicia sua pregação sob o imperador Tibério, no ano 27-28, e o convite dirigido às pessoas que se reuniam para ouvi-lo é o de preparar o caminho para acolher o Senhor, para endireitar as veredas tortuosas da própria vida através de uma conversão
radical de coração (cf. Lc 3, 4). Mas João Batista não se limita a pregar o arrependimento, mas a reconhecer Jesus como o "Cordeiro de Deus" que veio tirar o pecado do mundo (Jo 1,29). Tem em si a profunda humildade de mostrar Jesus como o verdadeiro Mensageiro de Deus, colocando-se à parte para que Cristo possa crescer, ser escutado e seguido. Como último ato, João Batista testemunha com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem hesitar ou retroceder, cumprindo até o final sua missão. São Beda, monge do século IX, diz de João Batista em sua  homilia: Para [Cristo] deu a sua vida, ainda que não tenha sido obrigado a negar Jesus Cristo, foi condenado apenas para calar a verdade (cf. Om 23..: CCL 122, 354). Mas calou a verdade, morreu por Cristo, que é a Verdade. Exatamente por amor à verdade, não cedeu a seus valores e não teve medo de dirigir palavras fortes àqueles que tinham se perdido no caminho de Deus.

Nós vemos esta grande figura, esta força na morte, na resistência contra os poderosos. Nos perguntamos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão reta, coerente, gasta tão completamente por Deus a preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda sua existência. João é o dom divino por muito tempo pedido por seus pais, Zacarias e Isabel (cf. Lc 1,13), um grande presente, humanamente inesperável, porque ambos eram avançados em idade e Isabel era estéril (cf. Lc 1,7), mas nada é impossível para Deus (cf. Lucas 1:36). O anúncio do nascimento ocorre exatamente num lugar de oração, o templo de Jerusalém, quando toca a Zacarias o grande privilégio de entrar no lugar mais sagrado do templo para fazer a oferta do incenso ao Senhor (cf. Lc 1, 8-20). O nascimento de João Batista também foi marcado pela oração: o cântico de alegria, de louvor e de gratidão que Zacarias eleva ao Senhor e que recitamos todas as manhãs nas Laudes, o "Benedictus", exalta a ação de Deus na história e indica profeticamente a missão de seu filho João, preceder o Filho de Deus feito carne, a fim de preparar seu caminho (cf. Lc 1,67-79). Toda a existência do Precursor de Jesus é alimentada por um relacionamento com Deus, especialmente o tempo vivido no deserto (cf. Lc 1,80) regiões desérticas que são locais de tentação, mas também lugar onde o homem sente a própria pobreza por estar privado de recursos e seguranças materiais e então compreende que o único ponto de referência seguro é o próprio Deus. Mas João Batista não é apenas um homem de oração, de contato constante com Deus, mas também um guia para este relacionamento. O evangelista Lucas, recordando a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, o "Pai Nosso", observa que o pedido é feito pelos discípulos com estas palavras: "Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou os seus discípulos" (cf. Lc 11, 1). 
Queridos irmãos e irmãs, celebrar o martírio de São João Batista lembra também a nós, cristãos do nosso tempo, que não podemos nos esquivar do compromisso com o amor de Cristo, sua Palavra, a Verdade. Verdade é verdade, não pode ser negociada. A vida cristã exige, por assim dizer, o "martírio" da fidelidade diária ao Evangelho, que é a coragem de deixar que Cristo cresça em nós, direcione o nosso pensamento e nossas ações. Mas isso só pode acontecer em nossas vidas se for sólido o nosso relacionamento com Deus. Oração não é tempo perdido, não é tirar o tempo das nossas atividades, incluindo as apostólicas, é exatamente o contrário: só se formos capazes de ter uma fiel vida de oração, constante, confiante, será o próprio Deus a nos dar força e capacidade para viver de modo feliz e sereno, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem. São João Batista interceda por nós, para que possamos manter sempre a primazia de Deus em nossa vida. Obrigado.





Oração 


Ó Deus, quisestes que São João Batista fosse o precursor do nascimento e da morte do vosso Filho; como ele tombou na luta pela justiça e a verdade, fazei-nos também lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Fonte: