terça-feira, 19 de março de 2013

Santa Missa de início do ministério petrino do Papa Francisco

Tu es Petrus!
O Papa Francisco desceu à cripta da Basílica de São Pedro para rezar junto com os patriarcas e os arcebispos maiores das igrejas católicas orientais antes de dar início à Santa Missa. O novo pontífice se ajoelhou perante o túmulo de São Pedro e orou por alguns minutos, antes de incensá-lo. Dois diáconos levaram ao Papa o pálio e o anel do Pescador, símbolos do poder pontifício. Após a oração, o papa, os patriarcas e arcebispos maiores das igrejas orientais e os cardeais saíram em procissão até o altar da Praça de São Pedro.


Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (estola decorada com as cruzes do martírio); o cardeal protopresbítero Godfried Danneels, fez uma oração, e o cardeal decano Angelo Sodano entregou ao Pontífice o Anel do Pescador. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao Papa.



O pálio é uma estola confeccionada com lã de cordeiro que simboliza o pastor que cuida das suas ovelhas. Ele mede 2,60 metros de comprimento e 11 centímetros de largura. Sobre o pálio foram colocadas cinco cruzes vermelhas, que lembram as cinco chagas de Cristo, com alfinetes, simbolizando os cravos da cruz. Por fim, o tecido tem detalhes negros, lembrando a pata do cordeiro. 


O anel do Pescador, em prata dourada, leva uma imagem de Pedro com as chaves e jogando as redes para pescar. Francisco o usará até sua morte ou renúncia, quando o camerlengo irá retirá-lo antes de amassar ou anular a fim de que ninguém possa usá-lo e também para simbolizar o final do pontificado.

Depois aconteceu o rito da obediência. Seis cardeais - dois da ordem dos bispos, dois da dos presbíteros e dois da dos diáconos, em nome dos 207 que formam o Colégio Cardinalício, juraram obediência ao novo papa. Trata-se dos purpurados Giovanni Battista Re e Tarcisio Bertone, pela ordem dos bispos; Joachim Meisner e Ricardo Vidal, pela dos presbíteros; e Renato Martino e Francesco Marchisano, pela dos diáconos. 

A Missa, no dia de São José, padroeiro da Igreja, é oficiada pelo Papa Francisco e concelebrada por todos os cardeais. As leituras foram feitas em inglês e espanhol, e o Evangelho em grego. O Papa fez a a homilia em italiano. A comunhão foi distribuída por 500 sacerdotes e ao final da cerimônia, foi cantado o Te Deum em ação de graças. 

Todos os cardeais, patriarcas e arcebispos maiores das Igrejas orientais católicas; o secretário do Conclave, Dom Lorenzo Baldisseri, e os padres Fr. Jose' Rodriguez Carballo e Alfonso Nicolas SJ, respectivamente presidente e vice-presidente da União dos Superiores Gerais, concelebraram com Francisco a sua primeira Missa como Papa. 

Procissão pela praça 

Antes da celebração, o papa Francisco chegou à Praça de São Pedro no papamóvel descoberto para percorrer o local e saudar os fiéis. Milhares lotaram a praça e as ruas adjacentes para assistir à Missa. 

O papa chegou à praça por volta das 8h45 locais (4h45 de Brasília) e percorreu o local no papamóvel.  Assistiram à cerimônia delegações de 132 países e líderes religiosos de todo o mundo. Entre os mandatários presentes no Vaticano estava a presidente (comunista e anti-valores cristãos) Dilma Rousseff. 

Entre os líderes religiosos esteve presente o Patriarca ecumênico da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, Bartolomeu, o que acontece pela primeira vez desde o cisma que separou católicos e ortodoxos em 1054. Da Igreja Ortodoxa também participaram o Metropolita Hilarion da Igreja Russa, os metropolitas João de Pérgamo, Tarasios de Buenos Aires, Emmanuel Adamakis do Patriarcado Ecumênico, Amfilohije da Igreja Sérvia, João Korchinsky da Igreja Albânia e o Metropolita Gennadios Zervos da Itália e Malta. Também marcaram presença representantes da Comunhão Anglicana, da Federação Luterana Mundial, da Aliança Mundial Evangélica e ainda de representantes de outros credos. 


Fontes:


segunda-feira, 18 de março de 2013

O brasão e o lema do Papa Francisco


Papa Francisco mantém o brasão e o lema de arcebispo, evocando a centralidade de Cristo, juntamente com a Virgem Maria e São José!



Foram hoje apresentados o brasão e o lema do Papa Francisco, para o seu pontificado, que mantêm os símbolos que usou enquanto cardeal e arcebispo de Buenos Aires. “No essencial, o Papa Francisco decidiu manter o seu brasão anterior, escolhido desde a sua consagração episcopal e caracterizado por uma linearidade simples”, refere um comunicado da Santa Sé, divulgado pelo Padre Lombardi, em encontro com os jornalistas.

O brasão contém um escudo azul coberto pelos símbolos da dignidade pontifícia (mitra entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho), com o monograma com as letras do nome de Jesus em latim (IHS), monograma proposto por São Bernardino de Sena (séc. XV) e adotado por Santo Inácio de Loyola (séc. XVI) como emblema da Companhia de Jesus. Por baixo, no brasão de Papa Francisco, uma estrela de oito pontas significando as oito bem-aventuranças e uma flor de nardo, simbolizando, respetivamente, Nossa Senhora e São José (patrono da Igreja, neste caso representado de acordo com a iconografia hispânica).

O lema, “miserando atque eligendo”, evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”. A expressão é retirada de uma homilia de São Beda, o Venerável (séculos VII-VIII), e corresponde a “uma homenagem à misericórdia divina”. Este lema e “programa de vida” evoca um episódio da vida do Papa argentino, que na festa de São Mateus, em 1953, “experimentou, com 17 anos de idade, de um modo muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida”. “A seguir a uma confissão, sentiu o seu coração ser tocado e percebeu a descida da misericórdia de Deus, que com olhar de terno amor o chamava à vida religiosa, no exemplo de Santo Inácio de Loiola”.

Tradicionalmente, o brasão do Papa é encimado pela tiara Papal, utilizada para coroar os papas até Paulo VI, mas Bento XVI substituiu-o por uma simples tiara de bispo. As armas de Francisco mantêm a mitra. 



Fonte:

domingo, 17 de março de 2013

Chega de sedevacantismo! Habemus Papam!!!

Aqui no blog, dificilmente dou minhas opiniões, embora tenha muitas. Ocorre que não tenho muito tempo para elaborá-las no "papel". Mas como estou engasgada com tantas injúrias e difamações gratuitas que tenho lido por parte de católicos frouxos, católicos xiitas e anti-católicos contra o já amado meu, S. S. Papa Francisco... vamos lá!


Vou começar citando o Evangelho deste 5º Domingo da Quaresma: Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra (Jo 8)! E quero lembrar aqui o próximo domingo, o de Ramos. Lembram-se como Jesus entrou em Jerusalém? Montado num jumentinho (Mt 21). Desde quando recusar pompas & circunstâncias (herdadas de reis misturados a Santa Igreja em tempos distantes) é errado?! Cada um com seu cada qual, oras. 

A riqueza, desde que bem compartilhada, não é pecado. Mas é muito melhor a pobreza, já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo... É mais fácil um camelo passar pela agulha, que um rico entrar no céu (Mt 19). Então vamos parando de levantar as pedras porque isso é pura inveja! Só pode ser!!! Inveja descabida da humildade e simplicidade de um homem ESCOLHIDO PELO ESPÍRITO SANTO para pastorear as ovelhas de Cristo Nosso Senhor!

Antes me irritavam os protestantes acéfalos, mas agora me irritam os modernistas (TLs & rad-trads). Os primeiros usam das palavras do Papa Francisco, que são puramente evangélicas, para afirmar que ele é de esquerda. Os últimos usam das mesmas palavras evangélicas para acusarem o simples e humilde Papa Francisco de ser da esquerda. Afffffffff!!! Qual o problema em se ter o mesmo carisma de São Francisco de Assis, a predileção pelos pobres? Haja muuuita santa paciência!

Já leram o perfil que a Carta (comunista) Capital traçou de S.S. Papa Francisco? 

É um latino-americano de direita – A história segundo a qual Bergoglio delatou e entregou dois companheiros jesuítas à tortura pode ser ou não um mal-entendido, apesar de pelo menos um dos torturados ter morrido, anos depois, convencido da traição do seu superior. Mas é inegável que não criticava a ditadura, sorria ao lado dos ditadores de turno, não ouvia os dissidentes, EXPURGOU QUALQUER TRAÇO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO ENTRE OS JESUÍTAS ARGENTINOS (antes fortemente progressistas) e desencorajou famílias que tentavam recuperar bebês roubados pelos militares. Nisso, acompanhou a Conferência Episcopal, cujos representantes esclareceram à Junta Militar em setembro de 1976: “nós bispos, sabemos que um fracasso (do governo) levaria com muita probabilidade ao marxismo e por isso acompanhamos o atual processo de reorganização do país, encabeçado e organizado pelas Forças Armadas, com compreensão, adesão e aceitação”.
Escreveu Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz: “não considero Jorge Bergoglio cúmplice da ditadura, mas creio que lhe faltou coragem para acompanhar nossa luta pelos direitos humanos”. Quando a Argentina, muito depois, veio a ter um governo de centro-esquerda, o arcebispo tornou-se um opositor ferrenho. Se a escolha de um latino-americano sinaliza interesse especial da Igreja pela América Latina, é no mesmo sentido que a escolha de Karol Wojtyla sinalizou interesse pelo então bloco soviético e com a mesma preocupação, pois hoje este continente concentra as mais dinâmicas experiências de esquerda e de contestação ao imperialismo. Que ninguém se iluda com suas ocasionais críticas ao neoliberalismo, que João Paulo II também fazia: não se trata de progressismo, mas do corporativismo católico conservador de Leão XIII, que fundamentou regimes como os de Francisco Franco e Antonio Salazar.

Bem, se isso é ser favorável à Teologia da Libertação... acho que todos o somos, inclusive e principalmente os quase cismáticos da FSSPX! Hahaha

Aí vão falar acerca da liturgia. Minha gente!!! A Igreja não se resume à liturgia, embora saibamos que é muito importante, ela é muito mais que isso. Certa vez, um bispo muito sábio e fiel a Igreja esclareceu-me sobre os ritos que "sejam ritos, isto é, algo que não pode ser inventado, recriado, mas recebido como um modo legítimo e normativo de rezar, dado pela Igreja. Toda família litúrgica tem virtudes e lacunas..." e o que celebramos é o "mistério Pascal de Cristo em sua inteireza: paixão, morte, ressurreição e dom do Espírito." Logo... não celebramos somente a paixão e morte (Tridentinos), nem tampouco a ceia ou ressurreição (Neocatecumenais e Ortodoxos) e dom do Espírito (Carismáticos). Citei exemplos... penso que para bom entendedor, todas essas palavras bastam, né?!

Muito se tem dito que o Papa disse isso ou aquilo... coisas de candinhas desocupadas que vivem de fofoquinhas no "fantástico mundo do facebook-blogs". Minha percepção é que Bergoglio é uma pessoa de bem com a vida, capaz de ver Deus nas coisas simples e se alegrar com isso. Sempre saiu em defesa de causas nobres e dignas do cristianismo. Tem senso de humor, o que pode confundir os que não têm... levando a interpretações idiotas. "Aaaah, mas ele é Papa... não deve fazer isso ou falar aquilo... mimimi... blablabla... mimimi..." Na boa, ele é Papa instituído por Cristo para guiar o Seu rebanho ao céu. Quem disse que ele não pode fazer isso sendo um simples e bem humorado servo do Senhor?


Vejo muito claramente a Providência Divina na trinca João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Um preparando o caminho para o outro... Esperança, Fé e Caridade. E se a minha visão estiver equivocada... faço coro a Santo Agostinho de Hipona, que disse "prefiro errar com a Igreja a acertar sozinho." 

Obediência e prudência, povo de Deus. Nenhum Santo foi desobediente ou difamou o Santo Padre. Achar-se Santa Catarina de Senna é prepotência demais da conta, a não ser que tenha uma vida de santidade e inspiração divina para bater de frente com o Santo Padre por ordem direto do Senhor. Fazendo um exame de consciência, quem tem coragem?? 

Querer instrumentalizar a Igreja para fins ideológicos políticos é heresia braba. Mas acreditar e propagar que a Tradição Católica parou em Pio XII e na Missa (que não é a de sempre!) Tridentina, é ruptura... arrogância e desobediência a serviço do capeta!! Pensem nisso.

Vamos rezar muuuito, porque é árduo o trabalho que espera o Papa Francisco!
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e nossa, nos guie até o Cristo Crucificado.

PAX ET BONUM!



Fontes:

"Novena" de São Patrício

Bom, a festa de São Patrício é dia 17/03, resolvi escrever essa novena (totalmente baseada em orações da Igreja ocidental e, principalmente, oriental) porque eu e um amigo somos devotos deste santo e nunca conseguimos encontrar tal novena dedicada a ele. 

O problema é que consegui orações apenas para 6 dias, rs... Mas, se alcançarmos a graça, vamos espalhar a devoção e essa "Novena de seis dias" mesmo!!!   =)



Oração para todos os dias
São Patrício, roga por nós a Cristo, Nosso Deus, pela remissão dos nossos pecados e pela graça que pedimos nesta novena (fazer pedido...)Que teu exemplo de vida desperte em nossos corações a fé e a humildade. Amém.

1º dia
Santo bispo Patrício,
Fiel pastor do rebanho de Cristo,
Tu iluminaste a Irlanda com o fulgor da Boa Nova
E o poder da Trindade!
Agora que estás na presença do Salvador,
Rogai para que ele nos guarde em fé e amor!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


Rezar ao final todos os dias a "Couraça de São Patrício":

Cristo comigo,
Cristo em minha frente,
Cristo atrás de mim,
Cristo em mim,
Cristo abaixo de mim,
Cristo sobre mim,
Cristo à minha direita,
Cristo à minha esquerda,
Cristo quando me deito,
Cristo quando me sento,
Cristo quando me levanto,
Cristo no coração de cada um que pensa em mim,
Cristo na boca de cada um que fala de mim,
Cristo em todo olho que me vê,
Cristo em todo ouvido que me ouve.
Amém!



2º dia
Ó santo bispo Patrício,
taumaturgo, igual aos Apóstolos
e evangelizador do povo irlandês,
Rogai a nosso Deus misericordioso
pela remissão de nossos pecados.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


3º dia
Glorioso sejas Tu, ó Cristo nosso Deus
Que enviaste nosso pai Patrício
Como evangelizador da Irlanda e luminária na Terra
E através dele, guiaste muitos para a fé verdadeira.
Glória a Ti, nosso Deus misericordioso, glória a ti.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


4º dia
Da escravidão tu escapaste para a liberdade à serviço de Cristo:
Ele te enviou para libertar a Irlanda das amarras do demônio,
E plantar a Palavra do Evangelho no coração dos pagãos.
Em tuas jornadas e sofrimentos, foste como o Apóstolo Paulo!
Recebendo a recompensa celestial por teu labor,
Rogai sempre pelo rebanho que tu colheste na terra,
Santo bispo Patrício!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


5º dia
Que Cristo esteja nos corações de todos que pensam em ti,
Cristo nos lábios de todos que oram a ti,
Cristo em todos os olhos que vêem ti,
Cristo em todos os ouvidos que ouvem tuas palavras,
Ó nosso santo pai Patrício.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


6º dia
Enquanto viveste na terra, ó bendito pai Patrício,
tu te puseste sob o nome da Santíssima Trindade,
a Indivisível Trindade que criou o universo.
Agora que estás diante do trono celeste,
roga a Cristo Nosso Deus pela salvação de nossas almas.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Couraça de São Patrício


quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam: Francisco



O felix Roma – o Roma nobilis:

Sedes es Petri, qui Romae effudit sanguinem,
Petri cui claves datae sunt regni caelorum.

Pontifex, Tu successor es Petri;
Pontifex, Tu magister es tuos confirmans fratres;
Pontifex, Tu qui Servus servorum Dei,
hominumque piscator, pastor es gregis,
ligans caelum et terram.

Pontifex, Tu Christi es Vicarius super terram,
rupes inter fluctus, Tu es pharus in tenebris;
Tu pacis es vindex, Tu es unitatis custos,
vigil libertatis defensor; in Te potestas.

S.S. Papa Francisco

VOX ACUTA, VOX ALTERA AB ACUTA

Tu Pontifex, firma es petra, et super petram
hanc aedificata est Ecclesia Dei.

VOX MEDIA, VOX GRAVIS

Pontifex, Tu Christi es Vicarius super terram,
rupes inter fluctus, Tu es pharus in tenebris;
Tu pacis es vindex, Tu es unitatis custos,
vigil libertatis defensor; in Te potestas.

O felix Roma – O Roma nobilis.


Cidade do Vaticano, 13 mar 2013 (Ecclesia) – O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, foi hoje eleito como novo Papa da Igreja Católica, o primeiro do continente americano, e escolheu o nome de Francisco I. 

“Sabeis que o dever do Conclave era dar um bispo a Roma: parece que os meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo”, disse, na primeira aparição perante cerca de 150 mil pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano. 

O novo Papa surpreendeu os presentes ao pedir “um favor”, antes de dar a sua tradicional bênção neste encontro inicial. 

“Peço-vos que rezem ao Senhor para que me abençoe, a oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. Façamos em silêncio esta oração”, declarou, conseguindo calar a multidão que se encontrava em festa há cerca de uma hora, após a saída do fumo branco da chaminé colocada sobre a Capela Sistina. 

A primeira bênção seria, posteriormente, estendida a "todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade". 

O Papa começou por desejar uma “boa noite” aos presentes e agradeceu o “acolhimento” da comunidade de Roma. 

Francisco I começou por propor uma oração pelo Papa emérito, Bento XVI, para que o “Senhor a abençoe”. 

A intervenção aludiu depois a um “caminho” que começa, unindo “bispo e povo”, na Igreja de Roma, “aquela que preside na caridade a todas as Igrejas”. 

“Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós”, precisou. 

“Rezemos sempre por nós, uns pelos outros, por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade”, acrescentou o novo Papa. 

Francisco I deixou votos de “este caminho da Igreja” seja “frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade (Roma)”. 

"Irmãos e irmãs, agora deixo-vos: obrigado pelo vosso acolhimento. Rezai por mim, vemo-nos em breve, amanhã quero ir rezar a Nossa Senhora para guarde toda a (cidade de Roma). Boa noite e bom descanso", disse, ao despedir-se. 

O fumo branco saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa). 

O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, à porta fechada, pelas 17h34 (hora de Roma). 

Francisco I tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos. 

O agora Papa emérito, de 85 anos, renunciou por causa da sua “idade avançada”.


Perfil
Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio formou-se engenheiro químico, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, entrando para o seminário em Villa Devoto. Em março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus (jesuítas). Em 1963, ele estudou humanidades no Chile, retornando posteriormente a Buenos Aires. 

Entre 1964 de 1965, Bergoglio foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé e, em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires. De 1967 a 1970, estudou teologia. 

Em 13 de dezembro de 1969, foi ordenado sacerdote.


Fontes:

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Viva o Grande Bento XVI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! \o/

Foi com os olhos marejados e nó na garganta que acompanhei hoje pela TV a despedida do Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Sou a juventude do Papa Bento, e Bento é o Papa da minha juventude. O Papa de sabedoria ímpar e apaixonante. O Papa que me ensinou que a minha fé não é emocional, mas racional. O Papa que aprendi a amar acompanhando a sua saga dia após dia... O Papa que me mostrou que devo servir a Igreja com zelo, amor e dedicação!

Meu coração está apertado, mas seguro. Confio na sabedoria desse homem de Deus e, principalmente, na Providência Divina.

Ut in omnibus glorificetur Deus!

Que a Virgem Maria seja o nosso conforto, e que venha o novo Petrus!!! Ad majorem Dei gloriam!!!

Viva o Grande Bento XVI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! \o/


Sede Vacante


Nihil innovetur (não se inove nada)
Termina hoje, dia 28 de fevereiro de 2013, as 16h (horário de Brasília), o pontificado do Papa Bento XVI. A Santa Sé estará vacante, que significa o período entre a renúncia válida do Papa (ouo falecimento) e a eleição do seu sucessor. Durante esse tempo, o governo da Igreja é confiado ao Colégio Cardinalício. A Constituição Apostólica Universi Domini Gregis sobre a vacância da Sede Apostólica e a eleição do Romano Pontífice, promulgada pelo Beato Papa João Paulo II em 22 de Fevereiro de 1996, estabelece as normas que regem a administração Santa Sé neste período.

Cessa o exercício das funções de todos os Responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana e seus membros, excetuando-se o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana e o Penitenciário-Mor. Estes continuam despachando assuntos ordinários, submetendo ao Colégio dos Cardeais o que deveria ser referido ao Sumo Pontífice. Caso estejam vagos estes cargos, por ocasião da vacância, ou antes da eleição, o Colégio deverá eleger um Cardeal ou Cardeais para exercê-los. 

A Constituição Apostólica Universi domini gregis, especialmente em seu número 84, orienta os fiéis e a Igreja como um todo sobre como proceder durante o período vacante:
84. Durante a Sé vacante, e sobretudo no período em que se realiza a eleição do Sucessor de Pedro, a Igreja está unida, de modo muito particular, com os Pastores sagrados e especialmente com os Cardeais eleitores do Sumo Pontífice, e implora de Deus o novo Papa como dom da sua bondade e providência. Com efeito, seguindo o exemplo da primeira comunidade cristã, de que se fala nos Atos dos Apóstolos (cf. 1,14), a Igreja universal, unida espiritualmente com Maria, Mãe de Jesus, deve perseverar unanimamente na oração; deste modo, a eleição do novo Pontífice não será um fato disjunto do Povo de Deus e reservado apenas ao Colégio dos eleitores, mas, em certo sentido, uma ação de toda a Igreja. Estabeleço, portanto, que, em todas as cidades e demais lugares, ao menos naqueles de maior importância, após ter sido recebida a notícia da vacância da Sé Apostólica e, de modo particular, da morte do Pontífice, depois da celebração de solenes exéquias por ele, se elevem humildes e instantes preces ao Senhor (cf. Mt 21,22; Mc 11,24), para que ilumine o espírito dos eleitores e os torne de tal maneira concordes na sua missão, que se obtenha uma rápida, unânime e frutuosa eleição, como o exigem a salvação das almas e o bem de todo o Povo de Deus.
A renúncia do Papa Bento XVI e a consequente vacância da Sede Papal suscitou em toda a Igreja diversas dúvidas de ordem prática: como se fará a escolha do novo Papa, como ele se chamará, como deveremos rezar por ele?


"Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis,
tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio" (Papa Bento XVI)
Conforme comunicado recente do Vaticano, Joseph Ratzinger continuará a usar o nome de Bento XVI e o título honorífico de "Sua Santidade". Ele deverá ser chamado de "Papa emérito" ou "Pontífice Romano Emérito". Já o seu anel papal deverá ser quebrado, como prescreve a tradição quando termina um pontificado. Bento XVI foi o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos. Como o nome dos bispos eméritos não é pronunciado nas Orações Eucarísticas, o do Papa Bento XVI também não deverá ser pronunciado no período de vacância. A razão é simples: na Oração Eucarística, invocar o nome do Papa não se trata apenas de um gesto de piedade, de uma oração deprecatória, mas de um ato que atesta nossa comunhão com o pastor da Igreja local e, neste caso específico, da Igreja universal.


Fontes: